Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Canção do dia(4) : " Arrependimento " - Sam the Kid(2002)

« Se pudesse viver novamente, na próxima vida tentaria cometer mais erros. »


Jorge Luís Borges

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Meu querido mês de Agosto*

A música das moscas

Começa o meio de Agosto e são as festas em toda a parte. De Senhoras nossas. Da Agonia; da Assunção; do Desespero; da Angústia; da Depressão; das Dores: de todos os castigos imagináveis que possam ajudar a disfarçar o prazer que dão.

É um prazer ouvir a música ao fundo das bandas a ensaiar aqui ao pé, para a festa de amanhã. Das filármonicas mal preparadas que se querem preparar num dia só; das charangas desafinadas que mais ninguém vai ouvir.

Agosto é um mês de partilhas indesejadas. São as pessoas perto de mais. São as estradas e praias que nos fazem sentir parte de um horrendo organismo multicelular. É o bacanal das moscas, esquecidas até do açucar, tal é a febre pela marmelada. Mas, tal com no amor, não é por uma coisa ser indesejada que é desnecessária.

Ouço a filármonica a deglutir a melodia, já de si escassa, do Malhão, Malhão e, atrás da nuvem de moscas, ainda consigo vislumbrar o coreto onde tudo se vai passar. Aqui ao pé, mas longe de mim. E chego a esta chocante conclusão: afinal gosto. Sem participação e com queixume entredentes, a proximidade destas coisas celebratórias até comove um bocadinho. É como se estivéssemos lá sem termos de lá estar. É como concordar que é melhor ser humano a aturar as moscas do que ser mosca a aturar seja o que for.

Faz-nos bem estarmos perto, estando separados. São os erros dos músicos coagidos que tornam bonito o assassinato musical que cometem.

Miguel Esteves Cardoso, Público, 16/08/2009


*Dino Meira - " Meu querido mês de Agosto "

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

António Variações


«Exuberante, exótico, único. Dos tempos do "Tone do Jaime", como era chamado na pacata vila de Fiscal, onde nasceu, à espécie rara que durante os anos 80 desconcertou Lisboa, vai uma grande distância. Quase tão grande como aquela que separa Braga de Nova Iorque, ou Londres de Amesterdão, as cidades embrião daquele que se pode considerar o primeiro ícone pop da cultura portuguesa. Dizer que António Variações nasceu antes do tempo pode ser redundante, mas a verdade é que ele esteve à frente em quase tudo o que fez: cultivou o corpo antes de qualquer homem sonhar com um ginásio, ousou vestir como ninguém numa altura em que não se conheciam consultores de imagem, cantou a pop quando ela praticamente não existia. E morreu vítima de uma doença que poucos sabiam dizer o que era. Afinal tinha razão: o corpo pagou.» continuar a ler aqui.
André Rito, Jornal i, 13/06/2009

Visões Ficções

sexta-feira, 12 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

Movimento Perpétuo Associativo

«O jornal britânico The Times elogiou na terça-feira a actuação dos portugueses Deolinda em Londres, destacando a presença em palco de Ana Bacalhau e as canções que preenchem o álbum Canção ao lado» continuar a ler aqui.

Sol, 09/06/2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vixen, clube das virgens, evangélicos...

«Dantes uma rapariga perdia a virgindade antes do casamento e era ostracizada. Agora, uma virgem é alvo de gozo. Acho que é por vergonha que o clube que fundei ainda não tem mais membros. Talvez tenha feito pouca divulgação. Fiz um blogue e só apareceram rapazes! Talvez ajude falar nisto num jornal.

Tenho uma amiga que tem 25 anos e é virgem porque é evangélica. Convidei-a para vir para o clube e ela não aceitou para não irritar os outros evangélicos. Eu não sou virgem por uma questão religiosa. Não tenho religião. Nem sequer sou baptizada. Sou virgem por não ter encontrado a pessoa que me despertará corpo e alma. Estou à espera do meu príncipe encantado.»

Excerto de artigo de Ana Cristina Pereira, P2 de 26/04/2009, a partir de uma conversa com Margarida Menezes criadora do Clube das Virgens.


Música de Tiago Guillul, evangélico.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sem eira nem beira

«Portugal tinha em 2006 dois milhões de pobres, conclui um estudo feito por Nuno Alves, do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, dos quais 300 mil eram crianças.»
Jornal de Notícias, 15/04/2009

«Uma violenta discussão entre cinco irmãos, na madrugada desta terça-feira, em Oliveira do Douro, Gaia, acabou com o mais velho a incendiar o sótão da casa e a fugir. Ivo, de 29 anos, é toxicodependente e saiu de Custóias há cinco meses.»
Marta Neves, Jornal de Notícias, 15/04/2009

«Uma enfermeira do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira foi apanhada a tentar introduzir na cadeia dois telemóveis, escondidos em duas sandes que levava na merenda, contou à agência Lusa fonte do sistema prisional.»
Jornal de Notícias, 15/04/2009

«Traçado e executado ao mais ínfimo pormenor. Sem deixar ponta de rasto. Foi assim que um grupo de assaltantes levou na madrugada de ontem a cabo o assalto perfeito – roubando o cofre de uma dependência do BPI, em Vale do Grou, Águeda. Tiveram o cuidado de desligar o alarme, destruir imagens de videovigilância e, no banco, rebentaram a parede certa – de acesso a 100 mil euros.»
Correio da Manhã, 15/04/2009

«Esperaram à porta da pastelaria pelas carrinhas de distribuição dos bolos e, quando entraram na GolfiDoce, no bairro da Camarinha, Setúbal, os dois homens armados já levavam uma refém. Ontem, à hora do almoço, a funcionária descarregava uma das carrinhas quando foi agarrada e arrastada pelo chão, sempre com as caçadeiras de canos serrados bem apontadas à cara.»
Correio da Manhã, 15/04/2009


«Um minuto. Foi o tempo que quatro indivíduos encapuzados e armados precisaram para invadir o hipermercado Modelo de Grândola, às 22h30 de anteontem, e roubarem cerca de dez mil euros. O grupo não terá tido dificuldade em extrair a quantia resultante do dia de caixa. Lá dentro estava apenas uma funcionária, ameaçada quando estava a contar dinheiro, e um segurança que nem se terá apercebido do assalto.»
Correio da Manhã, 15/04/2009

« "No início ainda pensei que fosse uma brincadeira, mas na altura em que os vi ao pé da caixa registadora apercebi-me de que ia ficar sem o dinheiro todo", recorda ao CM Isabel Fernandes, assaltada na segunda-feira à noite. A proprietária do café O Lanche, no bairro do Cativo, Stª Iria da Azóia, estava só com um cliente no estabelecimento quando reparou nos três homens armados com pistolas junto à porta. "Não me consigo esquecer das palavras de um dos bandidos. Virou-se para mim e disse: ‘Abre a caixa ou eu mato-te já aqui’."»
Correio da Manhã, 15/04/2009


" Sem eira nem beira " - Xutos e Pontapés

«Ex-director de campanha do autarca disse que Floripes Almeida fez milhares de contos a vender ouro. Testemunhas confirmam depósitos de quantias avultadas em dinheiro nas contas de Isaltino Morais.»
Correio da Manhã, 15/04/2009

«Joaquim Coimbra, empresário e um dos maiores accionistas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), afirmou ontem na comissão de inquérito parlamentar que "a melhor coisa que aconteceu ao BPN foi a nacionalização" e que após a saída de Oliveira Costa, desenvolveu contactos junto do representante da Carlyle em Portugal para a venda do grupo aos americanos.»
Correio da Manhã, 15/04/2009

«Interpretar esta faixa, cantada pelo baterista Kalu, como um hino contra as políticas do Governo socialista é "deturpar" a intenção do grupo. "Não há aqui alvos a abater", diz, em resposta ao facto de o refrão começar com a frase Senhor engenheiro, dê-me um pouco de atenção. "Não queremos fazer um ataque político a ninguém. A letra exprime mais um grito de revolta. E é um alerta para o estado da Justiça e para uma classe política em geral que, volta e meia, toma atitudes que deixam os cidadãos desamparados", justifica.»
Público, 15/04/2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

FMI e O Mundo Ri

Ilustração de José Vilhena



Música: FMI de José Mário Branco interpretada ao vivo em 1982

Cantiga do Desemprego



Fumo um cigarro deitado no mês de Janeiro.Fecho a cortina da vida, espreguiço em Fevereiro.E procuro trabalho nesta esperança de Março.Já me farta tanto Abril e aquilo que não faço.Espreito por um funil a promessa de Maio,porque esperar o prometido, nessa já não caio.Queimo os dias de Junho no sol quente de Julho.Esfrego as mãos de contente num sorriso de entulho.Para teu grande desgosto, janto contigo em silêncioe lentamente esquecido, digo-te adeus em Agosto.Meu Setembro perdido numa esquina que eu roço.E penso em Outubro o menos que posso.Mas quando sinto a verdade daquilo que cansa,nunca houve vontade do tempo de andança.E sinto força em Novembro, juro luta em Dezembro.E sinto força em Novembro, juro luta em Dezembro.

Fausto, Madrugada dos Trapeiros, 1978

Atrás dos tempos vêm tempos

Eu pego na minha viola
e canto assim esta vida a correr.
Eu sei que é pouco e não consola,
nem cozido à portuguesa há sequer.
Quem canta sempre se levanta,
calados é que podemos cair.
Com vinho molha-se a garganta
se a lua nova está para subir.

Que atrás dos tempos vêm tempo
se outros tempos hão-de vir.

Eu sei de histórias verdadeiras,
umas belas e outras tristes de assombrar,
do marinheiro morto em terra
em luta por melhor vida no mar,
da velha criada despedida
que enlouqueceu e se pôs a cantar,
e do trapeiro da avenida
mal dormido se pôs a ouvir.

Que atrás dos tempos vêm tempo
se outros tempos hão-de vir.

Sei de vitórias e derrotas
nesta luta que vamos vencer.
Se quem trabalha não se esgota
tem seu salário sempre a descer.
Olha a polícia, olha o talher,
olha o preço da vida a subir.
Mas quem mal faz por mal espere,
o tirano fez janela para fugir.

Que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir.

Mas esse tempo que há-de vir
não se espera como a noite espera o dia,
nasce da força que transpira
de braços e pernas em harmonia.
Já basta tanta desgraça
que a gente tem no peito a cair.
Não é do povo nem da raça
mas do modo como vês o porvir.
Que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir.

Fausto, Madrugada dos Trapeiros, 1978

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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