Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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sábado, 8 de dezembro de 2007

" D. João foi mordido por uma carraça. A infecção alastrou e a perna ficou inchada. O médico receitou aquilo que eram, para a realeza portuguesa de então, medidas radicais. A perna tinha de ser regularmente mergulhada em água do mar. Foi então construída na praia de Caju, na baía perto de S. Cristóvão, uma casa de banhos móvel para contornar o medo do rei de ser mordido por caranguejos. Aí foi colocada uma banheira de madeira na qual D. João se sentava, sendo depois baixado nas águas pelos seus criados. O tratamento durou meses, mas a infecção era renitente e a perna continuava a supurar. O rei viu-se confinado ao palácio, enquanto prosseguiam as obras que tinha iniciado na cidade. "


Excerto de " Império à deriva - A corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821 ", de Patrick Wilcken,Trd. António Costa, Ed. Civilização,2004

Quando tudo começou *

" Napoleão cruzando os Alpes " - Jacques-Louis David
* Artigo de Rui Ramos, sobre as invasões francesas, publicado na Revista Atlântico e postado aqui no Blogue da Atlântico.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O 25 de Novembro de 1975, por Rui Ramos*


*Publicado na Revista Atlântico e ler aqui, via Blog da Atlântico.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

O poder ( reflexões)


The Great Dictator - Charlie Chaplin

Conferência de José Sócrates - Gato Fedorento



Vídeo de abertura do Congresso do PS, realizado em Santarém(2006)

domingo, 10 de junho de 2007

Memórias da Condessa de Mangualde


Estou a ler este magnifico livro, que retrata as incursões monárquicas entre 1910/1920, após a instauração da República.
Pelo pitoresco não resisto a transcrever parte de uma carta do Conde de Mangualde, enviada à sua esposa:
" No meio disto há uma frase que se tem tornado famosa entre nós, é a de um desgraçado meu antigo condiscípulo que resolveu grandes empenhos para se incorporar no meu grupo. Acedi. Começou a marcha aos tropeções pela idade e cansaço e dores nos pés. Lá seguiu como pôde, quase sempre atrás de todos, até que em Cazares recebemos o ataque da cavalaria de Chaves. Ele logo que avistou a cavalaria deitou a fugir para Espanha e consta que dizendo: «Quem me mandou a mim ser patriota! » "

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Viriato


" A morte de Viriato " - José Madrazo/Museu do Prado
O meu primeiro herói, romantizado pelo ensino da época. Símbolo de um nacionalismo pacóvio e de um País fechado em si mesmo. Mas continua a povoar as minhas memórias, de uma forma indelével.
Sonhei com a descrição da sua morte e ajudou a formar a minha sensibilidade.

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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