Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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domingo, 3 de janeiro de 2010

A outra Casa da Música


O Centro Comercial Stop, inaugurado em 1982, deu origem a dezenas salas de ensaios para muitos projectos musicais. Ler aqui reportagem de André Rito, publicada no Jornal i de 02/01/2010.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A cidade das aldeias*

« O presente trabalho, realizado sob a forma de reportagem fotográfica e vídeo, visa possibilitar a leitura do que subsiste dos antigos Lugares da cidade do Porto e dos caminhos entre eles, registando e divulgando o que ainda hoje se pode observar, revelador de uma forma de assentamento e formação de território, de construção e de vivência de uma outra cidade, a cidade das aldeias, que corre o sério risco de ser literalmente engolida pela velocidade desenfreada própria dos dias em que vivemos, resultado das dinâmicas de desestruturação urbana e social que, infelizmente, vão esquecendo estes espaços, as suas gentes e os conjuntos edificados.

Comparando a planta da cidade do Porto desenhada sob a direcção de Augusto Teles Ferreira e impressa no ano de 1892 com a cidade actual verificamos que, ainda hoje, subsiste uma substrutura rural que, à época, constituía uma rede de caminhos e lugares exteriores ao centro urbano em processo de consolidação.Esses lugares, aquando da delimitação administrativa da cidade ocorrida no final do século XIX, seriam integrados no perímetro urbano, ficando a Estrada de Circunvalação como linha de fronteira da nova cidade que acolhia no seu interior um conjunto de lugares e de freguesias novas, incorporava áreas de freguesias vizinhas e deixava de fora algumas parcelas de terreno, que, embora pertencentes ao concelho, sempre foram consideradas exteriores à cidade que se havia circunvalado.

Pela imagem, pretende-se tornar pública essa outra cidade que abrange, na área geográfica do concelho do Porto, núcleos como Pinheiro de Campanha, S. Pedro, Azevedo, Areias, Contumil, Pego Negro, Granja, Vila Cova, Campo, Aldeia Nova do Monte, Fojo, Águas Férreas, Outeiro do Tine, Aval de Baixo, Ramalde do Meio, Vilanova de Cima, Furamontes, Ribeirinho, Campinas, Arrábida, Olivais, entre muitos outros lugares que nos vão falando de percursos, de espaços, de construções e de gentes.

Este sentimento de viver periférico, presente nos lugares visitados, poderá, um dia, vir final e felizmente a desaparecer e dar lugar a uma realidade policêntrica, assente em contínuos de território, o qual, ligado por redes e canais, será capaz de unir e esbater as sensações de dentro e fora, contribuindo para minimizar a sensação de centro e periferia, quer no plano físico quer no plano das mentalidades e sentimentos, consolidando e dando espessura ao tecido urbano.Assim, as redes vão-nos ligar os pontos e os canais vão-nos traçar as rectas e articular a sobreposição das redes, cosendo-as ao concelho ao qual pertencem e aos concelhos limítrofes, promovendo um tecido forte e coeso, permitindo que não sejam áreas conflituantes, mas sim conjugadas e convergentes num só objectivo: a ampliação da cidadania e a gestão participada do território municipal pelas populações, comprometendo todos num esforço unitário, em busca de uma estrutura onde todos tenham lugar.

É um registo fotográfico que permite pensar que, numa cidade equilibrada, esta diversidade de ocupação do solo ajuda a qualificar o ambiente urbano, oferecendo a leitura de várias épocas históricas, de vários tempos, de vidas que podem, trinta e cinco anos passados sobre o 25 de Abril, se todos quisermos, coexistir em harmonia, derrubando a última muralha desta cidade e pensar, na Área Metropolitana do Porto, mais do que na metropolitanidade, na rur-urbanidade.»

Mário João Mesquita, apresentação da *exposição a decorrer no CPF.

sábado, 6 de junho de 2009

Anjos





Fotografias: Azulejos da Igreja de Santo Ildefonso, no Porto.

Música: Ópera Semele de Haendel, cantada por Kathleen Battle.

domingo, 29 de março de 2009

Alminhas da Ponte








«Estamos prestes a chegar ao termo da nossa jornada,a ver o fim a esta digressão resplandecente. De uma banda a foz do Sousa, na outra margem, mais abaixo, Crestuma. Num jardim há uma estrela de flores, imensa, que quase cobre a ponta avançada do monte, coroado por uma espessa cabeleira de mata. É a casa de um velho e querido amigo... Só à noitinha, por este prolongado entardecer de Verão, entrámos no Porto, pusemos pé na terra firme da Ribeira, ao cabo de três belos dias de jornada. A velha cidade acolhe-nos neste lugar pitoresco, com o casario miúdo a escorrer pela escarpa abaixo, a gente palreia que se junta para nos receber, espantada com tais viajantes. Tudo faz lembrar o burgo antigo, amassado em pedra de granito e implantado aqui, no termo da caminhada do Douro, antes da última curva, em que pela assoreada barra se precipita no mar. Desembarcámos naquele ponto exacto da muralha, onde numa parede um painel de bronze, com as suas lâmpadas votivas, assinala a catástrofe da Ponte das Barcas, quando ali, no terror das Invasões Francesas, pereceu tanta e tão pobre gente. É um episódio doloroso que se conta na história deste nosso rio.»


1) Fotografia das "Alminhas da Ponte ", de Teixeira Lopes(Pai), via Wikipédia.
2) Fotografia de pormenor das " Alminhas da Ponte ", via altodominho.blogspot.com.
3) Música" Te Deum ", de João Domingos Bomtempo, via Youtube.
4) Excerto de " Douro abaixo "(escrito em Março de 1963), incluído no " Roteiro Sentimental Douro ", de Manuel Mendes, Ed. Afrontamento, 2oo2, 3ª Edição(1ª em 1964 e 2ª em 1967)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Pontes...



Porto, 24/02/2009

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sempre presentes...





Ribeira do Porto, 02/11/2008

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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