Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

sábado, 9 de maio de 2009

O tesouro de Sierra Madre







«En 1941 la Warner Brothers contrató a John Huston para que dirigiera una película basada en El tesoro de Sierra Madre, una novela que había tenido gran éxito en Europa y que por aquel entonces se estaba afianzando también en Estados Unidos. Como Huston, además del realizador tenía que ser el guionista, el autor de la novela, B. Traven, fue invitado a Hollywood para comentar el proyecto. Traven respondió a la productora que prefería que fuera John Huston quien viajara a México para conocer la atmósfera en que se situaba su obra. El ataque a Pearl Harbour, en noviembre de aquel mismo año, interrumpió provisionalmente el inicio de la película.» ler aqui.

Rafael Argullol, El País Online, 09/05/2009

Os cinco, os sete e Enid Blyton











«Como todos los años, el pueblo inglés de Twyford rinde tributo a Enid Blyton, la escritora de literatura infantil que alimentó la imaginación de muchas generaciones de niños y es considerada la autora más querida por los británicos.», ler aqui.
Vivana García (Efe), El Mundo Online, 09/05//2009


É, com imenso prazer, que, recordo as aventuras dos Cinco e dos Sete.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ao fim do dia...


1º dia do i

«Uma vez pode-se: falar de nós. Melhor dito: pode falar-se aqui hoje dos extraordinários profissionais que, em menos de um ano, fizeram nascer a nova marca de informação de Portugal. Repito a palavra nova: tudo isto aqui é novo. Por isso, estas linhas são um guia de leitura deste novo jornal e desta nova morada: www.ionline.pt.»
por Martim Avillez Figueiredo, Publicado em 07 de Maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

Viagens pelo Porto esquecido(3)







03/05/2009

Viagens pelo Porto esquecido(2)




o3/05/2009

Viagens pelo Porto esquecido(1)











03/05/2009

«...gerados por uma Pátria ausente...»

O principio de Manuel Pinho

Mário Lino comeu papas Maizena


Qualquer semelhança é mera coincidência!

Maizena é bom, é bom é...


« Mas qual é a mensagem? É um ponto que ainda não consegui apanhar muito bem.
- A mensagem...? - Estava a tirar um vídeo-gravador do banco traseiro do Citroën, mas deteve-se para olhar para mim. - Pensava que tinha compreendido tudo, Charles.
- Não exactamente. Estes assaltos, destruir meia dúzia de televisores e escrever «Foda-se» na porta de uma garagem... é isso que vai mudar as vidas das pessoas? Se me assaltasse a casa, eu limitava-me a chamar a Polícia. Não ia inscrever-me num clube de xadrez nem juntar-me a um grupo coral.
- Absolutamente. O Charles chamaria a Polícia. E eu também. Mas suponha que a Polícia não faz nada e eu volto a assaltar-lhe a casa, levando desta vez uma coisa a que dê verdadeiro valor. Nessa altura, começa a pensar em fechaduras mais fortes e numa câmara de vigilância.
- E então? - Abri a bagageira do Porsche e esperei enquanto ele metia o vídeo-gravador lá dentro. - Voltámos à primeira casa. E eu volto à minha televisão por satélite e ao meu longo sono dos mortos.
- Não, Charles - explicou ele, pacientemente. - Não está a dormir. Agora está bem acordado, mais alerta do que alguma vez esteve. Os assaltos são as pulseiras dos católicos, que arranham a pele e apuram a sensibilidade moral. O próximo enche-o de raiva, inclusivamente de justa fúria. A Polícia é inútil, tudo o que faz é empatá-lo com falsas promessas, e isso cria uma sensação de injustiça, a sensação de que está rodeado por um mundo sem vergonha. Tudo à sua volta, os quadros e as pratas em que até agora quase nem pensava, passam a incluir-se neste novo enquadramento moral. Está mais consciente de si mesmo. Áreas do seu cérebro que não visitava há anos voltam a tornar-se importantes. Começa a reavaliar-se, exactamente como fez, Charles, quando o Renault ardeu.
- Talvez... mas não me dediquei ao t´ai chi nem começei um novo livro.
- Espere... ainda pode vir a fazê-lo - insistiu, desejoso de convencer-me. - O processo demora tempo... alguém caga na sua piscina, revolve-lhe o quarto e brinca com a roupa interior da sua mulher. Agora a raiva e a fúria já não bastam. É forçado a repensar-se a si mesmo a todos os níveis, como um homem primitivo a confrontar um universo hostil atrás de cada árvore e de cada rocha. Ganha consciência do tempo, da sorte, dos recursos da sua própria imaginação. Então, alguém assalta a senhora da porta ao lado, e você faz equipa com o marido ultrajado.
O crime e o vandalismo estão por todo o lado. Tem de erguer-se acima desses estúpidos bandidos e do mundo brutal que habitam. A insegurança obriga-o a valorizar as forças morais que possui, tal como os presos políticos decoram « A Casa dos Mortos» de Dostoievski ou os moribundos tocam Bach e redescobrem a fé, ou os pais de uma criança que morreu começam a trabalhar como voluntários num hospital.
- Apercebemo-nos de que o tempo é finito e deixamos de considerar seja o que for como dado adquirido?
- Exactamente. - Deu-me uma palmadinha no braço, feliz por poder acolher-me no rebanho. - Criamos comissões de vigilância, nomeamos um conselho local, orgulhamo-nos dos nossos vizinhos, aderimos a clubes de desportos e às sociedades de História locais, redescobrimos o mundo quotidiano a que dantes nem sequer ligávamos. Sabemos que é mais importante ser um pintor de terceira categoria do que ver um CD-ROM sobre a Renascença. Juntos, começamos a recr, e finalmente descobrimos todo o nosso potencial como indivíduos e como comunidade.
- E tudo isso é desencadeado pelo crime? - Peguei na cigarreira de prata caída no banco traseiro do Citroën. - Porquê esses disparador em particular? Porque não... a religião, ou qualquer espécie de vontade política? Ambas governaram o mundo, no passado.
- Mas já não governam. A política está arrumada, Charles, já não toca a imaginação das pessoas. As religiões surgiram demasiado cedo na evolução humana... criaram símbolos que as pessoas interpretaram literalmente, e estão tão mortas como uma fila de totemes. As religiões deveriam ter vindo mais tarde, quando a raça humana estivesse a aproximar-se do fim. Infelizmente, o crime é a única espora que nos faz avançar. Ficamos fascinados por esse «outro mundo» onde tudo é possível.
- Muita gente diria que já há crime mais do que suficiente.
- Mas não aqui! - Fez um gesto com o cavalo de jade na direcção das distantes varandas. - Não na Residência Costasol, nem nos aldeamentos de reformados ao longo da costa. O futuro aterrou, Charles, o pesadelo já está a ser sonhado. Eu acredito nas pessoas, e sei que elas merecem melhor.»

Excerto de " Noites de cocaína ", de J.G.Ballard, Trd. Mário Correia, Ed. Quetzal, 2003

domingo, 3 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Madame Bovary online

Edição online de " Madame Bovary ", de Flaubert, ler e ver aqui.


Vixen, clube das virgens, evangélicos...

«Dantes uma rapariga perdia a virgindade antes do casamento e era ostracizada. Agora, uma virgem é alvo de gozo. Acho que é por vergonha que o clube que fundei ainda não tem mais membros. Talvez tenha feito pouca divulgação. Fiz um blogue e só apareceram rapazes! Talvez ajude falar nisto num jornal.

Tenho uma amiga que tem 25 anos e é virgem porque é evangélica. Convidei-a para vir para o clube e ela não aceitou para não irritar os outros evangélicos. Eu não sou virgem por uma questão religiosa. Não tenho religião. Nem sequer sou baptizada. Sou virgem por não ter encontrado a pessoa que me despertará corpo e alma. Estou à espera do meu príncipe encantado.»

Excerto de artigo de Ana Cristina Pereira, P2 de 26/04/2009, a partir de uma conversa com Margarida Menezes criadora do Clube das Virgens.


Música de Tiago Guillul, evangélico.

«P. Então por que não se dedicam os enfadados ocidentais, saudosos de decisões morais, a mudar o mundo?

R. Receio bem que não estejam interessados. Não temos interesse em nenhuma zona para além da nossa esquina do mundo. Estamos armadilhados na nossa história social. Olhe, eu nem sou capaz de lhe dizer o nome do primeiro-ministro português! E sou supostamente um homem culto. Vimos, na televisão, imagens de pessoas a morrerem à fome no Sudão. Que fazemos? Nada. As nossas atitudes são completamente provincianas. As nossas vidas são controladas. Se sou dentista, ou professor, não vou desistir da minha carreira para ir para África. Somos prisioneiros, embora não o saibamos.»

Excerto de entrevista de Paulo Moura a J.G.Ballard, publicada em 2004 no Público, ler aqui na íntegra no blogue Repórter à solta, de Paulo Moura.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

«Não quis ser escritor, mas quis ser santo. Influências bíblicas abundam na sua poesia.

Quando era jovem, gostava do Cântico dos Cânticos. Tinha aquele conteúdo carnal... Eu tinha uma namorada e uma Bíblia; Salomão fala dos seios de Sulamita: " Os teus seios são como duas pombas, para não falar do que está dentro. " E na minha Bíblia tinha uma nota de rodapé: " Entenda-se os dois seios da Igreja, a Moral e a Doutrina. " Eu dizia à minha namorada: " Hoje tens mais Doutrina que Moral ". Depois também me interessei pelo Apocalipse. Mais velho, pelos livros do Antigo Testamento. O meu evangelho era o de São Mateus. O Pasolini é que fez um grande filme, Il vangelo secondo Matteo.»


1) Excerto de entrevista de Anabela Mota Ribeiro a Manuel António Pina, publicada na Pública, 26/04/2009.
2) Excerto do filme "Il Vangelo secondo Matteo"(1964), de Pasolini.

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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