Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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domingo, 24 de maio de 2009

recordando Vicente Aleixandre

Teu nome,
pois tens nome. A minha vida inteira foi isso.
um nome. Porque sei que não existo.
Um nome respirado não é um beijo.
Um nome perseguido sobre uns lábios
não é o mundo, mas o seu sonho às cegas.
Assim sob a terra, respirei a terra.
Sobre o teu corpo respirei a luz.
Dentro de ti nasci: morri por isso.

" Tens nome ", poema de Vicente Aleixandre, incluído na " Antologia de Vicente Aleixandre ", Trd. José Bento, Ed. Inova/Porto

«Acera y alumbrado. La calle de Vicente Aleixandre, en Madrid, está estos días en obras. Se diría que la memoria del poeta que le da nombre, también. En el número tres vivió el Nobel de la generación del 27, que se instaló allí precisamente en ese año mágico. Pero a lo que el callejero madrileño llama Aleixandre, la historia de la literatura lo llama Velintonia. Al escritor sevillano no le hizo gracia el cambio pero, educado, se resignó a él. Hoy el chalet es una metáfora de las turbulencias que ha vivido la figura de su dueño desde que murió el 13 de diciembre de 1984, hace 25 años: el número arrancado, la puerta cerrada con una cadena que contagia su herrumbre al buzón de correos...» continuar a ler aqui.

Javier Rodríguez Marcos - Madrid - 24/05/2009, El País

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cartas de Rimbaud

«Para Albert Camus era "el más grande de todos", y Patti Smith lo consideraba "el primer poeta punk". A Arthur Rimbaud (1854- 1891) le bastó un libro, Una temporada en el infierno, para convertirse en mito. Tenía 18 años y poco después decidió que la literatura había muerto para él. Quería vivir todas las vidas. Y, aunque murió a los 37 años de un cáncer de huesos, casi lo consiguió. Prometo ser bueno: cartas completas (Barril & Barral) reúne la correspondencia completa del poeta. Misivas autobiográficas que revelan los miedos y anhelos en la desesperada voz de un hombre condenado a errar, que viajó incansablemente, fue profesor, mendigo, explorador, comerciante, traficante de armas y hasta miembro de un circo. La desamparada huida de un poeta cuyas consignas visionarias -"Yo es otro", "Hay que ser absolutamente moderno", "La verdadera vida está ausente"- le convirtieron en el gran mito de la rebeldía adolescente. Lejos de esa imagen, su correspondencia, iné-dita hasta ahora en España, descubre a otro Rimbaud. Más íntimo y alejado de la leyenda.»

Elsa Fernández-Santos, El País Online, 20/03/2009, ler aqui artigo completo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos


Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos

detidos: hei-de partir quando as flores chegarem

à sua imagem. Este verão concentrado

em cada espelho. O próprio

movimento o entenebrece. Mas chamejam os lábios

dos animais. Deixarei as constelações panorâmicas destes dias

internos.

Vou morrer assim, arfando

entre o mar fotográfico

e côncavo

e as paredes com as pérolas afundadas. E a lua desencadeia nas grutas

o sangue que se agrava.

Está cheio de candeias, o verão de onde se parte,

ígneo nessa criança

contemplada. Eu abandono estes jardins

ferozes, o génio

que soprou nos estúdios cavados. É a cólera que me leva

aos precipícios de agosto, e a mansidão

traz-me às janelas. São únicas as colinas como o ar

palpitante fechado num espelho. É a estação dos planetas.

Cada dia é um abismo atómico.

E o leite faz-se tenro durante

os eclipses. Bate em mim cada pancada do pedreiro

que talha no calcário a rosa congenital.

A carne, asfixiam-na os astros profundos nos casulos.

O verão é de azulejo.

É em nós que se encurva o nervo do arco

contra a flecha. Deus ataca-me

na candura. Fica, fria,

esta rede de jardins diante dos incêndios. E uma criança

dá a volta à noite, acesa completamente

pelas mãos.

Herberto Helder

Cobra

Poesia Toda

Assírio & Alvim

1979

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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