« Há qualquer coisa de indizivelmente enternecedor na nossa natureza petersburguense quando ela, à chegada da Primavera, revela de um jacto toda a sua potência, todas as forças que o céu lhe doou, se cobre de penugem, se desprende, se esmalta de flores multicoloridas... Lembra-me aquela rapariga definhada e enfermiça para quem olhamos umas vezes com comiseração, outras com uma espécie de amor compassivo, mas a quem, o mais das vezes, não prestamos atenção, e que de repente, por um único instante, se torna divina, indubitavelmente bela, e então nós, espantados, maravilhados, perguntamo-nos: que força fez que lhe brilhassem com aquele fogo os olhos tristes e cansados? O que fez subir o sangue àquelas faces pálidas e chupadas? O que lhe vestiu de paixão os enternurados traços do rosto? Por que se lhe levanta tanto aquele peito? O que chamou a força, a vida, a beleza ao rosto da pobre rapariga, o que lho fez brilhar com aquele sorriso, animar-se com aquele riso radiante, resplandecente? Olhamos em volta, procuramos alguém, adivinhamos... Mas o instante passa e, o mais certo, é vermos-lhe o mesmo rosto pálido, a mesma submissão e timidez dos gestos, e até um arrependimento, até vestígios de desgosto, de mortífera náusea pela paixão momentânea... E temos pena que tão depressa, tão irremediavelmente tenha murchado a beleza de um instante, a beleza que, tão enganadora e inútil, cintilou à nossa frente - temos pena porque nem sequer tivemos tempo de nos apaixonarmos dela...»
1 ) Excerto de " Noites Brancas ", de Fiódor Dostoiévski, Trd. Nina Guerra e Filipe Guerra, Ed. BI
2 ) Excerto do filme de Luchino Visconti, baseado na novela e realizado em 1957.
Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura russa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura russa. Mostrar todas as mensagens
sábado, 26 de dezembro de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Recenseamento das almas
« - Olha lá, meu rapaz, quantos camponeses morreram desde o último censo?
- Quantos? - Uma porção deles! - respondeu o intendente, pondo a mão diante da boca para dissimular um soluço.
- Sim, era justamente isso o que eu pensava - murmurou Manilov. - Morreram bastantes...
- Mas quantos? - insistiu Chichikov.
- Sim, quantos? - repetiu Manilov.
- Quantos? Como posso eu saber ao certo? Ninguém os contou... - desculpou-se o intendente.
- Sim, claro ninguém os contou... - pronunciou Manilov. E voltando-se para Chichikov: - É o que eu supunha, morreram muitos, mas não se sabe bem quantos.
- Pois bem, meu amigo - disse Chichikov, dirigindo-se ao intendente -, não há outro remédio agora senão contá-los. Arranje-me, por favor, uma lista completa dos mortos, com os nomes de todos.
- Isso mesmo - confirmou Manilov. - Uma lista com os nomes de todos os mortos.
- Às suas ordens, senhor! - proferiu o intendente, e retirou-se.
- E para que quer essa lista? - inquiriu então Manilov.
A pergunta confundiu um pouco o visitante. Corou, tartamudeou, fazendo visíveis esforços para encontrar as palavras adequadas. E o caso não era para menos. Manilov ia ouvir coisas extraordinárias, como nunca antes escutara nenhum ouvido humano.
- Deseja saber para que quero esta lista? Pois bem, vou dizê-lo: tenciono comprar-lhe os camponeses que...
Não chegou a concluir a frase, Manilov interrompeu-o:
- Permita-me que lhe pergunte: deseja comprá-los com ou sem as terras?
- Não se trata precisamente de camponeses... - esclareceu Chichikov. - Só quero comprar os que morreram...
- Como?... Desculpe-me... Sou um pouco duro de ouvido, creio que percebi mal...
- Pretendo adquirir as almas mortas que figuram ainda como vivas no recenseamento - explicou Chichikov.»
Excerto de " Almas mortas ", de Nicolai Gogol, Trd. José António Machado, Ed. Estampa
- Quantos? - Uma porção deles! - respondeu o intendente, pondo a mão diante da boca para dissimular um soluço.
- Sim, era justamente isso o que eu pensava - murmurou Manilov. - Morreram bastantes...
- Mas quantos? - insistiu Chichikov.
- Sim, quantos? - repetiu Manilov.
- Quantos? Como posso eu saber ao certo? Ninguém os contou... - desculpou-se o intendente.
- Sim, claro ninguém os contou... - pronunciou Manilov. E voltando-se para Chichikov: - É o que eu supunha, morreram muitos, mas não se sabe bem quantos.
- Pois bem, meu amigo - disse Chichikov, dirigindo-se ao intendente -, não há outro remédio agora senão contá-los. Arranje-me, por favor, uma lista completa dos mortos, com os nomes de todos.
- Isso mesmo - confirmou Manilov. - Uma lista com os nomes de todos os mortos.
- Às suas ordens, senhor! - proferiu o intendente, e retirou-se.
- E para que quer essa lista? - inquiriu então Manilov.
A pergunta confundiu um pouco o visitante. Corou, tartamudeou, fazendo visíveis esforços para encontrar as palavras adequadas. E o caso não era para menos. Manilov ia ouvir coisas extraordinárias, como nunca antes escutara nenhum ouvido humano.
- Deseja saber para que quero esta lista? Pois bem, vou dizê-lo: tenciono comprar-lhe os camponeses que...
Não chegou a concluir a frase, Manilov interrompeu-o:
- Permita-me que lhe pergunte: deseja comprá-los com ou sem as terras?
- Não se trata precisamente de camponeses... - esclareceu Chichikov. - Só quero comprar os que morreram...
- Como?... Desculpe-me... Sou um pouco duro de ouvido, creio que percebi mal...
- Pretendo adquirir as almas mortas que figuram ainda como vivas no recenseamento - explicou Chichikov.»
Excerto de " Almas mortas ", de Nicolai Gogol, Trd. José António Machado, Ed. Estampa
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Identificação de uma mulher(3)

" Eu continuei sem dizer nada, olhando-o com grande tristeza, os meus lábios mascarados pela franja do meu xaile preto. Ficou um momento junto à vidraça pela qual, hesitante, esbarrando-se e zumbindo, uma mosca subia, subia e caía de novo. Depois passou o dedo pelas lombadas dos livros na minha estante. Como a maior parte das pessoas que lêem pouco, sentia uma afeição rasteira por dicionários e vai então de tirar um grosso volume cor-de-rosa com uma corola de dente-de-leão e uma rapariga de cabelos ruivos na capa.
- Korochaia chtuka - disse ele: pôs no sítio a chtuka(coisa) e de súbito desatou a chorar. Mandei-o sentar-se ao meu lado no divã, ele tombou para um lado, com os soluços a aumentarem, e acabou por enterrar a cara no meu regaço. Dei uma palmadinha leve na lixa do seu escalpe e na robusta nuca rosada que considero tão atraente nos homens. Aos poucos, os espasmos foram cedendo. Ele mordeu-me de mansinho através da saia e sentou-se.
- Sabes que mais? - disse Pavel Romanovitch, e enquanto falava estalou sonoramente as palmas côncavas das suas mãos colocadas na horizontal ( não pude deixar de sorrir ao lembrar-me de um tio meu, proprietário rural no Volga, que costumava descrever assim o som de uma procissão de dignas vacas ao deixarem cair a bosta ). - Sabes que mais caríssima? Vamos para minha casa. Não suporto a ideia de estar lá sozinho. Jantamos, bebemos umas vodcas, depois vamos ao cinema... Que dizes?
Não podia recusar a sua oferta, embora soubesse que me ia arrepender. enquanto telefonava para o antigo emprego de Niki ( ele precisava das galochas de borracha que lá deixara ), vi-me ao espelho da entrada, parecia uma freira decadente com cara de cera austera; mas no minuto seguinte, quando passei ao acto de me embelezar e de pôr o chapéu, como que mergulhei no fundo dos meus grandes olhos negros experientes e aí encontrei um brilho nada freirático: mesmo através da voilette, como eles ardiam, céus, como ardiam!
Excerto do conto " Um caso verídico ", de Vladimir Nabokov, Trd. Telma Costa
Fotografia de Ewa Brzozowska
Etiquetas:
Ewa Brzozowska,
Fotografia,
Literatura russa,
Vladimir Nabokov
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

" Mas aquelas duas crianças conseguiriam ou não alcançar ao menos a última carruagem do comboio? Ivanov debruçou-se da carruagem e olhou para trás.
As duas crianças, de mãos dadas, continuavam a correr em direcção à passagem de nível. Caíram as duas ao mesmo tempo, levantaram-se e continuaram a correr. A mais crescida levantou o braço e, voltando o rosto no sentido da marcha do comboio, acenou como quem chama alguém e lhe pede que volte. E então caíram de novo. Ivanov reparou que a criança mais crescida tinha um pé calçado com uma bota de feltro e o outro com uma galocha de borracha - e era por isso que caía tantas vezes.
Ivanov fechou os olhos, não querendo ver nem sentir a dor das crianças exaustas caídas no chão, e de repente sentiu um calor dentro do peito, como se o coração, encerrado e ansioso dentro dele, estivesse a bater há muito e em vão durante toda a sua vida, e só agora começasse a bater em liberdade, enchendo todo o seu ser de calor e de frémito. De repente reconheceu tudo aquilo que já conhecia antes, com muito mais precisão e autenticidade. Dantes sentia a vida através da barreira do amor-próprio e do seu próprio interesse, e agora de súbito tocava-a de coração descoberto.
Do estribo da carruagem olhou uma vez mais na direcção da cauda do comboio, para as crianças distantes. Agora já sabia que eram os seus filhos, Petruchka e Nástia. Certamente tinham-no visto quando a carruagem atravessava a passagem de nível, e Petruchka chamava-o para casa, para junto da mãe, e ele não lhe prestara atenção, pensava noutra coisa e não reconhecera os seus próprios filhos.
Agora Petruchka e Nástia corriam atrás do comboio, longe, pelo caminho de areia ao lado da linha; continuava a segurar a mão da pequena Nástia, arrastando-a quando ela não conseguia acompanhá-lo na corrida.
Ivanov atirou o saco para o chão, depois desceu para o último degrau e saltou do comboio para o caminho de areia por onde os seus filhos corriam atrás dele."
Excerto do conto " O regresso ", de Andrei Platónov, Trd. António Pescada
Etiquetas:
Andrei Platónov,
Fotografia,
Literatura russa
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Os demónios...

" Constava na cidade que a nossa assembleia não era mais do que um viveiro de livres-pensadores, libertinos e ateus. Este zunzum circulava há muito tempo. No entanto, só tínhamos conversas à russa, isto é, absolutamente inofensivas, alegres e liberais. «Liberalismo puro», sem nenhum alcance prático, só é possível na Rússia. Estevão Trophimovich, como qualquer homem de espírito, necessitava de auditório - tanto mais que se queria convencer que cumpria uma obrigação propagando «ideias». Enfim, precisava de um grupo de amigos com que se pudesse beber, trocar opiniões respeitantes à Rússia, discutir a existência de Deus em geral e de um «Deus russo» em particular, e repetir pela centésima vez uma anedota escabrosa muito conhecida. Não desgostavam de espalhar notícias meio divulgadas e rematavam-nas sempre com uma sentença moral. Ali discutiram o futuro da Europa e de toda a humanidade. A França, depois de ter sofrido o domínio do cesarismo, ver-se-ia de um instante para outro relegada entre as potências de segunda categoria e todos se persuadiram de que isso aconteceria em breve e inevitavelmente. Quanto ao Papa, tinham profetizado que o seu papel depressa ficaria reduzido ao de simples arcebispo numa Itália unificada; aliás, nesta época de humanismo e de grandes indústrias, esse problema milenário não mais apresentava interesse. O «liberalismo russo» também nunca tratara desses assuntos."
Excerto de " Os Demónios ", de Dostoievski, Trd. Reis Madeira, originalmente publicado em 1872.
Excerto de " Os Demónios ", de Dostoievski, Trd. Reis Madeira, originalmente publicado em 1872.
Etiquetas:
Dostoiévski,
Literatura russa
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

" Mas eis que, no Inverno de 1918, a Cidade conheceu uma vida estranha, contrária à natureza, uma vida que, provavelmente, ficaria sem par nos anais do século XX. Todas as casas se encheram, a abarrotar. Os habitantes antigos e tradicionais apertavam-se cada vez mais, para acolher, de bom ou mau grado, os recém-chegados à Cidade. E estes vinham, precisamente, pela ponte esguia como uma flecha, vinham das regiões longínquas donde subiam misteriosas nuvens de fumo azulado.
Chegavam banqueiros em fuga, de cabelos grisalhos e acompanhados por mulheres; sensatos homens de negócios, que tinham deixado em Moscovo procuradores encarregados de estabelecer relações com o novo mundo prestes a nascer no império moscovita; proprietários que, secretamente, haviam confiado os seus imóveis a administradores fiéis; industriais, comerciantes, advogados e políticos. Chegavam, também, jornalistas de Moscovo e Sampetersburgo, almas vendidas, gananciosas e cobardes; cortesãs e mulheres honestas; famílias aristocráticas, cujas filhas puras se misturavam com as pálidas debochadas de Sampetersburgo, de lábios avivados a carmim; secretários de directores de gabinete e jovens pederastas passivos; príncipes e sovinas, poetas e usurários; polícias e actrizes dos teatros imperiais... Em suma, uma multidão que se esgueirava por todas as fendas e convergia para a Cidade."
Excerto de " A Guarda Branca ", de Mikhaïl Bulgakov, Trd. do francês por Fernanda Pinto Rodrigues, Ed. Pórtico, 1970
Revolução Russa, ver aqui na Wikipédia.
Etiquetas:
Comunismo,
Literatura russa,
Mikhaïl Bulgakov,
Revolução Russa,
Rússia
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Em busca do essencial
" Que género de homem era aquele? Como acreditar que o amara ao ponto de unir a sua vida à dele? E, agora, como explicar aquela singular e profunda tristeza, na solidão do quarto, junto daquelas janelas cuja obscuridade lhe parecia, repentinamente, sepulcral? Mas nem naquele dia, nem durante todo o tempo - ano e meio - que vivera com ele, a sua alma encontrara o essencial, o não-sei-quê sem o qual nenhuma união pode subsistir, nem mesmo o brilhante casamento da bela, da maravilhosa Helena de cabelos de ouro vermelho com o ambicioso oficial do estado-maior general, apesar de todos os perfumes, capelines e esporas. De mais a mais fora uma união fácil, sem filhos, um casamento com um oficial do estado-maior general, um báltico sensato e circunspecto...
Mas que género de homem era aquele? E que essencial era esse, sem o qual a alma de Helena permanecia vazia?"
Excerto de " A Guarda Branca ", de Mikhaïl Bulgakov, Trd. do francês por Fernanda Pinto Rodrigues, Ed. Pórtico, 1970
Mas que género de homem era aquele? E que essencial era esse, sem o qual a alma de Helena permanecia vazia?"
Excerto de " A Guarda Branca ", de Mikhaïl Bulgakov, Trd. do francês por Fernanda Pinto Rodrigues, Ed. Pórtico, 1970
Etiquetas:
Literatura russa,
Mikhaïl Bulgakov
domingo, 4 de janeiro de 2009
Conto moral



«El cuento, que recupera las historias moralizantes de la tradición popular, es uno de los ejemplos de cómo Pushkin (1799-1837), pionero del romanticismo local, expresó en papel su deseo de renovar radicalmente la literatura de su país.
El anciano y desesperado rey Dadón se encomienda en la historia a un sabio astrólogo, que le regala un gallo de oro con el don de señalar el origen de todo aquello que pueda suponer una amenaza para su reino.
A cambio, el monarca se ha de comprometer a cumplir, llegado el momento, el deseo de su consejero como si fuera el suyo propio, aunque para ello tenga que renunciar al egoísmo y los caprichos.» Ignacio de los Reys, El Mundo Online,04/01/2009
Etiquetas:
Contos morais,
Literatura russa,
Pushkin
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Arquivo do blogue
-
▼
2016
(1)
- ▼ 02/21 - 02/28 (1)
-
►
2011
(34)
- ► 07/03 - 07/10 (1)
- ► 06/12 - 06/19 (14)
- ► 05/29 - 06/05 (1)
- ► 05/22 - 05/29 (3)
- ► 05/15 - 05/22 (15)
-
►
2010
(26)
- ► 10/03 - 10/10 (6)
- ► 01/31 - 02/07 (3)
- ► 01/24 - 01/31 (6)
- ► 01/17 - 01/24 (4)
- ► 01/10 - 01/17 (1)
- ► 01/03 - 01/10 (6)
-
►
2009
(588)
- ► 12/27 - 01/03 (8)
- ► 12/20 - 12/27 (4)
- ► 12/13 - 12/20 (4)
- ► 12/06 - 12/13 (3)
- ► 11/29 - 12/06 (8)
- ► 11/22 - 11/29 (8)
- ► 11/15 - 11/22 (14)
- ► 11/08 - 11/15 (6)
- ► 11/01 - 11/08 (4)
- ► 10/25 - 11/01 (13)
- ► 10/18 - 10/25 (9)
- ► 10/11 - 10/18 (9)
- ► 10/04 - 10/11 (7)
- ► 09/27 - 10/04 (9)
- ► 09/20 - 09/27 (2)
- ► 09/13 - 09/20 (3)
- ► 09/06 - 09/13 (4)
- ► 08/30 - 09/06 (4)
- ► 08/23 - 08/30 (4)
- ► 08/16 - 08/23 (14)
- ► 08/09 - 08/16 (12)
- ► 08/02 - 08/09 (13)
- ► 07/26 - 08/02 (5)
- ► 07/19 - 07/26 (8)
- ► 07/12 - 07/19 (4)
- ► 07/05 - 07/12 (3)
- ► 06/28 - 07/05 (3)
- ► 06/21 - 06/28 (2)
- ► 06/14 - 06/21 (1)
- ► 06/07 - 06/14 (14)
- ► 05/31 - 06/07 (15)
- ► 05/24 - 05/31 (15)
- ► 05/17 - 05/24 (9)
- ► 05/10 - 05/17 (14)
- ► 05/03 - 05/10 (14)
- ► 04/26 - 05/03 (6)
- ► 04/19 - 04/26 (16)
- ► 04/12 - 04/19 (12)
- ► 04/05 - 04/12 (9)
- ► 03/29 - 04/05 (6)
- ► 03/22 - 03/29 (9)
- ► 03/15 - 03/22 (19)
- ► 03/08 - 03/15 (21)
- ► 03/01 - 03/08 (34)
- ► 02/22 - 03/01 (28)
- ► 02/15 - 02/22 (19)
- ► 02/08 - 02/15 (16)
- ► 02/01 - 02/08 (27)
- ► 01/25 - 02/01 (14)
- ► 01/18 - 01/25 (36)
- ► 01/11 - 01/18 (21)
- ► 01/04 - 01/11 (26)
-
►
2008
(805)
- ► 12/28 - 01/04 (15)
- ► 12/21 - 12/28 (6)
- ► 12/14 - 12/21 (17)
- ► 12/07 - 12/14 (33)
- ► 11/30 - 12/07 (17)
- ► 11/23 - 11/30 (20)
- ► 11/16 - 11/23 (18)
- ► 11/09 - 11/16 (30)
- ► 11/02 - 11/09 (29)
- ► 10/26 - 11/02 (17)
- ► 10/19 - 10/26 (21)
- ► 10/12 - 10/19 (24)
- ► 10/05 - 10/12 (30)
- ► 09/28 - 10/05 (39)
- ► 09/21 - 09/28 (14)
- ► 09/14 - 09/21 (23)
- ► 09/07 - 09/14 (24)
- ► 08/31 - 09/07 (39)
- ► 08/24 - 08/31 (11)
- ► 08/10 - 08/17 (22)
- ► 08/03 - 08/10 (24)
- ► 07/27 - 08/03 (26)
- ► 07/20 - 07/27 (15)
- ► 07/13 - 07/20 (27)
- ► 07/06 - 07/13 (28)
- ► 06/29 - 07/06 (29)
- ► 06/22 - 06/29 (11)
- ► 06/15 - 06/22 (20)
- ► 06/08 - 06/15 (31)
- ► 06/01 - 06/08 (27)
- ► 05/25 - 06/01 (6)
- ► 05/18 - 05/25 (3)
- ► 05/11 - 05/18 (12)
- ► 05/04 - 05/11 (1)
- ► 04/27 - 05/04 (1)
- ► 04/20 - 04/27 (2)
- ► 03/23 - 03/30 (5)
- ► 03/16 - 03/23 (20)
- ► 03/09 - 03/16 (10)
- ► 03/02 - 03/09 (13)
- ► 02/24 - 03/02 (14)
- ► 02/17 - 02/24 (14)
- ► 02/10 - 02/17 (5)
- ► 02/03 - 02/10 (8)
- ► 01/20 - 01/27 (3)
- ► 01/06 - 01/13 (1)
-
►
2007
(667)
- ► 12/30 - 01/06 (7)
- ► 12/23 - 12/30 (9)
- ► 12/16 - 12/23 (22)
- ► 12/09 - 12/16 (17)
- ► 12/02 - 12/09 (18)
- ► 11/25 - 12/02 (20)
- ► 11/18 - 11/25 (18)
- ► 11/11 - 11/18 (16)
- ► 11/04 - 11/11 (12)
- ► 10/28 - 11/04 (1)
- ► 10/21 - 10/28 (14)
- ► 10/14 - 10/21 (5)
- ► 09/30 - 10/07 (9)
- ► 09/23 - 09/30 (8)
- ► 09/16 - 09/23 (10)
- ► 09/09 - 09/16 (4)
- ► 08/26 - 09/02 (8)
- ► 08/19 - 08/26 (4)
- ► 08/12 - 08/19 (6)
- ► 08/05 - 08/12 (17)
- ► 07/29 - 08/05 (29)
- ► 07/22 - 07/29 (40)
- ► 07/15 - 07/22 (41)
- ► 07/08 - 07/15 (21)
- ► 07/01 - 07/08 (34)
- ► 06/24 - 07/01 (29)
- ► 06/17 - 06/24 (36)
- ► 06/10 - 06/17 (24)
- ► 06/03 - 06/10 (27)
- ► 05/27 - 06/03 (54)
- ► 05/20 - 05/27 (9)
- ► 05/13 - 05/20 (10)
- ► 05/06 - 05/13 (59)
- ► 04/29 - 05/06 (26)
- ► 04/22 - 04/29 (3)
Acerca de mim
- O natural de Barrô
- " Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser
Links
- 1 Janeiro
- 31 da Armada
- A cidade surpreendente
- A lua que flutua-Tinta Azul
- A origem das espécies
- Abrupto
- Associação Portuguesa de Photographia
- Banda Desenhada-Geraldes Lino
- Bibi Fonfon(Desenho)
- Bibliotecário de Babel
- Bomba inteligente - Carla Quevedo
- Branco no Branco
- Cadeirão Voltaire
- Café Republica
- casadeosso
- Causa liberal
- Comiclopedia
- Confraria do vento
- Critica de cinema-Paixões e desejos
- Córtex Frontal
- Da literatura
- Decote de Deus
- Dias que voam-Revistas antigas
- Dicionário Texto Editora
- Divulgando Banda Desenhada
- Diário Económico
- Do Portugal profundo
- El Boomerang
- El Mundo
- El País
- Entre livros
- Expresso
- Folha de S.Paulo
- Fratura Exposta
- George Glazer Gallery
- História da publicidade e anúncio antigos
- If Charlie Parker Was a Gunslinger,
- Ilustração Portuguesa
- Jornal de Letras
- José Saramago
- João Pereira Coutinho
- Kapa
- La Republica
- Le Monde
- Ler e Tresler
- Les Rêveries du Promeneur Solitaire
- Libération
- Life
- Lonesome Music
- Memórias de África
- Miniscente
- Monocle
- Museu Histórico Nacional do Brasil
- Nona arte-BD online
- Novos livros online
- O Globo
- O Jansenista
- O silêncio dos livros
- Obscena
- Os dias da Música
- Os Meus Livros
- Para ler sem olhar
- Público
- Quintas de Leitura
- Real Companhia Velha
- Revista Atlântico
- Revista cultural
- Rui Tavares
- Sabadabada(Música Brasileira)
- Sites de História
- Sol
- Sound + Vision
- Storm - Magazine
- Teatro Anatómico
- The Guardian
- The Wire
- Veja
Outros Links
- Baudelaire
- Carlos Drummomd de Andrade
- Corto Maltese
- Desenho do quotidiano
- Emilio Biel
- Fernando Pessoa
- Frida Khalo
- Gustave Doré
- Gérard Castello-Lopes
- Heidegger
- Henri Cartier-Bresson
- Ilustrações séc. XIX
- Jacques Tati
- James Nachtwey
- Joey Lawrence
- Jorge Sena
- La Fontaine
- Liberalismo
- Los nueve libros de la Historia-Heródoto
- Machado de Assis
- Marcel Proust
- Monet
- Montaigne
- Nelson Rodrigues
- Nicole Kidman
- O Livro do Desassossego
- Plan 59(ilustrações)
- Preto e Branco
- Revista Cabinet
- Revista Histórica
- Robert Capa
- Sebastião Salgado
- Tintoretto
- Tiziano
- Turner
- Vinings Gallery
- Will Eisner
- Ésquilo