*« Charles Robert Darwin supo desde el principio que su Teoría de la Evolución iba a caer como una irreverente bomba sobre los dogmas establecidos de la fe cristiana. No es de extrañar, por lo tanto, que se pasara más de dos décadas dándole vueltas a lo que el filósofo Daniel Dennett bautizó como su «peligrosa idea», hasta que finalmente se atrevió a publicar 'El Origen de las Especies'.» Pablo Jáuregui, El Mundo Online, 13/02/2009Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Darwin versus Deus*
*« Charles Robert Darwin supo desde el principio que su Teoría de la Evolución iba a caer como una irreverente bomba sobre los dogmas establecidos de la fe cristiana. No es de extrañar, por lo tanto, que se pasara más de dos décadas dándole vueltas a lo que el filósofo Daniel Dennett bautizó como su «peligrosa idea», hasta que finalmente se atrevió a publicar 'El Origen de las Especies'.» Pablo Jáuregui, El Mundo Online, 13/02/2009
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Casai com as mouras*
«Pensei duas vezes antes de escrever sobre o cardeal Policarpo; pensei muito seriamente, consciente de que me vou meter num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabarão. Mas aqui estou, ao altar da asneira.Gosto muito do Dom Policarpo, que fuma e faz Bem e diz o que lhe vai na santa cabeça. Disse o que qualquer pai diria. Pedir que se sente duas vezes não é proibir.
Acho mesmo que não foi consensual no que toca às religiões monoteístas. Nenhum imã ou rabino o contradiria nisso de pensar duas vezes. Ou seja: "Vê lá se o amas o suficiente para conseguires aturar as pancadas religiosas da família dele."
O que me intrigou foi o Dom Policarpo ter-se dirigido só às raparigas. Então e nós, os moços? Quer ele dizer que, devido ao(digamos assim) carácter pró-masculino do Islão, que as noivas muçulmanas são outra história?
Serão dóceis e submissas como as nossas se recusam a ser?
Será que, apesar de estas Fátimas não nos esperarem à porta de casa com um Dry Martini na mão(como se calhar também não espera a Campos Ferreira), as outras inconfessáveis qualidades das moças muçulmanas(não nos porem os cornos; não explorem o pernil em público; poder divorciá-las num minuto) fazem com que valha a pena aprender a amar o chá açucarado de menta acima do gin?
Parece que sim. A misoginia, por muito bem ou mal disfarçada, não é bem um exclusivo do Islão.»
*Miguel Esteves Cardoso, Público, 16/01/2009
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Disparates, disparates...
« Portugal coberto de suculentos nacos de carne com a forma das ex-colónias, a Bulgária transformada numa retrete turca, daquelas com um buraco no chão que obrigam a uma incómoda postura de cócoras, a Alemanha reduzida a um emaranhado de auto-estradas a lembrar uma cruz suástica: estes são alguns dos estereótipos que, desde segunda-feira, provocam alternadamente gargalhadas, perplexidade ou indignação em Bruxelas.Este tipo de reacção era o que a presidência checa da União Europeia (UE) pretendia obter com a obra de arte que escolheu para imprimir a marca do “seu” semestre num dos principais edifícios europeus, cumprindo uma velha tradição.A concepção da obra foi entregue ao controverso artista plástico checo David Cerny, que ficou encarregue de convidar 27 autores dos Vinte e Sete a expressar a sua visão dos estereótipos nacionais.
O resultado, baptizado Entropa, está pendurado na entrada do edifício do conselho de ministros da UE, acompanhado de um catálogo que explica em detalhe o currículo e a motivação de cada um.» Público Online, 15/01/2009
D. José Policarpo: «Pensem duas vezes em casar com um muçulmano»(ver video aqui),Público Online,15/01/2009
«Falando na tertúlia "125 minutos com Fátima Campos Ferreira", que decorreu no Casino da Figueira da Foz, D. José Policarpo deixou um conselho às jovens portuguesas quanto a eventuais relações amorosas com muçulmanos, afirmando: "Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam".
Questionado por Fátima Campos Ferreira se não estava a ser intolerante perante a questão do casamento das jovens com muçulmanos, D. José Policarpo disse que não. "Se eu sei que uma jovem europeia de formação cristã, a primeira vez que vai para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas, imagine-se lá", ripostou D. José Policarpo à jornalista e anfitriã da tertúlia, manifestando conhecer "casos dramáticos" que, no entanto, não especificou.» Público Online,15/01/2009
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Divino branco

Blackbird
«A veces, las flores más bellas crecen rodeadas del más pestilente estiércol. Hacia el final de 1968, muchos jóvenes habían envejecido de repente. Las trincheras embarradas de Vietnam se teñían del color rojo de la infamia, el espíritu del mayo francés comenzaba a desvanecerse llegado junio, y las miradas en las calles delataban la madurez prematura de la generación hippie.
Eran momentos con aroma a epílogo, a final de un sueño de traumático despertar; era la época en que la leyenda de los Beatles comenzaba su agonía. Y pese a aquellos tiempos de inocencia robada, o quizá precisamente por ellos, los cuatro de Liverpool lanzaron uno de sus trabajos más enigmáticos y aclamados, 'The White Album', del que este sábado se cumplen 40 años.» El Mundo Online, 22/11/2008
Dear Prudence
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Eu tenho um sonho...
" Eu tenho um sonho: o de que os homens, um dia, se ergam e compreendam que foram feitos para viverem uns com os outros como irmãos.
Eu tenho um sonho: o de que um dia todos os negros deste país, todos os homens de cor do mundo inteiro serão julgados pela sua personalidade e não pela cor da sua pele.
Eu tenho um sonho: o de que um dia as barrigas vazias ficarão cheias, a fraternidade seja mais do que uma simples palavra no final da oração.
Eu tenho um sonho: o de que um dia a guerra acabe, os homens transformem as suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em foices, as nações deixem de lutar entre si e nunca mais enfrentem a guerra (...).
Com esta fé, saberemos esculpir uma pedra de esperança na montanha do desespero.
Com esta fé, poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, conservar a liberdade juntos. Esse será um dia maravilhoso. As estrelas da manhã cantarão em uníssono e os filhos de Deus soltarão gritos de alegria."
Excerto do último sermão de Natal, de Martin Luther King, em 1967, Trd. do Público, incluído no livro " Os Génios do Cristianismo ", de Henri Tincq
Eu tenho um sonho: o de que um dia todos os negros deste país, todos os homens de cor do mundo inteiro serão julgados pela sua personalidade e não pela cor da sua pele.
Eu tenho um sonho: o de que um dia as barrigas vazias ficarão cheias, a fraternidade seja mais do que uma simples palavra no final da oração.
Eu tenho um sonho: o de que um dia a guerra acabe, os homens transformem as suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em foices, as nações deixem de lutar entre si e nunca mais enfrentem a guerra (...).
Com esta fé, saberemos esculpir uma pedra de esperança na montanha do desespero.
Com esta fé, poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, conservar a liberdade juntos. Esse será um dia maravilhoso. As estrelas da manhã cantarão em uníssono e os filhos de Deus soltarão gritos de alegria."
Excerto do último sermão de Natal, de Martin Luther King, em 1967, Trd. do Público, incluído no livro " Os Génios do Cristianismo ", de Henri Tincq
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Freira cumpre um mês de prisão por não pagar bilhete de autocarro*

«Uma freira está há uma semana a cumprir prisão no estabelecimento de Santa Cruz do Bispo por não ter pago o bilhete de autocarro. Recusou a multa de 50 euros imposta pelo juíz.» *Sol Online, 20/10/2008
Thievery Corporation - "Ambicion Eterna"
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A propósito do celibato sexual(3)
" Para o cristão e o seu corpo, que lutava contra Satanás e as tentações deste, a santidade equivalia a um acto de separação crucial. O monge que estava no deserto rezava por sua conta. O termo «mosteiro» deriva da palavra grega monos, que significa «sozinho», «por conta própria». O mosteiro formava uma comunidade paradoxal de homens «por conta própria». Os cristãos admiravam o «anacoreta» que vivia como um eremita, completamente entregue à sua sorte numa cela ou numa gruta, afastado da sociedade humana. A abstinência sexual, o voto de silêncio, virar os olhos para o céu, o regime de orações e o compromisso do jejum, tudo isso eram formas de destruir os vínculos sociais entre os seres humanos. Até Sócrates, o filósofo grego com maior autodomínio, deambulava pelo ginásio, bebia nos simpósios e dormia com Alcibíades sob os lençóis. O Homem Santo cristão tornou-se exemplar, porque recusava estes vínculos sociais e prazeres partilhados. "
Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira
Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira
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A propósito do celibato sexual(2)
" Por mais que um corpo emaciado e um olhar de santo pudessem deixar transparecer pureza, a sexualidade constituía o barómetro da luta mais íntima, secreta e significativa contra o pecado e a impureza. Mesmo que o comportamento sexual pudesse ser refreado e os anseios sexuais recalcados, o que sucedia à noite constituía um lembrete constante de uma batalha que ainda não fora vencida.
«Se não estás a pensar em sexo, lamento-te», escreveu um asceta, «significa que deves estar a fazê-lo.» Assim, não havia muita margem para a calma ou a grandiosidade espiritual( nem muita escolha). Abundam os relatos do malogro na contenção sexual, desde as poluções nocturnas a sonhos eróticos, aos deslizes de gerar filhos ilegítimos ou molestar sexualmente as noviças. A «pureza de coração» facilmente resvalava para o medo da tentação e daqui para a misoginia. Esta misoginia podia expressar-se de uma forma física brutal. Há o relato de um monge que enfiou o hábito no corpo putrefacto de uma morta, a fim de que o fedor o impedisse de ter pensamentos de mulheres que não estivessem ligados à carne em decomposição e à morte. A castidade de um monge era um bem frágil ameaçado de todos os lados e sobretudo a partir do íntimo. Vencer Satanás constituía um empreendimento a tempo inteiro."
Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira
«Se não estás a pensar em sexo, lamento-te», escreveu um asceta, «significa que deves estar a fazê-lo.» Assim, não havia muita margem para a calma ou a grandiosidade espiritual( nem muita escolha). Abundam os relatos do malogro na contenção sexual, desde as poluções nocturnas a sonhos eróticos, aos deslizes de gerar filhos ilegítimos ou molestar sexualmente as noviças. A «pureza de coração» facilmente resvalava para o medo da tentação e daqui para a misoginia. Esta misoginia podia expressar-se de uma forma física brutal. Há o relato de um monge que enfiou o hábito no corpo putrefacto de uma morta, a fim de que o fedor o impedisse de ter pensamentos de mulheres que não estivessem ligados à carne em decomposição e à morte. A castidade de um monge era um bem frágil ameaçado de todos os lados e sobretudo a partir do íntimo. Vencer Satanás constituía um empreendimento a tempo inteiro."
Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira
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A propósito do celibato sexual(1)
" Mal se tornou padre da Igreja Católica, Santo Agostinho impôs a si próprio e ao seu clero um rígido código de celibato sexual. Nunca mais visitou mulheres sem ser com outro acompanhante e proibiu mesmo os familiares do sexo feminino de entrarem no seu palácio de bispo. Escreveu alguns dos argumentos mais detalhados e impressivos com o objectivo de incluir na estrutura da vida religiosa da Igreja tanto o casamento como a virgindade - e graças à obra extraordinária " As Confissões ", continua a ser o investigador mais profundo das fragilidades humanas que o desejo sexual põe a descoberto. Porém, quando escreveu que se um homem casado fosse ordenado de repente Deus concedia-lhe a necessária mercê de deixar de dormir com a esposa, não é difícil ocorrer-nos Sinésio, que enquanto casado foi de repente ordenado e se limitou a dizer não ao apelo para dissolver o casamento em nome da castidade. Também Sinésio foi um venerado padre da Igreja."
Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira
Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Acerca de pobreza

" Francisco(de Assis) não canoniza a pobreza. Não faz dela um ídolo. Combate-a ao lutar contra o luxo e o supérfluo. Mas a escolha da pobreza absoluta é para ele o único meio de se juntar à humanidade sofredora e, por essa via, a Cristo. Não há em Francisco apenas um agir por. Há um viver com os pobres. Estamos longe da tradição de caridade que dá mas fecha os olhos à realidade social e política. Em Calcutá, Madre Teresa torna-se pobre entre os pobres. Cria leprosarias e albergues para moribundos, penetra nas zonas de pobreza extrema. Mediáticas ou não, cristãs ou não, muitas pessoas vivem esta radicalidade. Serão loucos ou santos? São, sem dúvida, profetas, no sentido em que vão até ao fim nas suas palavras e nos seus actos.
A utopia franciscana permanece actual. Os frades menores criam uma sociedade paralela, um modelo alternativo, uma economia da pobreza que assenta na dádiva, na troca e na não-violência. Para os apóstolos, laicos ou cristãos, desta não-violência, o poder interior do homem é sempre superior ao que lhe querem impor do exterior. É a não-violência dos estudantes chineses da Praça de Tiananmem. É a não-violência das marchas das mães dos desaparecidos na América Latina. É a não-violência do pastor Martin Luther King, que exortava à construção de uma comunidade de amor, ou de um Gandhi. É a não-violência que diz ao opressor: nem o ideal que guardo no mais fundo do meu ser e pelo qual decidi bater-me. É aí que começa a verdadeira subversão dos pobres - o melhor da tradição cristã. Nessa força interior para dizer não reside a força de Deus e da liberdade humana."
Excerto de " Os génios do Cristianismo ", de Henri Tincq, Trd. Público, Ed. Gradiva/Público
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Sexo islâmico*
Ilustração : Ricardo Fumanal*«Antes de continuar, me gustaría precisar que para mí todas las religiones son iguales. No voy a entrar en debates idiotas del tipo "el islam es peor" o "el cristianismo es amor" porque no creo en los Ovnis ni en los fenómenos paranormales. El fanatismo religioso, que conlleva el rechazo, la exclusión, la conversión o el aniquilamiento del diferente, es idéntico, se le rece a quien se le rece. Todas las grandes religiones del mundo han tenido épocas más o menos intransigentes y salvajes, por lo que ninguna de ellas puede permitirse el lujo de mirar a las otras por encima del hombro. Y lo mismo cabe decir de ciertas actitudes o movimientos anti-religiosos. O sea, empate. Será una condición intrínseca al ser humano...», Blog Cama Redonda por Josep Tomás(El Mundo Online)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Para reflectir...
« Al menos 21 personas han fallecido y decenas han resultado heridas la madrugada de este lunes (hora española) en una estampida humana ocurrida en la localidad de Pasuran, en el suroeste de Indonesia. El incidente ha ocurrido en una fila donde 10.000 personas intentaban recoger una gratificación, cumpliendo la costumbre del Zakat, una tradición propia del mes musulmán del Ramadán, que este año coincide con septiembre.»El País Online de 15/09/2008, citando Agências Internacionais.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Deus está dentro de nós
Excerto do filme " Jesus de Nazaré ", de Zeffirelli: A revelação
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domingo, 27 de julho de 2008
domingo, 23 de março de 2008
...chagas que rasgam a alma...!
O papa Bento 16 incentivou neste domingo (23) soluções "que salvaguardem o bem e a paz" no Tibete, no Oriente Médio, "especialmente na Terra Santa", no Iraque, no Líbano e em algumas zonas africanas, como a região sudanesa de Darfur e a Somália.
As declarações do papa foram feitas durante sua mensagem de Páscoa, com a qual ele terminou os atos da Semana Santa. Bento 16 celebrou, perante dezenas de milhares de pessoas, a missa do Domingo da Ressurreição, com a Praça de São Pedro cheia de flores, e depois dirigiu a mensagem pascal.
Durante a mensagem, o papa falou das "chagas da humanidade, abertas e doentes em todos os cantos do planeta", que ocorrem quando as relações entre pessoas, grupos e povos estão marcadas pelo "egoísmo, injustiça, ódio e violência, em vez do amor".
No entanto, disse que essas feridas às vezes são "ignoradas e intencionalmente escondidas, chagas que rasgam a alma e o corpo de vários irmãos e irmãs".
O papa também se referiu às pessoas que se comprometem ativamente a favor da justiça e divulgam "sinais luminosos de esperança" nos lugares ensangüentados pelos conflitos e onde quer que a dignidade humana "seja denegrida". Além disso, pediu que seja justamente nesses lugares que "se multipliquem os testemunhos de benignidade e de perdão".
Toda a cerimônia esteve marcada por uma forte e incessante chuva, que foi lembrada pelo papa em diversas ocasiões. Ele pediu que ela fosse considerada como um dom de Deus para a terra.
da Efe, na Cidade do Vaticano , Folha de S.Paulo, 23/03/2008
CAN -" Paperhouse "
As declarações do papa foram feitas durante sua mensagem de Páscoa, com a qual ele terminou os atos da Semana Santa. Bento 16 celebrou, perante dezenas de milhares de pessoas, a missa do Domingo da Ressurreição, com a Praça de São Pedro cheia de flores, e depois dirigiu a mensagem pascal.
Durante a mensagem, o papa falou das "chagas da humanidade, abertas e doentes em todos os cantos do planeta", que ocorrem quando as relações entre pessoas, grupos e povos estão marcadas pelo "egoísmo, injustiça, ódio e violência, em vez do amor".
No entanto, disse que essas feridas às vezes são "ignoradas e intencionalmente escondidas, chagas que rasgam a alma e o corpo de vários irmãos e irmãs".
O papa também se referiu às pessoas que se comprometem ativamente a favor da justiça e divulgam "sinais luminosos de esperança" nos lugares ensangüentados pelos conflitos e onde quer que a dignidade humana "seja denegrida". Além disso, pediu que seja justamente nesses lugares que "se multipliquem os testemunhos de benignidade e de perdão".
Toda a cerimônia esteve marcada por uma forte e incessante chuva, que foi lembrada pelo papa em diversas ocasiões. Ele pediu que ela fosse considerada como um dom de Deus para a terra.
da Efe, na Cidade do Vaticano , Folha de S.Paulo, 23/03/2008
CAN -" Paperhouse "
segunda-feira, 17 de março de 2008
Nunca o conseguiremos provar
" Há dias, surgiu a notícia de que um grupo de cientistas ia tentar descobrir porque as pessoas acreditam em Deus. É possível?
Já houve trabalhos desse género, a tentar descobrir onde é que Deus se encontra no cérebro. O que podemos demonstrar? Quando se acredita em Deus, isso diz respeito a todo o ser humano. Não se acredita em Deus por causa de uma pequena parte do nosso cérebro, do nosso coração, das nossas entranhas. Essa é uma busca globalmente humana. Podemos medir mudanças de hormonas quando se está a rezar ou quando se medita. Mas o que demonstrámos com isso? Nada de novo. Apenas que a busca religiosa é profundamente humana. Avançou-se no conhecimento humano, mas não se demonstrou nunca a existência ou inexistência de Deus. Nunca o conseguiremos provar."
Excerto de entrevista dada pelo Padre Jacques Arnould a António Marujo, publicada no P2(Público) de 16/03/2008
Já houve trabalhos desse género, a tentar descobrir onde é que Deus se encontra no cérebro. O que podemos demonstrar? Quando se acredita em Deus, isso diz respeito a todo o ser humano. Não se acredita em Deus por causa de uma pequena parte do nosso cérebro, do nosso coração, das nossas entranhas. Essa é uma busca globalmente humana. Podemos medir mudanças de hormonas quando se está a rezar ou quando se medita. Mas o que demonstrámos com isso? Nada de novo. Apenas que a busca religiosa é profundamente humana. Avançou-se no conhecimento humano, mas não se demonstrou nunca a existência ou inexistência de Deus. Nunca o conseguiremos provar."
Excerto de entrevista dada pelo Padre Jacques Arnould a António Marujo, publicada no P2(Público) de 16/03/2008
domingo, 9 de março de 2008
Para reflexão
"Que falhou então para que a promessa marxista deixasse atrás de si, na sua concretização histórica, "uma destruição desoladora"? O seu erro consistiu em não ver que não basta solucionar a economia e em esquecer que "a liberdade é sempre liberdade, também liberdade para o mal". O seu erro foi o materialismo. O progresso científico e técnico pode desembocar, como já preveniu Kant, num "final perverso". É ambíguo e tem de ser acompanhado pelo "crescimento moral da Humanidade"."
Artigo de Anselmo Borges, publicado no Diário de Notícias de 08/03/2008
John Lennon - " God " ( legendado )
"O Japão vem assistindo a um crescente número de suicídios coletivos entre pessoas que se conhecem pela internet e depois vão a lugares pitorescos para se suicidarem inalando monóxido de carbono. O país tem uma das taxas de suicídio mais elevadas do mundo desenvolvido, com mais de 30 mil casos por ano. "
Artigo da Folha de S.Paulo
Cenas do filme Laranja Mecânica, selecionadas para a produção de planejamento de aula da disciplina Laboratório de Filosofia do curso de Filosofia da UFMG - 2º semestre / 2007, prof. Patrícia Kauark.Tema: Liberdade e determinismo.
Artigo de Anselmo Borges, publicado no Diário de Notícias de 08/03/2008
John Lennon - " God " ( legendado )
"O Japão vem assistindo a um crescente número de suicídios coletivos entre pessoas que se conhecem pela internet e depois vão a lugares pitorescos para se suicidarem inalando monóxido de carbono. O país tem uma das taxas de suicídio mais elevadas do mundo desenvolvido, com mais de 30 mil casos por ano. "
Artigo da Folha de S.Paulo
Cenas do filme Laranja Mecânica, selecionadas para a produção de planejamento de aula da disciplina Laboratório de Filosofia do curso de Filosofia da UFMG - 2º semestre / 2007, prof. Patrícia Kauark.Tema: Liberdade e determinismo.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Repensar Deus (1)
« Mas o cristianismo está para além da religião, tem uma existência e uma expressão que são culturais, que estão para além das crenças individuais e subjectivas. Uma pessoa agnóstica pode ser cristã.
Os valores cristãos têm uma dimensão ética, e prática, que está para além da religião. O cristianismo contribuiu de forma decisiva para a compreensão da dignidade humana, que se traduziu na formulação dos direitos humanos, e na igualdade entre os homens, independentemente da religião, sexo, cultura. Tudo isso faz parte do mundo cristão e é partilhado também por aqueles que estão expostos a esses valores, mesmo que não haja uma crença explícita no Deus de Jesus. O mais importante é o amor entre os seres humanos, é fazer o bem, e fazê-lo de modo verdadeiro, e eficaz - não falo da pequena caridade, mas da transformação das estruturas sociais, políticas, económicas, de tal modo que todos os homens possam realizar a sua humanidade. Freud, que era ateu, escreveu um dia uma carta em que disse: « Eu procurei na minha vida ser bom e fazer o bem aos homens, mesmo quando eles foram maus para mim. Se me perguntam a razão disso, não sei responder.» Isto representa um sinal de abertura ao mistério, ao sentido último. É que há aqui um problema: o das vítimas inocentes.
Quem são?
Todos aqueles que foram vítimas da brutalidade humana, os que não puderam levar avante a sua realização humana, todas as vítimas de todas as guerras, todos os homens, mulheres e crianças sobre quem foi exercida brutalidade. Há uma escola filosófica, a Escola Crítica de Frankfurt ( Max Horkheimer, Theodor Adorno, Jurgen Habermas - este último um dos maiores filósofos vivos ) que afirma que há uma dívida para com essas vítimas inocentes, e que pergunta: quem é que pode pagá-la, a essa dívida que a História tem para com os inocentes? E é aqui que surge um enorme clamor por justiça. Num dos últimos textos de Habermas( que á agnóstico), escrito depois do 11 de Setembro, ele fala daquilo que a razão não consegue dar: o perdão.
Porque o perdão é um milagre. »
Excerto de entrevista de Anselmo Borges a Sarah Adamopoulos, publicada na Notícias Magazine de 09/12/2007
Os valores cristãos têm uma dimensão ética, e prática, que está para além da religião. O cristianismo contribuiu de forma decisiva para a compreensão da dignidade humana, que se traduziu na formulação dos direitos humanos, e na igualdade entre os homens, independentemente da religião, sexo, cultura. Tudo isso faz parte do mundo cristão e é partilhado também por aqueles que estão expostos a esses valores, mesmo que não haja uma crença explícita no Deus de Jesus. O mais importante é o amor entre os seres humanos, é fazer o bem, e fazê-lo de modo verdadeiro, e eficaz - não falo da pequena caridade, mas da transformação das estruturas sociais, políticas, económicas, de tal modo que todos os homens possam realizar a sua humanidade. Freud, que era ateu, escreveu um dia uma carta em que disse: « Eu procurei na minha vida ser bom e fazer o bem aos homens, mesmo quando eles foram maus para mim. Se me perguntam a razão disso, não sei responder.» Isto representa um sinal de abertura ao mistério, ao sentido último. É que há aqui um problema: o das vítimas inocentes.
Quem são?
Todos aqueles que foram vítimas da brutalidade humana, os que não puderam levar avante a sua realização humana, todas as vítimas de todas as guerras, todos os homens, mulheres e crianças sobre quem foi exercida brutalidade. Há uma escola filosófica, a Escola Crítica de Frankfurt ( Max Horkheimer, Theodor Adorno, Jurgen Habermas - este último um dos maiores filósofos vivos ) que afirma que há uma dívida para com essas vítimas inocentes, e que pergunta: quem é que pode pagá-la, a essa dívida que a História tem para com os inocentes? E é aqui que surge um enorme clamor por justiça. Num dos últimos textos de Habermas( que á agnóstico), escrito depois do 11 de Setembro, ele fala daquilo que a razão não consegue dar: o perdão.
Porque o perdão é um milagre. »
Excerto de entrevista de Anselmo Borges a Sarah Adamopoulos, publicada na Notícias Magazine de 09/12/2007
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Briga entre freiras na Itália vai parar no Vaticano *
Um convento na Itália está prestes a ser fechado depois que uma briga envolvendo as únicas três freiras que moravam no local foi parar no Vaticano.
As relações entre as irmãs Clarissa, do Convento Santa Clara, em Bari, se deterioram a tal ponto que a madre superiora, irmã Liliana, foi parar no hospital com arranhões no rosto.
As irmãs Clarissa fazem parte da uma das ordens mais rigorosas da Igreja Católica, dedicando-se a uma vida de oração, penitência e contemplação.
No entanto, a paz que reinava no convento nos últimos anos foi quebrada depois da morte da antiga madre superiora, irmã Candida.
Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, "teria havido uma discussão entre as três freiras sobre quem seria a sucessora de Candida" e Liliana acabou assumindo o posto.
Depois disso, o relacionamento entre Liliana e as irmãs Annamaria e Gianbattista piorou tanto que, no dia 19 de julho, as duas avançaram na madre superiora, arranhando seu rosto e jogando-a no chão.
Annamaria e Gianbattista se mudaram para um convento próximo e deixaram Liliana sozinha no convento Santa Clara.
Apesar dos esforços para reconciliar as freiras, o arcebispo Giovanni Battista Pichierri foi obrigado a pedir ajuda ao Vaticano.
Pichierri escreveu para a Santa Sé relatando que as irmãs "haviam obviamente perdido sua vocação" e pediu para fechar o convento, já que apenas a madre superiora continuava no local.
A irmã Liliana, no entanto, está disposta a continuar a briga e em uma recente carta ao papa Bento 16, avisou que só "a vontade de Deus" seria capaz de tirá-la do local onde passou os últimos 44 anos de sua vida.
*da BBC Brasil , publicado na Folha Online
As relações entre as irmãs Clarissa, do Convento Santa Clara, em Bari, se deterioram a tal ponto que a madre superiora, irmã Liliana, foi parar no hospital com arranhões no rosto.
As irmãs Clarissa fazem parte da uma das ordens mais rigorosas da Igreja Católica, dedicando-se a uma vida de oração, penitência e contemplação.
No entanto, a paz que reinava no convento nos últimos anos foi quebrada depois da morte da antiga madre superiora, irmã Candida.
Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, "teria havido uma discussão entre as três freiras sobre quem seria a sucessora de Candida" e Liliana acabou assumindo o posto.
Depois disso, o relacionamento entre Liliana e as irmãs Annamaria e Gianbattista piorou tanto que, no dia 19 de julho, as duas avançaram na madre superiora, arranhando seu rosto e jogando-a no chão.
Annamaria e Gianbattista se mudaram para um convento próximo e deixaram Liliana sozinha no convento Santa Clara.
Apesar dos esforços para reconciliar as freiras, o arcebispo Giovanni Battista Pichierri foi obrigado a pedir ajuda ao Vaticano.
Pichierri escreveu para a Santa Sé relatando que as irmãs "haviam obviamente perdido sua vocação" e pediu para fechar o convento, já que apenas a madre superiora continuava no local.
A irmã Liliana, no entanto, está disposta a continuar a briga e em uma recente carta ao papa Bento 16, avisou que só "a vontade de Deus" seria capaz de tirá-la do local onde passou os últimos 44 anos de sua vida.
*da BBC Brasil , publicado na Folha Online
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