Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Bronzino




Exposição de desenhos de Bronzino, a decorrer no Metropolitan de Nova York, ler aqui no El Mundo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Adão e Eva

"Adão e Eva "(1902) - Paul Gauguin

sábado, 7 de junho de 2008




Gerhard Richter -" Wolke Cloud "

quarta-feira, 19 de março de 2008

O beijo sonhado

" O beijo " - Klimt

domingo, 16 de março de 2008

Dormir,sonhar...

A Woman Asleep at a Table c. 1657; Oil on canvas, 87.6 x 76.5 cm; Metropolitan Museum of Art, New York - Vermeer

quarta-feira, 5 de março de 2008

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Penetrar no outro

"Lucretia"por Lucas Cranach(1535)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Degolação de Baptista - Caravaggio


(1608) - Catedral da Valletta, Valletta, Malta

domingo, 11 de novembro de 2007

Em breve as flores desapareceram da sua relação...

Medicine (Hygieia) - Klimt
" Encontravam-se sempre ao ar livre. Namoravam em todas as ruas suburbanas de Trieste. Depois dos primeiros encontros, abandonaram Sant´Andrea, que era muito frequentado e, por algum tempo, preferiram a estrada de Opicina, ladeada de frondosos castanheiros, larga e solitária, uma subida lenta quase imperceptível. Paravam junto de um pequeno muro que se tornou a meta dos seus passeios, só por aí se terem sentado a primeira vez. Beijavam-se demoradamente, a cidade a seus pés, muda, morta, como o mar, que lá de cima nada mais era senão uma grande extensão de cor misteriosa, indistinta: e na imobilidade e no silêncio, a cidade, o mar e as colinas pareciam formar um único todo, a mesma matéria moldada e pintada por um artista excêntrico, dividida e cortada por linhas formadas por pontinhos amarelos, as luzes das ruas.
A luz da lua não lhes alterava a cor. Os objectos, cujos contornos se tornavam mais nítidos, não se iluminavam, velavam-se de luz. Pairava sobre eles uma luz branca e imóvel, mas por baixo a cor dormia, entorpecida, fosca, e até no mar, que agora deixava entrever o seu eterno movimento, brincando com os reflexos prateados à sua superfície, a cor se calava, adormecida. O verde das colinas e as cores do casario mergulhavam na obscuridade e a luz exterior, livre e estranha, era um eflúvio que saturava o ar, branca e incorruptível, porque nela nada se fundia.
A luz da lua parecia encarnar no rosto tão próximo da rapariga, substituindo a sua cor rosada de criança, sem atenuar a palidez difusa que Emílio julgava sentir com os lábios; todo esses rosto se tornava austero e, ao beijá-lo, Emílio sentia-se mais corruptor do que nunca. Era a luz branca e casta que ele beijava.
Depois preferiram os pequenos bosques da colina do Caçador; sentiam cada vez mais necessidade de se isolarem. Sentavam-se ao pé de uma árvore e comiam, bebiam e beijavam-se. Em breve as flores desapareceram da sua relação, dando lugar aos doces que ela acabaria por recusar para não estragar os dentes. Seguiram-se os queijos, as carnes frias, as garrafas de vinho e de licores, coisas já muito dispendiosas para a magra bolsa de Emílio."
Excerto de " Senilidade ", de Italo Svevo, Trd. Maria Luísa de Freitas, Ed. Planeta de Agostini, Biblioteca Escritores Estrangeiros da Actualidade,2002

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O retrato

Portrait of Procurator Jacopo Soranzoc. 1550
Oil on canvas,
75 x 60 cm
Castello Sforzesco, Milan,
Tintoretto


" Era um rosto velho e cor de bronze, mirrado e de maçãs salientes; parecia que os traços daquele rosto tinham sido apanhados no instante de um movimento espasmódico, e jorrava deles uma força nada nortenha. Estava gravado naqueles traços o brilho meridional. Vestia o velho retratado um amplo traje asiático. Por mais estragado e empoeirado que estivesse o retrato, quando Tchartkov conseguiu limpar-lhe o pó do rosto, viu a marca do trabalho de um grande pintor. O retrato parecia inacabado, mas a força do pincel era impressionante. O mais extraordinário eram os olhos: parecia que o pintor investira neles todo o seu zelo e toda a força do seu pincel. Aqueles olhos olhavam, pura e simplesmente olhavam do retrato e como que destruíam a harmonia do quadro com a sua estranha viveza. Quando aproximou o retrato da porta, os olhos olharam-no com uma penetração ainda maior. Causaram a mesma impressão ao povo mirone. Uma mulher, de trás de Tchartkov, soltou um grito: « Está a olhar, a olhar!», e recuou. "

Excerto do conto " O retrato", de Nikolai Gógol, incluido nos " Contos de São Petersburgo", trd. Nina Guerra e Filipe Guerra, Ed.Biblioteca Independente, 2007

domingo, 4 de novembro de 2007

" O Rapto das Filhas de Leucipo pelos Dioscuros " - Rubens


" Era O Rapto das Filhas de Leucipo pelos Dioscuros. Os Dioscuros, Castor e Pólux, os filhos do Cisne e de Leda, eram surpresos em plena acção. Castor, equestre e envergando uma armadura, já levantara do chão Hileira, a resplandecente, exuberantemente nua, em nu frontal. Mais um pouco e estaria ela ao colo dele, na garupa do cavalo castanho, que também de frente nos olha, com alguma mansidão e interiorizante certeza. Pólux está ainda no chão, de pé, nu da cintura para cima, e do chão levanta Febe, a luminosa, igualmente nua, mas virando-nos as costas com uma mão ainda pousada no pé de Pólux. Distam muito mais do outro cavalo, branco e feroz, que, com as patas dianteiras muito levantadas, domina o outro em altura e impera no quadro.
Muito mais tarde aprendi que as roubavam a outros gémeos, Linceu e Idas, filhos de Poseidon e que em sangue e violência acabaria esta história. Mas, em Rubens, e na verdejante paisagem da cena, não há sangue nem sequer há violência. As duas mulheres nuas estão mais desejosas do que atemorizadas, nas lácteas carnes, das mais lácteas do pintor delas, e em louríssimos cabelos. Os dois cavaleiros, muito mais encobertos do que as despidíssimas presas, são mais concentrados do que ferozes. O que possa haver de rapto e de turbilhão está nos dois cavalos, tão ou mais protagonistas da tela do que os dois gémeos e as duas mulheres.
Nessa altura, não sabia ainda que Castor e Pólux luzem nas noites estreladas, às vezes, como agora, em conjunção com Marte. Como o título do quadro só falava de Dioscuros e escuríssimos eram os corpos dos gémeos - escuridão acentuada pelo contraste com a brancura ofuscante das irmãs - como um dos cavalos é castanho e o outro branco, a sensação dominante é de luta entre o claro e o escuro, em que o claro perturbava muito mais do que o escuro. "
Excerto da crónica " A casa de Rubens (1), de João Bénard da Costa, publicado no P2 de 04/11/2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

William Turner


Great Yarmounth Harbour, Norfolk, Ink and watercolour, 1840

domingo, 16 de setembro de 2007

O filósofo - Tintoretto


A Philosopher
1570
Oil on canvas
Biblioteca Nazionale Marciana, Venice

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Rembrandt pode ter morrido deprimido e em estado de melancolia !?

Self Portrait 1629 (30 Kb); Oil on canvas; The Mauritshuis, The Hague
Self Portrait as a Young Man 1634 (20 Kb); Oil on canvas; Uffizi, Florence

Rembrandt and Saskia in the Scene of the Prodigal Son in the Tavern c. 1635 (120 Kb); Oil on canvas, 161 x 131 cm; Gemaldegalerie Alte Meister, Dresden


Self-Portrait 1640 (100 Kb); Oil on canvas, 102 x 80 cm; National Gallery, London



Portrait of the Artist at His Easel 1660 (120 Kb); Oil on canvas, 111 x 90 cm (43 1/2 x 35 1/2"); Musee du Louvre, Paris





Self-Portrait 1661 (110 Kb); Oil on canvas, 114 x 94 cm; English Heritage, Kenwood House, London




Self-Portrait 1669 (80 Kb); Oil on canvas, 86 x 70.5 cm; National Gallery, London

O pintor holandês Rembrandt pode ter morrido com uma depressão leve e em estado de melancolia, de acordo com uma investigação da Universidade de Telavive, em Israel, citada pela edição online do jornal "El Mundo".
De acordo com o jornal, uma equipa de investigadores especialistas em medicina e em arte da Universidade de Telavive (Israel), liderada pela cirurgiã plástica Tal Friedman, analisou 40 auto-retratos do pintor para estudar as alterações da fisionomia do seu rosto.Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669) pintou ao longo de 40 anos uma colecção única de auto-retratos. "Parece possível extrair das suas pinturas algumas pistas sobre a sua condição mental e física", dizem os investigadores israelitas.Segundo o "El Mundo", este estudo concluiu que Rembrandt não tinha sinais de doenças físicas. Em contrapartida, as mudanças no rosto de Rembrandt, como o descair das sobrancelhas, em especial a partir da segunda metade da sua vida, ou a escolha pelo monocromático nos quadros são algumas das pistas que sugerem um pintor melancólico, com uma depressão leve. "O seu afastamento da sociedade comprova esta teoria", acrescentam os investigadores.As causas da morte do pintor holandês continuam desconhecidas. Para os autores deste estudo há também a possibilidade de Rembrandt ter sofrido de saturnismo, uma doença provocada pela intoxição com chumbo, comum nos pintores da época.
02/08/2007-14.50 - Público.Pt





domingo, 3 de junho de 2007

Giotto


O nascimento de Cristo, por Giotto.

sábado, 2 de junho de 2007

Egon Schile









Um dos meus pintores preferidos: Egon Schile

domingo, 27 de maio de 2007

Mark Rothko

Mark Rothko, No. 10,1950. Oil on canvas, 229.2 x 146.4 cm (90 1/4 x 57 5/8), The Museum of Modern Art, New York, Gift of Philip Johnson, 1952, © 1998, The Museum of Modern Art, New York
By 1950 Rothko had reduced the number of floating rectangles to two, three, or four and aligned them vertically against a colored ground, arriving at his signature style.


Mark Rothko, pintor, ver aqui.

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