Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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sábado, 21 de novembro de 2009

Premonição?

« Quando está a viver o fim de uma ilusão política, a sociedade não tolera uma agonia lenta e dolorosa, como nas doenças terminais. Vai procurar uma resolução antes de a decadência gerar a desordem e a violência, com cada um a procurar sobreviver, com os meios e os métodos que tiver ao seu alcance. A sociedade vai procurar a vítima expiatória, aquele que tem de ser sacrificado para poder ficar como o culpado de tudo, libertando a sociedade das suas responsabilidades no logro, e abrindo o vazio no palco do poder para que tudo possa recomeçar. A vítima expiatória é o que revela o mal, tornando evidente a impossibilidade de governar, mas é o que abre o caminho para o bem, ao aceitar ser o culpado do mal. Poderia ter sido Santana Lopes, mas nem sequer se apercebeu da impossibilidade de governar, não servia para expiar as culpas colectivas. Será José Sócrates, como deve ser. É quem empenhou a honra na defesa de uma ilusão que melhor ilustrará a impossibilidade de governar nessa ilusão. É por ele que o real vai emergir.»


Excerto da crónica " A procura da vítima expiatória ", de Joaquim Aguiar, publicada na revista Atlântico Nrº 3, de 26/05/2005

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sábado, 8 de dezembro de 2007

Quando tudo começou *

" Napoleão cruzando os Alpes " - Jacques-Louis David
* Artigo de Rui Ramos, sobre as invasões francesas, publicado na Revista Atlântico e postado aqui no Blogue da Atlântico.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O 25 de Novembro de 1975, por Rui Ramos*


*Publicado na Revista Atlântico e ler aqui, via Blog da Atlântico.

sábado, 30 de junho de 2007

" O que aprendi com Tintim " - Rui Ramos

" Nos livros de Tintim, encontro a mistura mais acertada das três principais qualidades de um conservador liberal: a vontade de saber muito, a determinação de acreditar em muito pouco e a convicção de que nenhum ideal humanitário nos deve fazer esquecer as pessoas reais que estão à nossa volta. A mistura de curiosidade e cepticismo assegura-nos que a disponibilidade para nos deixarmos maravilhar não acabará na prostração dogmática, nem que a resistência às ortodoxias resultará em secura e cinismo. O princípio da proximidade garante-nos que a vontade de fazer bem não conduzirá a abstracções separadas dos que realmente existem - isto é, à vontade de fazer mal. Agrada-me pensar que, graças a Tintim, foram estas as primeiras coisas que aprendi e as últimas que esquecerei. "

Excerto de artigo, publicado na Revista Atlântico de Julho de 2007

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Atlântico


A revista Atlântico tem um novo Blog

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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