Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

«Apesar de tudo, o homem tem tanto apego ao que existe, que prefere naturalmente suportar a sua imperfeição e a dor que causa a sua fealdade, em vez de aniquilar a fantasmagoria com um acto da sua própria vontade. E pode acontecer, também, que quando chegámos ao limite do desespero que precede o suicídio, por se ter esgotado o inventário de tudo o que é mau e se ter chegado ao ponto em que o mal é insuperável, qualquer elemento bom, por pequeno que seja, adquire um valor desproporcionado, acaba por tornar-se decisivo e aferramo-nos a ele como nos agarraríamos desesperadamente a qualquer erva ante o perigo de cair num abismo.»




Ernesto Sabato, “O Túnel”(1948), Trd. Iva Delgado
«Na época em que eu tinha amigos, eles riram-se muitas vezes da minha mania de escolher sempre os caminhos mais arrevesados: eu pergunto-me porque há-de a realidade ser simples? A minha experiência ensinou-me que, pelo contrário, quase nunca o é e que quando há algo que parece extraordinário, claro, uma acção que parece obedecer a uma causa simples, quase sempre há por baixo motivos mais complexos.»




Ernesto Sabato, “ O Túnel”(1948), trd. Iva Delgado

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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