Louis Armstrong e Danny Kaye
Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com
domingo, 13 de julho de 2008
Recordando " Harvest " de Neil Young
"Old Man "
"Heart of Gold"
sábado, 12 de julho de 2008
Robert Walser - " O Salteador "(2)
Trd. Leopoldina Almeida, Ed. Relógio D´Água
Robert Walser - " O Salteador "(1)
Trd. Leopoldina Almeida, Ed. Relógio D´Água
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Crise(3)
" Algarve "(1957) de Gerárd Castello-Lopes«Há riscos de implosão e de desgoverno. Quando os dirigentes perdem o sentido do rumo e da medida, os povos seguem a mesma via. As doses enormes de demagogia a que nos habituámos, desde há trinta anos, criaram uma situação de difícil resolução. Os governantes têm receio de dizer a verdade à população. Por isso ocultam ou mentem.»
Entrevista de António Barreto ao Diário Económico(10/07/08)
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Crise(2)

Afinidades
The Modern Lovers - "Astral Plane"
Vampire Weekend -" Oxford Comma "
terça-feira, 8 de julho de 2008
Desgovierno mundial *
La gobernación de la economía mundial está gravemente fragmentada y el resultado es una gran confusión. Las instituciones mundiales, como el Fondo Monetario Internacional (FMI), la Organización Mundial de Comercio (OMC) o el Banco Mundial son las verdaderamente responsables de los mercados financieros globales, de la financiación de la economía mundial y de la libertad de comercio. Reuniones como la de Japón parecen inoperantes, por la ausencia de los países que verdaderamente influyen sobre el precio y la producción de las materias primas y porque reúnen políticas nacionales descoordinadas.
Si se quiere aclarar esta extrema confusión, es necesario reformar las reuniones de estas llamadas formaciones G y potenciar la línea de gobierno económico mundial a través de las instituciones económicas y financieras internacionales. Un acuerdo final en la ronda Doha beneficiaría más a los países africanos que los miles de millones de dólares de ayuda adicional que la reunión de Japón no aprobará. Pero tales soluciones, como la liberalización del comercio agrícola y de manufacturas, chocan con los compromisos nacionales que se manejan en el G-8. No es admisible que se defiendan hoy mezquinas políticas de apoyo a los lobbies agrícolas europeos, tercos partidarios de la renacionalización de la agricultura, o de la producción autárquica de petróleo sin la mínima integración en el mercado mundial.
* Editorial do " El País"(08/07/08)
Tom Zé e Jarbas Mariz cantam" Companheiro Bush".
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Um em cada quatro jovens é vítima de violência no namoro *
* DN Online, 07/07/2008
Flaming Lips -" Suspicious Minds "
domingo, 6 de julho de 2008
A crise(1)
Crónica de Alberto Gonçalves publicada no DN de 06/07/08.
Como sobreviver à crise financeira!!!
Conselho de Justiça????
Filha de duas mães
A Naifa - "Filha de duas mães"
Filha de duas mães
(Maria Rodrigues Teixeira)
filha de duas mães
adoro vesti-las de igual
tenho andado à tua procura
para te amar.
sobre a mesa posta
sem nenhuma vaidade
ensinar-te-ei meu amor
a praticar a caridade.
nunca direi saudade
ligo pouco ao que se diz
mas não levo muito a mal
a ideia de ser feliz.
sábado, 5 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Pérolas Pop(6)
Prefab Sprout -" Johnny Johnny "
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Afinidades
António Pinho Vargas -" Tom Waits "(1987)
Tom Waits -" Downtown Train "(1985)
terça-feira, 1 de julho de 2008
Direito à exaltação!
Os artistas são muito vulneráveis à dor da finitude da vida, sim. Durante os anos oitenta tive concertos inesquecíveis, e no dia seguinte chorava. Na altura não compreendia por que estava tão triste no dia a seguir ao concerto exaltante. Era uma espécie de depressão pós-parto, experimentar a exaltação máxima e, no dia seguinte, constatar que tinha passado e nunca mais se repetiria. Há aqui uma relação complicada com a passagem do tempo. Estes altos e baixos de intensidade, sobretudo na vida dos artistas(Schumann, por exemplo, era um tipo muito depressivo, enlouqueceu e fez várias tentativas de suícidio; Churchill também, fazia um discurso de uma enorme intensidade e depois caía num vazio insuportável), devem ser o preço a pagar pelo direito à exaltação."
Excerto de entrevista de António Pinho Vargas, efectuada por Sarah Adamopoulos, para a Notícias Magazine
António Pinho Vargas -" Dança dos pássaros "(1987)
Cada árvore é um ser para ser em nós

David Hockney - Le Parc Des Sources, Vichy (1970)
Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
António Ramos Rosa
In Your Eyes
Papa Wemba & Peter Gabriel -" In Your Eyes "
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Most gift shops: Fatima, Portugal
Fotografia retirada do blogue: Afinidades eletivas.A: 1. Real beauty: oil stains left by cars in a parking lot.
Tom Waits -" God's Away On Business"
domingo, 29 de junho de 2008
Na morte de Albert Cossery
O erotismo é universal(2)
Serge Gainsbourg - "69 Annee Erotique"
O erotismo é universal(1)
"Madeleine dans le désert"(1856) - Eugène Delacroix"Llegaba a su casa humedecida. Él introducía un dedo entre mis muslos para recoger la miel como la llamaba. La probaba y...". Estas frases serían anodinas en una novela erótica distribuida en Occidente, pero escritas en árabe, por una mujer árabe y publicadas en un país árabe adquieren otro calado. Su autora se convierte de golpe en "la más atrevida de las novelistas árabes", según la cadena de televisión Al Jazeera. Salwa al Neimi, siria afincada en París, lleva años siendo audaz en sus libros de poesía en árabe, pero ha tenido que publicar una novela erótica, La comprobación a través de la miel, para que sus compatriotas y aquellos que ahora la leen en otras lenguas tomen conciencia de su osadía. "Debe de ser que nadie lee ya poesía", comenta desengañada en una cafetería parisiense esta mujer charlatana, que suelta carcajadas y respira alegría por los cuatro costados, pero que guarda con recelo varios fragmentos de su vida de militante política y también su edad.
El País, de 29/06/08,"El árabe es la lengua del sexo" reportagem de Ignacio Cembrero
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Janelas amordaçadas


The Last Waltz
The Band -" The Night They Drove Old Dixie Down"
The Band -" It Makes No Difference "
The Band -" The Weight "
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Emoções à flor da pele
Bruce Springsteen - " This land is your land "
Bob Dylan - "Forever Young / Baby, Let Me Follow You Down"
Spiritualized - "Broken Heart"
O direito à infelicidade*
O que implica o seu inverso: se a infelicidade é uma proibição, a felicidade é obrigatória por natureza. Obrigatória e radicalmente individual. Ela não depende da sorte, da contingência e da acção de terceiros: daqueles que fazem, e tantas vezes desfazem, o que somos e não somos. Depende, exclusiva e infantilmente, de nós. O tom é militar e marcial; a felicidade é uma batalha e uma conquista. E eu rendo-me ao primeiro disparo. Quem suporta semelhante fardo? Quem consegue suportar a obrigação totalitária de ser feliz?
* Excerto de crónica de João Pereira Coutinho, com este título
Spiritualized -" Soul On Fire "
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Gostos não se discutem! Ou discutem?
Como penso que já disse, na idade do crescimento gostava das pessoas porque elas gostavam de mim. Ou seja, gostava imensamente delas quando se limitavam a ser educadas e decentes comigo: Falta de auto-confiança. É muitas vezes por esta razão que as pessoas se casam a primeira vez, fiquem sabendo. Não conseguem esquecer o facto de alguém dar a entender que gosta delas, sem querer saber de mais nada. Foi em parte o meu caso com a Gill, vejo-o agora. Não é a base suficiente, pois não?
Há depois outra maneira de gostar das pessoas. Vemo-lo nas séries clássicas da televisão. Por exemplo, um homem e uma mulher conhecem-se e ele não a impressiona por aí além mas, durante algum tempo, ele faz várias coisas que a fazem ver que afinal ele é um tipo decente e passa a gostar dele. Do estilo, o tenente Chadwick salva uma dívida de jogo, de uma posição potencialmente ruinosa ou de outro embaraço social ou financeiro o Major Thingummy, e então a irmã do Major, Miss Thingummy, que o tenente Chadwick admira à distância desde que foi destacado para a região, reconhece de repente as suas virtudes e gosta dele.
Não sei se as coisas alguma vez acontecem assim, ou se é só uma fantasia do escritor. Não acham que é o oposto? Pela minha experiência, que é limitada, não é assim, conhecemos alguém, ficamos depois com alguns dados sobre a pessoa e, baseados nisso, decidimos que gostamos dela. É o contrário: gostamos de alguém e depois vamos à procura de provas que sustentem esses sentimento.
A Ellie é simpática, não é? Gostam dela, não gostam? Têm provas suficientes? Eu gosto dela. Talvez a convide para sair, mas a sério. Acham boa ideia?
Ficavam com ciúmes?
Excerto de " Amor & etc.", de Julian Barnes, Trd. Helena Cardoso, Ed. Asa
"Boca de Ouro ", da antologia " A vida como ela é", do dramaturgo brasileiro Nélson Rodrigues
O problema da Beleza
Templo Dourado de Kyoto, fotografia retirada de aqui....se não me seguram dou cabo de ti...
Deolinda- "Fado Toninho"
segunda-feira, 23 de junho de 2008
De um menino do Doiro para...
Dulce Pontes - "O meu menino é d´oiro"
sábado, 21 de junho de 2008
Regresso ao passado:R.E.M.
"Radio Free Europe"(1982)
"Talk About The Passion"(1983)
"So. Central Rain (I'm Sorry)"(1984)
Duas almas
" Colhendo laranjas " - João Werner"...Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...Espantem-se à vontade; podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluído, um homem, muitos homens, um objecto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafísicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira."
Excerto do conto " O espelho", de Machado de Assis
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Abri os olhos e vislumbrei esta paisagem
terça-feira, 17 de junho de 2008
Lost in translation
Psychedelic Furs -"The Ghost In You" - Lost in Translation
Uma das minhas canções preferidas. Um dos meus filmes preferidos.
Excerto de "Lost in translation" de Sofia Coppola
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Canções com memórias(1)
B-52's -" Private Idaho "
1980, tinha 17 anos. Estava a passar as férias de Verão, em casa da minha avó paterna. Desesperadamente, tentava sintonizar no velho rádio: o "Rock em Stock", até que de repente junto à janela virada para a rua, comecei a ouvir "Private Idaho" dos B-52´s.
Este momento, ficou-me para sempre guardado na memória permitindo-me visualizar e criar um quadro com essa recordação.
Nunca foi dos meus grupos preferidos, mas é uma das minhas lembranças instantâneas quando chega o Estio.
Tributo a um artista com os pés
Tributo à arte futebolística de George Best, música: Duran Duran -" Ordinary World "
Foi um dos heróis da minha juventude, só agora é que me apercebi que imito na imperfeição as suas fintas.
A meio dos quarenta, vou descobrindo, como foi construído o meu código genético. Não lamento, não ter registo video das minhas jogadas. Mas, são minhas, foram vividas intensamente e vibrei com elas.
Adão e Eva
" Adão e Eva "(1917/8) - KlimtNão sou Ninguém! Quem és?
És tu - Ninguém - também?
Há, pois, um par de nós?
Não fales! Não vão eles - contar!
Que horror - o ser - Alguém!
Que vulgar - como Rã -
Passar o Junho todo - a anunciar o nome
A charco de pasmar!
Emily Dickinson, Trd. Ana Luísa Amaral, via Wikiquote
domingo, 15 de junho de 2008
Final de Domingo com alma
Isaac Hayes - I Stand Accused
Marvin Gaye - "Distant Lover"
Smokey Robinson & the Miracles - "Ooo Baby Baby"
Hallelujah
Rufus Wainwright
Leonard Cohen
John Cale
Jeff Buckley
Por isso os nossos pais deixaram as aldeias!
Fotografia antiga da aldeia de Beirós(Felgueiras-Resende)" Às vezes vêm chamar-me clientes das aldeias. Temo-os. No fundo das suas casas, naqueles sombrios casarões ou casebres das aldeias, é muito fácil o médico perder-se. E a doença pode-se por lá esconder tão bem! Além disso, há tantos sítios vulneráveis nas casas das aldeias, esses currais isolados, esses desvãos, essas cavalariças desprovidas de animais.
Já tive doentes, dos que fui ver à aldeia, que de dia estavam bem, inteiramente bem; mas de noite parecia que a doença saltava por cima das cercas do curral.
Ainda um dia hei-de abordar com este título um estudo desses casos terríveis, fatais, muito semelhantes aos das árvores. Esses homens das aldeias são muitas vezes mortos por terríveis pores-do-sol, que caem sobre o tédio das suas ruas sem ser observados por ninguém.
Há nas aldeias muitos homens doentes por contágio até das coisas que já estão podres: imagens, bancos, tachos de ferro, alguidares de barro, baús, etc. Os cancerosos da laringe que por lá há devem-se a essa ânsia de toda a aldeia cantar os misereres da Semana Santa diante de livros velhos, amarelecidos, insanos.
E no meio destes peculiares doentes das aldeias, que muitas vezes a solidão da natureza acaba por matar, há velhos e velhas que se curam, não porque bebam um leite especial, nem graças ao ar saudável, mas porque se escondem, porque à hora em que todos os relógios batem as sete da tarde, à hora inspectora que assinala e toma nota dos que hão-de ser os defuntos do dia, eles estão misteriosamente metidos num canto, em quartos onde nem réstea de sol se enxerga e onde juraríamos que não está ninguém."
Capítulo " Os das aldeias", de " O Médico inverosímil", de Ramón Gómez de la Serna, Trd. Júlio Henriques
Ainda a propósito da raça

A propósito da raça
Por acaso, há quem discorde. E não, não é um skinhead. É, por exemplo, um cientista chamado Mark Pagel, que no corrente número da revista britânica Prospect recupera o conceito com intenções sérias. Resumindo imenso, Pagel defende que o uso grotesco do termo ao longo da História não o invalida: não sendo "superiores" ou "inferiores", as raças existem e traduzem-se nas múltiplas diferenças(genéticas,culturais)entre os grupos humanos. O ponto de Pagel é que, a partir da biologia, cada grupo(ou raça) tende a distinguir-se pela partilha de valores. Porém, todos os grupos se distinguem dos restantes animais por, juntamente com os valores, partilharem expectativas de cooperação, ou seja, a faculdade de nos relacionarmos com outrem sem esperarmos retribuição imediata. Se a cooperação é favorecida dentro de um determinado grupo, não está, graças ao egoísmo da espécie, restrita a tais fronteiras: as pessoas entendem-se com as pessoas que aceitam entender-se com elas. Dito de outra maneira, as particularidades desenvolvidas no interior de uma raça são o instrumento que permite ultrapassar as respectivas barreiras."
Excerto de crónica " Raça maldita", de Alberto Gonçalves, Diário de Notícias(15/06/08)
" Portugal é uma Raça, porque existe uma Língua portuguesa, uma Arte, uma Literatura, uma História(incluindo a religiosa) - uma actividade moral portuguesa; e, sobretudo, porque existe uma Língua e uma História portuguesas.
A faculdade que tem um Povo de criar uma forma verbal aos seus sentimentos e pensamentos, é que melhor revela o seu poder de carácter, de raça. "
Excerto de " Arte de Ser Português", de Teixeira de Pascoaes
Aniversário
"Los viegos"(1912) - Diego Rivera" Há já alguns meses previra que a minha crónica de aniversário não fosse o habitual lamento pelos anos passados, mas na realidade o contrário: uma glorificação da velhice. Comecei por interrogar-me quando tomei consciência de ser velho e creio que foi muito pouco tempo antes daquele dia. Aos quarenta e dois anos tinha ido a um médico com uma dor nas costas que me incomodava para respirar. Ele não lhe deu importância: É uma dor natural da idade, disse-me.
- Nesse caso - disse-lhe eu - o que não é natural é a minha idade.
O médico fez-me um sorriso de comiseração. Vejo que o senhor é um filósofo, disse-me. Foi a primeira vez que pensei na minha idade em termos de velhice, mas não tardei a esquecer. Habituei-me a acordar cada dia com uma dor diferente que ia mudando de lugar e forma à medida que os anos passavam. "
Excerto de " Memória das minhas putas tristes", de Gabriel García Márquez, Trd. Maria do Carmo Abreu,Ed. D.Quixote
Mercedes Sosa -" Gracias a La Vida "
sábado, 14 de junho de 2008
Música que nos cria arrepios de emoção
Jeff Buckley - "Lover You Should've Come Over"
Emoção pura...sem palavras
O tema " Alice ", de Tom Waits, improvisado em ukulele, no Koaloha Concert.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Um óasis no meio do deserto
Jeffrey KbedrickA música
Álamos -
música
de matutina cal.
Doces vogais
de sombra e água
num verão de fulvos
lentos animais.
Calhandra matinal
no céu
branco de junho.
Acidulada
música de cardos.
Música do fogo
em redor dos lábios.
Desatada,
à roda da cintura.
Entre as pernas,
junta.
Música
das primeiras chuvas
sobre o feno.
Só aroma.
Abelha de água.
Regaço
onde o lume breve
duma romã brilha.
Música, levai-me:
Onde estão as barcas?
Onde estão as ilhas?
Eugénio de Andrade
Tinariwen - "Chet Boghassa"
Grandes são os desertos...
Adaptação para vídeo do poema "Grandes são os desertos..." de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), produzido em 1990 em S-VHS com verba do 5º Prêmio Estímulo de Vídeo da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo (Brasil).
...minha alma é como um pastor...
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr do Sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
É se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Excerto de " O Guardador de Rebanhos ", de Alberto Caeiro(Fernando Pessoa), no dia em que Fernando Pessoa fazia 120 anos.
Sometimes Always
Jesus and Mary Chain e Hope Sandoval - "Sometimes Always"
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« A fim de serem facilmente classificadas, muitas questões eram de escolha múltipla, ou seja, a seguir a uma frase vinham quatro opções, o que nos leva a pensar que, segundo a ideologia vigente, há uma e apenas uma Verdade. Como se isto não fosse suficientemente arrepiante, algumas das supostas respostas certas estavam erradas: a vice-presidente da Associação de Professores de Português chamou imediatamente a atenção para a falta de acordo entre os colegas no que dizia respeito às respostas para o grupo II, 7. No último grupo, o III, era pedida ao aluno uma redacção, entre 200 e 300 palavras, sobre a “temática da dignidade humana e do respeito pelos direitos humanos no nosso tempo”. Visto tratar-se de escrever sobre o que passa no século XXI, não entendo a vantagem da inclusão do texto do actual presidente do Tribunal de Contas relativo ao século XVII. Pelos vistos, o contexto temporal desapareceu da cabeça destes pedagogos.»










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