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" Não sou, de todo, uma pregadora e é por isso que faço arte e também não gosto de pregadores. Enquanto artistas, o nosso dever é levantarmos questões para mostrar que a situação é complexa. Pomos cada pessoa perante um dado e ela que se encarregue de julgar. Não somos portadores de respostas, e nesse sentido este não é um filme revolucionário. Coloca perguntas sobretudo num plano humano. Hoje, falamos de ocidentais e orientais, de muçulmanos e cristãos, mas os cristãos não se parecem todos. Há indivíduos e o indivíduo é a base da democracia. Compreender que um ser humano tem um valor é a base de tudo. É isso que estamos a caminho de perder a grande velocidade. Se há uma mensagem neste filme é, justamente, retomar tudo a um nível individual, humano. A partir daí talvez consigamos fazer a boa pergunta. "
Excerto de entrevista a Marjane Satrapi por Alexandra Lucas Coelho(em Paris), publicada no Ípsilon de 22/02/2008
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