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Fotografias: Azulejos da Igreja de Santo Ildefonso, no Porto.
Música: Ópera Semele de Haendel, cantada por Kathleen Battle.
Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com
maoinvisivel, viseu 04/06/09 19:00(comentário publicado na edição online do Diário Económico)
Lamento o desaparecimento do actor David Carradine, para mim, será sempre o bom monge de Shaolin, de nome Caine, o meu Kung Fu, que desbaratava com uns golpes fantásticos hordas de malfeitores. É uma referência da minha infância, e da melhor época televisiva que passou por este país. Apetece dizer, que os bons não deviam partir. Talvez no além se encontre com os malfeitores dos novos tempos, usurários disfarçados de banqueiros e afins, que para além de amnésicos, são falsos surdos, mudos e cegos e, ainda por cima não sabem escrever e alegam que outros escrevem e assinam por eles. Outros, troçam, afirmam que alguém se esqueceu de entregar um qualquer bilhete de identidade. Chega-lhes Kung Fu. Está explicado, porque afinal os bons se vão embora. É para continuarem a espadeirarem os maus quando lá chegam. Recebem-nos à porta e zás. Nem sequer, chegam a entrar. Justiça, vale mais tarde do que nunca. Depois, os pedaços são capaz de ficar espalhados num qualquer limbo. Paz, e que nunca te falte a força, Kung Fu! Já agora, peço-te: dá um abraço apertado ao Vasco Granja e diz-lhe, olá e obrigado amiguinho, da minha parte. Até sempre!
«Os clientes do Banco Privado Português que se manifestam hoje junto à sede do banco em Lisboa acusam o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, de ter falhado enquanto presidente da CMVM, entre 2000 e 2005.
"O sr. ministro das Finanças tem responsabilidades pela situação em que nos encontramos, porque liderou a CMVM [Comissão de Mercado de Valores Mobiliários] entre 2000 e 2005, período no qual o BPP lançou os produtos de retorno absoluto", afirmou à agência Lusa Ruy Ribeiro, cliente do BPP.
"Não temos culpa que a supervisão tenha falhado. Somos aforradores, não somos especuladores", reforçou Ruy Ribeiro. "Fomos enganados", sublinhou, numa altura em que os manifestantes gritam o 'slogan' "Queremos o nosso dinheiro!".» Lusa, Público Online, 02/06/2009
1) Teixeira dos Santos presidiu a CMVM entre 2000 e 2005, actualmente é ministro das Finanças.
2) Victor Constâncio é presidente do Banco de Portugal desde 2000.
Ambos, tiveram conhecimento da comercialização dos chamados produtos de retorno absoluto. Todos os bancos comercializaram esses produtos, embora a designação dos mesmos fosse diferente de banco para banco. A outra designação mais usada era "produtos de taxa garantida".
Inicialmente, as aplicações eram feitas com base num acordo verbal entre o funcionário bancário e o cliente. O cliente raramente questionava o risco porque pressupunha que o banco garantia sempre o capital aplicado e os juros acordados.
Mais tarde, com base em instruções do Banco de Portugal/CMVM foi criado um mandato para ser assinado pelo cliente dando poderes ao banco para comprar e vender acções,obrigações, warrants, etc.
Durante toda a década, apesar do risco para o cliente, não foi criada legislação que permitisse enquadrar juridicamente estas aplicações.
Os clientes com a ambição de terem uma taxa superior às taxas habitualmente praticadas, ou não questionavam, ou quando questionavam era-lhes transmitido que a garantia era dada pelo banco, sendo o risco nulo.
Muitos deles, saltaram de banco em banco na procura de melhores taxas. Quando eram confrontados com a possibilidade de risco inerente ao banco onde tinham feito a aplicação, recusavam-se a acreditar. " Os Bancos não vão à falência "- diziam eles -" se houver problema o Estado resolve "!
Pois !
Não devia de resolver, mas moralmente tem a obrigação de o fazer. A regulação não existiu. Foi conivente.