Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Expressão facial osgástica












Ver aqui mais fotografias no Jornal i, e ler o texto de Clara Pinto Correia para a exposição " Sexpressions ", com fotografias suas tiradas por Pedro Palma, seu actual marido.

A Clara, foi uma das minhas paixões platónicas, nos nossos vinte e poucos anos. A paixão desapareceu, quando numa entrevista declarou o seu desejo pelo Fernando Gomes, goleador do F.C.Porto, também famoso por ter comparado a sensação de marcar um golo a um orgasmo.

Mais tarde, comprei e li o " Adeus Princesa ". Um excelente romance.

Amiúde, fui lendo notícias suas, principalmente devido à sua intensa produção literária, em parte ligada à sua investigação científica na área da Biologia.

Ocasionalmente, via-a no pequeno ecrã, sem grande sedução e menor graça.

Hoje, ao ver estas fotografias orgásticas, senti que já tinha imaginado a sua expressão facial.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Excesso de ruído?


Ilustração de Zichy Mihaly

«Al final todo se reduce a una cuestión de decibelios: a 47 llegaron los gemidos de los coitos de Steve y Caroline Cartwright. Un registro que los ha convertido en el hazmerreír de los tabloides y en la peor pesadilla de sus vecinos, que los han denunciado por quebrantar el silencio de su urbanización.» continuar a ler aqui.

Eduardo Suaréz, El Mundo, 15/12/2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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«Que a Picasso le gustaba el sexo más que la miel al oso es cosa sabida. Toda su obra rezuma erotismo y así ha quedado claro en las diversas exposiciones sobre el tema que se han venido haciendo estos años. Lo que no era tan conocido es que atesoraba una excelente colección de estampas eróticas japonesas y que éstas, además, le influyeron en algunas de sus series de grabados. Pues, aunque no hay una estricta correspondencia formal, sí que pueden apreciarse curiosas coincidencias de composición en la manera de acoplarse de los amantes o en el interés por forzar la postura de manera que se aprecien los órganos genitales con pelos (nunca mejor dicho) y señales. Un poco a la manera de los shunga japoneses, una versión erótica de los ukiyo-e, de utilidad meridiana, en la que la delicadeza del dibujo no impide mostrar los coitos con todo detalle.» continuar a ler aqui.
Catalina Serra, El País, 05/11/2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

La cama de Pandora

Ilustração: Luci Gutiérrez

«Señoras, la matrícula de honor la tenemos todas, pero sólo cuando respetamos nuestro cuerpo. Lo que tenemos entre las piernas no es feo, ni viejo... (y salvo problemas evidentes), viene perfecto de serie, no necesita muchos extras. Así es que cuídenlo y disfrútenlo con sabiduría y sin vergüenza, como yo he intentado aprender con el paso de los años. Ya les iré contando...» continuar a ler aqui.

Pandora Rebato, El Mundo

domingo, 31 de maio de 2009

«Vera em tudo uma rapariga de bem. Boas maneiras, bem vestida e com uma cultura superior. Excepto que, sempre que só na presença de qualquer homem, logo se despia e exigia que o coitado, ou talvez não, a penetrasse urgentemente. A família, alarmada e em vergonha profunda pelo comportamento descabido dela, arranjou um casamento apressado para resolver a situação. Nada feito. Mesmo apaixonada pelo marido, continuava a oferecer-se em bandeja a todo e qualquer par de calças ou calções que lhe aparecesse pela frente. assim permaneceu a sra. V. até à sua morte, com a profícua idade de 73 anos. Imagem de decoro quando vigiada por terceiros, depravação sexual em pessoa sempre que a ocasião o permitia, em jeito de Dr. Jekyll e Mr. Hyde.
Caso nrº 189 apresentado por Kraftt-Ebing, psiquiatra alemão do século XIX, a sra. V. surge como exemplo de ninfomania, doença imaginária que era diagnosticada em mulheres que não ficavam no seu cantinho sexualmente reprimido e revelavam ter desejos libidinosos próprios. Tal como os homens faziam porque assim se esperava. Ebing chega a descrever o que intitula "ninfomania aguda mortal", em que raparigas até entâo insuspeitas revelavam um súbito "desejo ilimitado de gratificação sexual", "delírios obscenos", "exigindo" o coito e terminando por morrer de "exaustão". Tadinhas.
É certo que as senhoras descritas por Ebing bem não estavam. Alguma coisa terá causado a morte das que se ficaram. Porém, tal não terá sido, poderei jurar, o excesso de desejo sexual. Uma infecção que lhes afectou os neurónios?
Uma intoxicação acidental? O que tiver sido, antes de acabar com elas, diluiu-lhes as inibições sociais, levando ao seu comportamento tão contrário às convenções da época.
Passado mais de um século, espera-se que já ninguém diagnostique ninfomania a mulheres que exigam o coito com frequência, porque elas andam por aí e recomendam-se! Mas outras etiquetas vieram continuar a tradição. Veja-se, por exemplo, como a promiscuidade, palavra feia, tanto foi usada durante a crise HIV. De súbito, os novos malcomportados eram esses tais, os promíscuos, que andariam por aí a ter sexo que nem o pacman do jogo de video. A "promiscuidade" foi incluída na lista dos comportamentos a evitar, tal como o sexo sem preservativo, quando na verdade, desde que se use a borrachinha maravilha, o número de parceiros não vai ser causa de infecção.
Escreveu Ebing: "Estas pobres mulheres disseminam o espírito da lascívia, desmoralizam o ambiente e tornam-se num perigo para rapazes e raparigas." Se então o moralismo era mais descarado, agora ele surge encapotado. E promiscuamente se continua assim a julgar o comportamento alheio. Que com a libertinagem dos outros sempre se pode muito mal.»


Fotografia de Brassaï e crónica de Nuno Nodin " A promiscuidade da ninfomania ", publicada na Pública de 31/05/2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Sexo e as ideias
























Pintura de Tracey Emin

«"Lo único que me importaba antes era el sexo, no el dinero. El sexo me retenía en la cama y me sacaba de ella por la mañana, pero ahora está desvaneciéndose rápidamente. No estoy tan loca por el sexo como antes, ahora me interesan más las ideas", afirma la artista en declaraciones al diario 'The Guardian'.» ler aqui no El Mundo.

«Os heróis da civilização que se tornaram os santos do cristianismo pegaram na imagem do corpo clássico e reconstituíram-na da forma mais chocante. A ideia bíblica da «obediência a Deus» cristalizou-se numa noção de escravatura humana que trouxe consigo o aviltamento, o sofrimento, a humilhação e a tortura do escravo - mas enquanto qualidades positivas. O cristianismo não emanou simplesmente de Jesus ou de São Paulo: a sua inovação radical deriva de uma revolução precisa dos valores clássicos tradicionais. Trata-se do inicio da batalha longa e turbulenta empreendida pelo cristianismo contra a Grécia e Roma. Durante os primeiros séculos de formação, o cristianismo, para provar o amor a Deus a um mundo atónito, significou protagonizar uma lógica de alienação, privação e dor anticlássica.»


Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira, Ed. Alêtheia, 2004

domingo, 10 de maio de 2009

Sophie Evans


























«Sophie Evans es una estrella. Perfeccionista y exigente. Se cuida. Pasa controles de hepatitis, VIH y herpes genital. Es monógama. No fuma ni bebe ni se droga. Lleva una vida ordenada. Como una deportista de élite. Ha intervenido en 200 películas. Ha rodado en Los Ángeles y Budapest, las mecas del sector. A la orden de los más grandes directores del cine para adultos. Junto a los galanes del género. Ha protagonizado miles de escenas sexuales. Sin trampa ni cartón. Ni condón. Felaciones, sexo anal y vaginal; números lésbicos; dobles penetraciones. Su récord en pantalla ha sido mantener sexo con cinco hombres a la vez. “Fue muy bonito. Una sensación diferente. Era precioso ver a esos cinco chicos tan excitados conmigo. He hecho de todo en pantalla salvo cosas extremas; no me gusta que me aten; ni hago nada con animales ni lluvia dorada. Y prefiero la doble penetración al anal, me excita más y pagan mejor”.», ler aqui.

Jesús Rodríguez, El País Semanal, 10/05/2009

sábado, 4 de abril de 2009

Kokigami: arte para adornar o pénis

Ver aqui o livro" Kokigami: Performance Enhancing Adornments for the Adventurous Man ", de Burton Silver e Heather Busch.

E, aqui site Kokigami.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Celebrar a vagina*

" As vaginas têm sido muito injustamente descuradas ao longo dos tempos. E isso é tanto triste quando se tem em conta que, ainda que nem todos tenhamos saído de uma delas, uma parte de nós terá sempre por lá entrado. assim, não deixa de ser estranho, chocante quase, que tão pouca importância se tenha dedicado a essa parte fundamental da anatomia feminina e humana.
As responsabilidades, se aqui as quisermos apontar, estão do lado dos homens. Fascinados, mas igualmente receosos em relação a esse obscuro objecto de desejo, sede do acto de criação supremo, os homens sempre optaram por manter as vaginas bem escondidas do olhar perscrutador da ciência.. Há que não esquecer, afinal, que até há muito pouco tempo, a investigação era um mundo eminentemente masculino.
Claro que existem honrosas excepções. Homens como Gabriele Falloppio(1523-1562), William Masters(com a sua mulher Virginia Johnson) e em particular Ernest Graffemberg( o do famoso ponto G) vasculharam a vagina em profundidade e descobriram algumas das suas geniais características e potencialidades. Agora, porém, chegou a hora de as mulheres tomarem a responsabilidade pelo bem-estar das vaginas nas suas mãos. Uma ginecologista norte-americana, a dra. Lauri Romanzi, farta de ver vaginas maltratadas e de ter que as sanar, decidiu abrir um Vagina Spa em Nova Iorque. O principal objectivo de tal spa é o de ajudar as mulheres a cuidarem das suas partes íntimas de forma a valorizá-los e a prevenir problemas ginecológicos futuros. Uma das técnicas que a dra. Romanzi utiliza para o efeito é o método de Kegel, desenvolvido por outro investigador que de todo o direito deverá ser incluído na lista de homens amigos da vagina.
Arnold H. Kegel desenvolveu um conjunto de exercícios destinados a reforçar os músculos pélvicos em mulheres que sofriam de incontinência urinária após o parto. Mas, maravilha das maravilhas, as mulheres que passavam por este processo descobriram-se a ter orgasmos fabulosos como efeito secundário. Claro que depressa se começaram a direccionar os exercícios Kegel especificamente para esse objectivo, agora tornado principal.
Uma das grandes vantagens desses exercícios é que podem ser realizados virtualmente em qualquer lugar e circunstância: no escritório, durante o jantar de família, na sala de espera do dentista ou até - vade retro - durante a missa.
A dra. Romanzi está, portanto, no caminho certo. Nova Iorque, sempre na vanguarda de coisas modernas e vagamente extravagantes, já havia recebido no ano passado o Festival da Vagina, num conjunto de eventos que celebraram a genitália feminina em todo o seu esplendor. Afinal, o pénis já teve bem mais do 15 minutos de fama. Agora é a vez da vagina."

* Artigo de Nuno Godin, publicado na Pública de 16/11/2008

Cenas domésticas


Fotografia de Frank Boots.

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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