Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Para reflectir

«De todas as ideologias que ocupam a nossa mente - e, através dela, influenciam as nossas motivações e acções -, a mais importante não é o liberalismo, nem o socialismo, nem o conservadorismo. Aquela que tem maior sucesso é, sem sombra de dúvida, a ideologia do crescimento económico. Trata-se de uma ideologia transversal a todos os partidos e à sociedade. Economistas e políticos, comentadores e jornalistas, recordam-nos incessantemente que o objectivo colectivo mais importante para o país é o crescimento.

Não nego que o crescimento seja um valor importante, especialmente num momento de crise. Mas creio que há outros valores colectivos que são não apenas igualmente importantes, mas até mais importantes do que aquele. Eis alguns exemplos: a segurança individual, a liberdade igual para todos, a igualdade de oportunidades, a coesão social, a justiça distributiva, a protecção do ambiente e da paisagem, ou até a felicidade social de que falavam os utilitaristas clássicos. Creio que a maior parte das pessoas reconhecerá a importância e mesmo o primado destes e de outros valores colectivos face ao crescimento económico. Mas, se é assim, por que razão não têm estes valores pelo menos um peso equivalente ao do crescimento económico no discurso político?» ler aqui artigo completo.
João Cardoso Rosas, Jornal i, 13/08/2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

" Vivendo no meio da liberdade dos bosques, o índio da América do Norte era miserável, mas não se sentia inferior a ninguém; a partir do momento em que quer penetrar na hierarquia social dos brancos, só pode ocupar o último degrau, pois ingressa pobre e ignorante numa sociedade onde reinam a ciência e a riqueza. Depois de ter levado uma vida agitada, repleta de males e de perigos mas, ao mesmo tempo, de emoções e de grandeza, ele tem de se submeter a uma existência monótona, obscura e degradada. O único resultado que vê desta civilização que tanto enaltecem é o facto de ter de ganhar, com penosos trabalhos e no meio da ignomínia, o pão de que precisa para se alimentar. E nem sempre está seguro de poder alcançar esse objectivo.

Quando os Índios procuram imitar os seus vizinhos europeus e cultivar a terra como eles, ficam imediatamente expostos aos efeitos de uma funesta concorrência. O branco é mestre dos segredos da agricultura. O Índio inicia-se desajeitadamente numa arte que não conhece. Um não experimenta dificuldades em obter grandes colheitas; o outro só com grande dificuldade consegue colher frutos da terra."

Excerto de " Da Democracia na América", de Alexis de Tocqueville, Trd. João Carlos Espada, Ed. Principia

quarta-feira, 9 de maio de 2007

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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