Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Bruce Springsteen -" My Hometown "



Public Enemy - " Fight the power "

O processo de emancipação dos negros está a chegar ao último patamar: O Poder Democrático

Obama conversa com a mulher após terem votado numa escola perto de Chicago. O candidato democrata, acompanhado pelas filhas, demorou cerca de 10 minutos a votar o que parece indicar que o sistema electrónico de voto não é o mais simples. ©AP Sol Online,04/11/2008

" A lei e, em parte, a opinião pública apressam-se a proclamar que não existe nenhuma inferioridade natural e permanente entre o criado e o senhor. Mas esta nova fé ainda não penetrou profundamente no espírito deste último, ou melhor, o seu coração ainda a rejeita. No fundo da sua alma, o senhor ainda julga pertencer a uma espécie particular e superior, mas não ousa dizê-lo e, incomodado, deixa-se relegar para o nível proposto. A sua autoridade torna-se simultaneamente tímida e dura; já não sente pelos seus criados os sentimentos protectores e benevolentes que resultam do exercício de um longo poder incontestado e espanta-se que, tendo ele próprio mudado, o mesmo tenha ocorrido ao seu criado. Desejaria que este, mais não fazendo do que passar, por assim dizer, pela condição doméstica, adquirisse aí hábitos regulares e permanentes, se mostrasse satisfeito e orgulhoso com uma posição servil que mais cedo ou mais tarde abandonará, se dedicasse a um homem que não pode nem protegê-lo nem perdê-lo, e que, finalmente, se estabelecesse uma ligação perpétua com seres que se lhe assemelham e que não duram mais tempo do que ele."

Excerto do capítulo " Relações entre o Criado e o Senhor ", do livro " Da Democracia na América "(1835-1840), de Alexis de Tocqueville, Trd. João Carlos Espada, Ed. Principia

A crise(!?) não tem credo nem idade...

«Um padre e duas freiras, que juntas somam mais de 160 anos, são acusados de agredir violentamente o dono de um restaurante em Rutino, no sul da Itália »
Sol Online, 04/11/2008

Marc Bolan & T.Rex - "Life's a Gas"

I’m In Love With A German Film Star





Fotografia de aqui e video de aqui.

Marc Bolan & T Rex - "Children Of The Revolution"

Acompanhados por Elton John e Ringo Starr(1974)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

13 a rirem uns dos outros





Esculturas de Juan Muñoz, Jardim da Cordoaria, Porto, em 01/11/2008

Chico Science & Nação Zumbi -" Da lama ao caos "

Com vista para o mar...

Curious Place
Paradox of perfection

Kraftwerk -" Autobahn "

O ponto do Capitalismo(1)

Triunfantes o capitalismo e a globalização, começaram os inevitáveis antagonismos causados tanto pela presença de um superimperialismo contraditório quanto pelo desabar do modelo regional asiático assentem, em grande parte, no crédito malparado e na mão-de-obra submissa.
Só a intervenção dos norte-americanos nos mercados evitou uma queda do iene que poderia atingir o sistema económico-financeiro mundial na véspera de Clinton ir a Pequim. No entanto, a fuga de capitais da Ásia ficou bem expressa nas bolsas europeias e norte-americanas.
Ao contrário do que foi moda acreditar, a grande aliança já não se vislumbra entre a América do Norte e o Pacífico e avança entre a América do Norte e a União Europeia.
Uma vez mais na História, a Ásia afunda-se perante o Ocidente. No entanto, desta vez, as dezenas de milhões de desocupados e a brutal crise económica num mundo globalizado vão provocar no continente asiático grandes e dramáticas mudanças políticas e sociais, com inevitáveis reflexos, a prazo, também no Ocidente.
A compra pelos americanos de alguns sectores mais rentáveis da economia asiática, principalmente na área financeira, não bastará para evitar esses reflexos.
O Novíssimo Império capitalista é a realidade inegável do fim deste século e sê-lo-á no início do próximo, tanto mais que o petróleo abunda e está pelo preço da chuva. Mas não há Novíssima Economia. Ela é a de sempre - muito parecida, agora, com a dos anos 20 segundo bom número de analistas...norte-americanos.


Crónica de Victor Cunha Rego, Diário de Notícias, 28/06/1998

Kraftwerk - "Radioactivity"

O ponto do Capitalismo(2)

" O capitalismo ganhou em toda a linha pela primeira vez na História. Só os cegos não vêem que esta foi a maior questão do século XX.
Quer dizer: a «libertação» dos preços no mercado e a «liberdade» da propriedade dos meios de produção associam-se aos chamados direitos do homem e partiram para a globalização das nossas vidas.
Ironia das ironias. Essa situação de hegemonia, ou até monopólio, é absolutamente contrária à natureza desse mesmo capitalismo, cujo primeiro fundamento - o mercado - é o da concorrência. É exactamente por não existir essa concorrência na práctica do seu poder triunfante que ele nos obriga ao pensamento único - uma faca de dois gumes.
Bem podem os partidos ditos socialistas e sociais-democratas usar o unguento da solidariedade que nada pode afastá-los da farmacologia dos ultraliberais. A aceitação do modelo globalizante obriga-os a idêntica corrida à prosperidade dentro da maior ortodoxia financeira.
Pedir, por exemplo, ao Estado e ao Governo portugueses maior distância do empresariado seria pedir uma tarefa impossível porque é o capital - financeiro ou não - que hoje domina em toda a parte, como se pode ver nos balanços das grandes multinacionais e nos orçamentos de um vasto número de estados.
Renegados os sentimentos que lhes deram vida, esses estados e partidos não podem experimentar a paixão. Por isso buscam a excitação no desafio do sucesso sem perceberem, sequer, que o poder está a fugir-lhes das mãos.

Crónica " O ponto do Capitalismo ", de Victor Cunha Rego, publicada em 28/06/1998, no Diário de Notícias

Kraftwerk - "Electro Kardiogram"

Hoje como ontem

«Domingo, na conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças que se seguiu à decisão em Conselho de Ministros, de nacionalizar o banco, o governador do Banco de Portugal revelou que a SLN fez «um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do grupo» envolvendo «centenas de milhões de euros», informação que só recebeu da administração liderada por Abdool Vakil.
«Foi com surpresa que soubemos em Junho destas operações. Nada faria suspeitar que estas operações pudessem existir» , afirmou o governador, salientando que, além dos seis processos de contra-ordenação já instaurados pelo banco central, a Procuradoria-Geral da República também já abriu um processo-crime.
Teixeira dos Santos revelou que as perdas acumuladas, que atingem os 700 milhões de euros, «tem a ver com o conjunto de operações que foram investigadas» nomeadamente, com o banco Insular, de Cabo Verde. Operações que, frisou Teixeira dos Santos, deram indícios de ilicitude e ilegalidade e que foram comunicadas à PGR.»

Sol Online, 03/11/2008

Ontem como hoje

" A queda, quinta-feira, do mago do hedging, John Meriwether, popularizado no bestseller de há uns anos " Liar´s Poker ", deixou Wall Street siderada. Poucos minutos depois de ter aparecido nos ecrãs da Reuters a notícia de que a UBS, o maior banco da Europa, tinha perdido mais de cem milhões de contos com o seu investimento no fundo especulativo gerido por Meriwether, viu-se o gráfico do Dow Jones - até então impulsionado pelas palavras da véspera de Greenspan sugerindo a possibilidade de um corte nas taxas de juro - começar a cair a pique. Na sexta-feira outros bancos enormes anunciaram prejuízos neste e noutros fundos e nas Bolsas mundiais aconteceu o que aconteceu.
Note-se que estas quedas se deram apesar de o fundo em questão não ter sido liquidado! De facto, as consequências de uma liquidação forçada ( a acrescer às que vêem sendo feitas desde meados de Julho) seriam tais que o FED, quebrando todos os seus princípios, evitou a falência e montou (forçou?) um sindicato bancário internacional que pôs quase setecentos milhões de contos de dinheiro fresco. A verdade é que não só os maiores bancos do mundo lá estavam investindo, como, a título pessoal, alguns dos presidentes desses bancos lá tinham as suas fortunas pessoais... Ninguém sabe a extensão do risco assumido (e vivo neste momento) , mas as estimativas mais conservadoras apontam para 17 ou 18 mil milhões de contos, ou seja, mais do que o PIB anual português. Que tais riscos, geridos, aliás, por um homem de grande prestígio profissional e por uma equipa de traders que inclui dois prémios Nobel e um vice-presidente do Federal Reserve, tenham podido ser assumidos sem supervisão oficial e sem que nenhum dos sofisticados intervenientes seja capaz de os medir ou até, talvez, de os compreender completamente, mostra a extensão da crise financeira que paira sobre nós. E explica que as autoridades bancárias americanas tenham feito exactamente o oposto do que tão arrogantemente aconselham os governantes de outros países a fazer! A realidade tem muita força."

Crónica " A realidade tem muita força ", de Leonardo Ferraz de Carvalho, 28/09/1998, publicada no jornal " Independente "

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pavement -" Major Leagues "

Mar sonoro



Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho.

A minha discoteca: " Sandinista " - The Clash(vinyl)



1. The Magnificent Seven 2. Hitsville U.K.

Ver aqui na Wikipédia.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

The Go-Betweens -" Was There Anything I Could Do?"

Arca de Noé

1) «Ao ritmo do seu consumo actual, a Humanidade precisará de dois planetas no início da década 2030 para responder às suas necessidades, assinala hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) »

2) «Não: agora devemos ser resgatados, os cidadãos, favorecendo com rapidez e valentia a transição de uma economia de guerra para uma economia de desenvolvimento global, em que essa vergonha colectiva do investimento de três mil milhões de dólares por dia em armas, ao mesmo tempo que morrem de fome mais de 60 mil pessoas, seja superada. Uma economia de desenvolvimento que elimine a abusiva exploração dos recursos naturais que tem lugar na actualidade (petróleo, gás, minerais, carvão) e que faça com que se apliquem normas vigiadas por uma Nações Unidas refundadas – que envolvam o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial “para a reconstrução e desenvolvimento” e a Organização Mundial de Comércio, que não seja um clube privado de nações, mas sim uma instituição da ONU – que disponham dos meios pessoais, humanos e técnicos necessários para exercer a sua autoridade jurídica e ética de forma eficaz.»

3) « Não só Adão e Eva se fizeram expulsar do Éden, mas também a paisagem desgastada pela erosão que deixaram para trás preparou o palco para o Dilúvio de Noé. Nos tempos iniciais, quando os montículos da cidade eram baixos e facilmente transformáveis em pântanos, o único refúgio teria de ser um barco. A versão suméria da lenda, contada na primeira pessoa por um homem chamado Utnapishtim, soa como sendo real, com pormenores vívidos sobre o mau tempo invulgar e as barragens destruídas. Nesse relato podemos ver não apenas o antecedente da história bíblica, mas também o primeiro relato por uma testemunha ocular de uma catástrofe ambiental provocada pelo ser humano:

Nesses dias a terra era abundante, o povo multiplicava-se...Enlil ouviu o clamor e disse aos deuses reunidos em conselho que «o estrondo da humanidade é intolerável e já não se consegue dormir...» Portanto, os deuses concordaram em exterminar a humanidade.

Enlil, o deus das tempestades, é o instigador; outros, incluindo Ishtar, deusa do amor e rainha do céu (uma predecessora menos virginal de Maria) concordam. Mas Ea, o deus da sabedoria, avisa Utnapishtim num sonho: «Deita abaixo a tua casa, digo-te, e constrói um barco, abandona as tuas posses e procura a vida...Leva para o barco a semente de todas as criaturas vivas».

1) Sol Online,29/10/2008

2) José Saramago, no blogue O Caderno de Saramago

3) Excerto de " Breve história do progresso ", de Ronald Wright

Marilyn Monroe -" Diamonds Are A Girl's Best Friend "

terça-feira, 28 de outubro de 2008

" - Já reparaste, Sal, que as prateleiras que eles fazem actualmente abrem rachas sob o peso de bricabraque, ao fim de seis meses, ou desabam de uma maneira geral? Acontece a mesma coisa com as casas, a mesma coisa com as roupas. Estes sacanas inventaram as matérias plásticas com que podiam construir casas que durassem eternamente. E pneus. Os americanos matam-se aos milhares todos os anos por causa de pneus de borracha defeituosos que aquecem na estrada e rebentam. Podiam fabricar pneus que não rebentassem. Passa-se a mesma coisa com o pó dentrífico. Há uma certa goma, que eles inventaram e não mostraram a ninguém, que se a mascarmos em miúdos, nem uma cárie temos até ao fim da vida. É a mesma coisa com as roupas. Podem fabricar roupa que dura para sempre. Preferem fabricar artigos ordinários por forma a que toda a gente seja obrigada a continuar a trabalhar e a picar relógios de ponto e a organizar-se em sindicatos sinistros e a debater-se com dificuldades enquanto o grande saque prossegue em Washington e Moscovo. "


Excerto de " Pela Estrada Fora ", de Jack Kerouac, Trd. Armanda Rodrigues e Margarida Vale de Gato.

Four Tops -" Reach Out, I'll Be There "

Perry Como - " Relaxing with Perry Como "




Prisoner Of Love

Till The End Of Time

Over The Rainbow

...


...........................................................................

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?


Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.

.............................................................

Excerto de " Pequena elegia de Setembro", de Eugénio de Andrade

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Fela Kuti: A música é a arma






*«MELILLA.- Decenas de inmigrantes de origen subsahariano, en torno a medio centenar, intentaron entrar hoy desde Marruecos a Melilla aprovechando la rotura de una valla fronteriza, como consecuencia de la tromba de agua que cayó sobre la ciudad durante toda la jornada del domingo.
Los indocumentados aprovecharon a primera hora de esta mañana, pasadas las 6.00 horas, para intentar entrar irregularmente a Melilla por la zona donde se están realizando obras en la aduana de Beni-Enzar. En ese lugar hay un arroyo en el que el agua de las inundaciones, unido al barro y las piedras que arrastró, impiden cerrar las compuertas de seguridad de las vallas.»


* El Mundo Online de 27/10/2008.

Música: Nneka - "Changes"

Nneka - "Africans"

" O patriotismo pode muito bem ser, como disse o Dr. Johnson, «o último refúgio dos patifes», mas é também o primeiro recurso do tirano. As pessoas que têm medo dos estrangeiros são facilmente manipuláveis. A casta dos guerreiros, supostamente protectora da sociedade, amiúde torna-se numa máfia da protecção. Em tempos de guerra ou de crise, facilmente uns poucos roubam o poder da maioria com a promessa da segurança. Quanto mais oculto ou imaginário o inimigo, tanto melhor para impingir a sua aceitação. A Inquisição conheceu uma grande expansão porque lutava contra o Diabo. E a luta do século XX entre capitalismo e comunismo tinha todas as marcas típicas das velhas lutas religiosas. Será que defender um dos sistemas realmente valia o risco de rebentar com o mundo todo?

Agora estamos a perder liberdades duramente conquistadas, com o pretexto de uma «luta contra o terror» à escala mundial, como se o terrorismo fosse algo de novo. (Aqueles que acham que é uma novidade deviam ler The Secret Agent, um romance em que anarquistas bombistas suicidas rondam Londres carregados de explosivos; foi escrito por Joseph Conrad há 100 anos atrás. O fanático muçulmano está a mostrar-se um digno substituto do herético, do anarquista e, especialmente da Ameaça Vermelha tão conveniente para os orçamentos militares da Guerra Fria."


Excerto de " Breve História do Progresso ", de Ronald Wright, Trd. José Couto Nogueira; Música "Regiment", de Brian Eno e David Byrne

The Undertones - "My Perfect Cousin"

domingo, 26 de outubro de 2008

El mundo después del 'crash'*

John Maynard Keynes
«Con esta crisis multiforme y poliédrica ha desaparecido también una forma de hacer la política económica, que ha sido dominante en el último cuarto de siglo. Aquella que había formalizado el dogma de que los mercados son los que mejor saben qué hacer. Del mismo modo que hay ciclos en la coyuntura también hay ciclos ideológicos que conceden el énfasis a las distintas herramientas económicas. Y ha comenzado otro. En el año 1936, el que probablemente ha sido el economista más influyente del siglo XX (y lo vuelve a ser ahora), John Maynard Keynes, escribió en su obra magna Teoría general de la ocupación, el interés y el dinero: "Las ideas justas o falsas de los filósofos de la economía y de la política tienen más importancia de lo que en general se piensa. A decir verdad, ellas dirigen casi exclusivamente el mundo. Los hombres de acción que se creen plenamente eximidos de las influencias doctrinales son normalmente esclavos de algún economista del pasado". Las ideas keynesianas, tan menospreciadas en el último cuarto de siglo, están siendo aplicadas ahora por quienes tratan de sacar a la economía de la camisa de fuerza de la revolución conservadora y de la desregulación permanente. No por casualidad, sino como un signo de los tiempos, la Academia Sueca ha concedido hace unos días el Nobel de Economía a quien es uno de los neokeynesianos más insignes: Paul Krugman.»
*Joaquín Estefania, El País Online,26/10/2008

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Raul Seixas - "Sociedade Alternativa"

The Streets - "The Escapist"

Sei bem que não mereço um dia entrar no céu

Sei bem que não mereço um dia entrar no céu
Mas nem por isso escrevo a minha casa sobre a terra

...


Scott Walker - "The Old Man's Back Again"

Jeremy Jay

«Si alguna vez te has sentido un alma solitaria que lucha contra el mundo, un precioso joven que ha vencido heróicamente a la adolescencia, un Lord Byron despeinado por el viento, entonces comprenderás de qué canta Jeremy Jay en canciones como 'Hermoso rebelde', 'Criaturas celestiales', 'Un lugar al que podríamos ir' o 'Guárdame entre tus brazos esta noche'. Jeremy es un lacio muchacho de Los Ángeles que se estremece al cantar 'Te amo hasta que nos volvamos a ver. Esta noche apagaré las luces, pero no tengas miedo, piensa en todas las cosas buenas y en los deseos y esperanzas. Todas las criaturas celestiales caminan esta noche, moldeando sus huellas en el cemento húmedo; sus pensamientos e imágenes quedan para siempre'.» El Radar, El Mundo Online,23/10/2008

Someone cares

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Miles Davis - "Human Nature"

Billie Holiday -" My Man "

Mulheres no singular: El cunnilingus*

Fotografia de Alfred Cheney

«También es cierto que muchas mujeres son las primeras en desdeñar tal práctica, sobre todo por culpa de malas experiencias vividas en semejante trance. No nos engañemos: hay muchos que utilizan su lengua como si fuera una termomix, poniéndola en posición 'triturar', como un estilete. Es normal que con esas maneras, la raya entre placer y dolor sea tan permeable como la frontera hispano-andorrana (sobre todo si llevas el coche cargado de billetes de 500 €). Ya comentamos en un post anterior la extremada sensibilidad del clítoris femenino y zonas adyacentes. Por lo tanto, a la hora de acariciar oralmente dicha zona, es fundamental dejarse llevar por la constancia y la suavidad más que por la fuerza bruta. Sí, en las películas porno no se andan con tantos miramientos y en algunos casos parece que asistamos a una de las actuaciones espectaculares de las tuneladoras de Gallardón, como si las protagonistas pasivas del acto tuvieran vulvas de PVC (lo cual no me extrañaría nada, teniendo en cuenta la afición por la cirugía plástica de bajos habitual en el 'stardom' del porno). Sin embargo, en el mundo real más vale maña que fuerza, como en los anuncios de detergentes.»
* Blog Cama Redonda por Josep Tomás, El Mundo Online,22/10/2008

Mulheres no plural

Fotografia de Dorothea Lange

«Probablemente, mientras se zurcía las medias por cuarta vez, ignoraba que sus piernas cruzadas acabarían retratadas, compartiendo pared con fotografías de otro centenar de mujeres. Bellas, enigmáticas, elegantes, recatadas, seductoras, famosas, melancólicas, desafiantes, esperanzadas o todo lo contrario. En esta fotografía en cuestión, Medias remendadas (1934), la norteamericana Dorothea Lange retrató la Depresión estadounidense de la década de los 30. "A través de unas piernas muestra la elegancia de la pobreza". Así lo ve Lola Garrido, coleccionista y crítica de arte, comisaria de la exposición Mujeres en plural, que la Fundación Canal inaugura hoy.» El País Online,22/10/2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Em Escuta: African Scream Contest




El Rego Et Ses Commandos - Se Na Min

Napo de Mi Amor et ses Black Devils - Leki Santchi

Roger Damawuzan - Wait For Me

Aldeias: Gralheira(Cinfães)








A minha discoteca: " Murmur " - R.E.M(vinyl)




Radio Free Europe

Pilgrimage

Talk About The Passion

Perfect Circle

Ver aqui na Wikipédia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A minha discoteca: " Liege and lief " - Fairport Convention(CD)




Crazy Man Michael

Farewell, Farewell

Tam Lin

Ver aqui na Wikipédia.

Imaginário medieval














Heinrich Ignaz Franz Biber - Battalia à 10

Acerca do trabalho...

1)«O que está a passar-se é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e é desta perspectiva que deveria ser objecto de análise em todos os foros públicos e em todas as consciências. Não estou a exagerar. Crimes contra a humanidade não são somente os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassínios selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as poluições maciças, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é o que os poderes financeiros e económicos dos Estados Unidos, com a cumplicidade efectiva ou tácita do seu governo, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o dinheiro que ainda lhes resta e depois de, em muitíssimos casos (não duvido de que eles sejam milhões), haverem perdido a sua única e quantas vezes escassa fonte de rendimento, o trabalho.»
2)
3)" Se os trabalhadores recusarem, de comum acordo, o trabalho, o patrão, que é um homem rico, pode esperar, sem se arruinar, que a necessidade os faça voltar; mas os trabalhadores precisam de trabalhar todos os dias para não morrerem, pois a única propriedade que possuem é a força dos seus braços. Desde há muito que a opressão os empobrece, mas também é mais fácil oprimi-los à medida que vão ficando mais pobres - eis um círculo vicioso do qual não sabem como sair.
Portanto, não nos deve surpreender o facto de os salários, depois de terem subido por vezes muito depressa, baixarem de modo permanente, e noutras profissões em que o custo do trabalho só aumenta pouco a pouco subirem continuamente.
Este estado de dependência e de miséria em que se encontra uma parte da população industrial dos nossos dias é um facto excepcional e contrário a tudo o que a rodeia. Mas, precisamente por isso, não há outro que mereça mais a atenção particular do legislador, pois, quando toda uma sociedade se movimente, é difícil imobilizar uma determinada classe e, quando a maioria dos homens descobre constantemente novas vias de enriquecimento, é difícil obrigar alguns a suportarem pacificamente o fardo das suas necessidades e dos seus desejos."

1) Excerto de artigo de José Saramago," Crime (financeiro) contra a humanidade", publicado no Expresso e no seu blogue.
2) Sex pistols-anarchy in uk
3) Excerto do capítulo " Influência da Democracia nos Salários", incluído no livro de Alexis de Tocqueville " Da Democracia na América ", Trd. João Carlos Espada.

Thievery Corporation - "Richest man in Babylon"

Freira cumpre um mês de prisão por não pagar bilhete de autocarro*




Thievery Corporation - "Ambicion Eterna"

A minha discoteca: " Boat to Bolivia " - Martin Stephenson & the Daintees(vinyl)




Crocodile Cryer

Ver aqui na Wikipédia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

No mundo ideal

" no mundo ideal há lugares côr de pérola
onde mergulhamos como um raio na paisagem interna
lugares frescos e afáveis para se construírem varandas
lugares de magia e lugares também de frémito
anúncio, porque a verdade é doce
apaziguadora e feliz. Lugares côr de pérola
e serena mansidão, com meninos jogando
à bola. Meninos e meninas jogando à bola
numa alegria que equilibra o mundo


recria o mundo


E maravilhosamente o mar, gota a gota
em rua se transforma
e por dentro do seu eixo essencial
a terra fermenta e leveda um poema
que eclode devagarinho, interiormente


e juntos para a vida a flôr e a terra húmida


Poema de Rui Machado, incluído na Revista Mealibra nrº 9, Dezembro de 2001

The High Llamas - "Literature Is Fluff "

Ladytron - "Play Girl"

Honoré Daumier: retrospectiva em Madrid

« Hay cosas que, por desgracia, nunca dejan de estar de actualidad. Como los ricachones con la tripa a punto de reventar de tanto chupar de los demás. O los abogados que lanzan falsos alegatos sin perder de vista su cartera. Honoré Daumier (Marsella, 1808-Valmondois, Francia, 1879) dedicó toda su vida a desenmascarar a los mentirosos, a los hipócritas, a los picapleitos y a los politicastros. Y les aplicó una sátira salvaje que ha acabado por cobrar furiosa vigencia.» El País Online de 17/10/2008

A minha discoteca: " Sea Change " - Beck(CD)



Lost Cause / Lonesome Tears(versões acústicas-ensaios)

Ver aqui na Wikipédia.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Patrick Hernandez - "Born To Be Alive"

...

« 'Interruptus' es una exposición fotográfica colectiva cuya razón de ser es el sexo. Sin cortapisas ni tapujos. Vaginas lubricadas, penes en escorzo o posturas coitales inverosímiles quedan plasmadas en esta muestra que el viernes inaugura su quinta edición en Zoom Galería Fotográfica, ubicada en la calle Juan de Herrera de Santander. Liderada por fotógrafos como Mike Steel, Luis Baylón o Mili Sánchez, la exhibición aborda una introspección metafísica en el universo del erotismo. ¿El sexo devalúa el arte? ¿Por qué extraño mecanismo de censura negamos la belleza en una foto descocada? Estos y otros interrogantes son los que plantean los chicos de 'Interruptus', que vuelven tan pícaros y depravados como siempre. »Por Fran Casillas, no El Mundo Online de 16/10/2008

A propósito do celibato sexual(3)

" Para o cristão e o seu corpo, que lutava contra Satanás e as tentações deste, a santidade equivalia a um acto de separação crucial. O monge que estava no deserto rezava por sua conta. O termo «mosteiro» deriva da palavra grega monos, que significa «sozinho», «por conta própria». O mosteiro formava uma comunidade paradoxal de homens «por conta própria». Os cristãos admiravam o «anacoreta» que vivia como um eremita, completamente entregue à sua sorte numa cela ou numa gruta, afastado da sociedade humana. A abstinência sexual, o voto de silêncio, virar os olhos para o céu, o regime de orações e o compromisso do jejum, tudo isso eram formas de destruir os vínculos sociais entre os seres humanos. Até Sócrates, o filósofo grego com maior autodomínio, deambulava pelo ginásio, bebia nos simpósios e dormia com Alcibíades sob os lençóis. O Homem Santo cristão tornou-se exemplar, porque recusava estes vínculos sociais e prazeres partilhados. "


Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira

...


A propósito do celibato sexual(2)

" Por mais que um corpo emaciado e um olhar de santo pudessem deixar transparecer pureza, a sexualidade constituía o barómetro da luta mais íntima, secreta e significativa contra o pecado e a impureza. Mesmo que o comportamento sexual pudesse ser refreado e os anseios sexuais recalcados, o que sucedia à noite constituía um lembrete constante de uma batalha que ainda não fora vencida.
«Se não estás a pensar em sexo, lamento-te», escreveu um asceta, «significa que deves estar a fazê-lo.» Assim, não havia muita margem para a calma ou a grandiosidade espiritual( nem muita escolha). Abundam os relatos do malogro na contenção sexual, desde as poluções nocturnas a sonhos eróticos, aos deslizes de gerar filhos ilegítimos ou molestar sexualmente as noviças. A «pureza de coração» facilmente resvalava para o medo da tentação e daqui para a misoginia. Esta misoginia podia expressar-se de uma forma física brutal. Há o relato de um monge que enfiou o hábito no corpo putrefacto de uma morta, a fim de que o fedor o impedisse de ter pensamentos de mulheres que não estivessem ligados à carne em decomposição e à morte. A castidade de um monge era um bem frágil ameaçado de todos os lados e sobretudo a partir do íntimo. Vencer Satanás constituía um empreendimento a tempo inteiro."


Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira

...


A propósito do celibato sexual(1)

" Mal se tornou padre da Igreja Católica, Santo Agostinho impôs a si próprio e ao seu clero um rígido código de celibato sexual. Nunca mais visitou mulheres sem ser com outro acompanhante e proibiu mesmo os familiares do sexo feminino de entrarem no seu palácio de bispo. Escreveu alguns dos argumentos mais detalhados e impressivos com o objectivo de incluir na estrutura da vida religiosa da Igreja tanto o casamento como a virgindade - e graças à obra extraordinária " As Confissões ", continua a ser o investigador mais profundo das fragilidades humanas que o desejo sexual põe a descoberto. Porém, quando escreveu que se um homem casado fosse ordenado de repente Deus concedia-lhe a necessária mercê de deixar de dormir com a esposa, não é difícil ocorrer-nos Sinésio, que enquanto casado foi de repente ordenado e se limitou a dizer não ao apelo para dissolver o casamento em nome da castidade. Também Sinésio foi um venerado padre da Igreja."

Excerto de " Amor, Sexo e Tragédia ", de Simon Goldhill, Trd. Maria da Graça Caldeira

A minha discoteca: " Whisky " - Jay Jay Johanson(CD)



So Tell The Girls I Am Back In Town

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Depeche Mode - "Personal Jesus"

Acerca de pobreza


" Francisco(de Assis) não canoniza a pobreza. Não faz dela um ídolo. Combate-a ao lutar contra o luxo e o supérfluo. Mas a escolha da pobreza absoluta é para ele o único meio de se juntar à humanidade sofredora e, por essa via, a Cristo. Não há em Francisco apenas um agir por. Há um viver com os pobres. Estamos longe da tradição de caridade que dá mas fecha os olhos à realidade social e política. Em Calcutá, Madre Teresa torna-se pobre entre os pobres. Cria leprosarias e albergues para moribundos, penetra nas zonas de pobreza extrema. Mediáticas ou não, cristãs ou não, muitas pessoas vivem esta radicalidade. Serão loucos ou santos? São, sem dúvida, profetas, no sentido em que vão até ao fim nas suas palavras e nos seus actos.
A utopia franciscana permanece actual. Os frades menores criam uma sociedade paralela, um modelo alternativo, uma economia da pobreza que assenta na dádiva, na troca e na não-violência. Para os apóstolos, laicos ou cristãos, desta não-violência, o poder interior do homem é sempre superior ao que lhe querem impor do exterior. É a não-violência dos estudantes chineses da Praça de Tiananmem. É a não-violência das marchas das mães dos desaparecidos na América Latina. É a não-violência do pastor Martin Luther King, que exortava à construção de uma comunidade de amor, ou de um Gandhi. É a não-violência que diz ao opressor: nem o ideal que guardo no mais fundo do meu ser e pelo qual decidi bater-me. É aí que começa a verdadeira subversão dos pobres - o melhor da tradição cristã. Nessa força interior para dizer não reside a força de Deus e da liberdade humana."

Excerto de " Os génios do Cristianismo ", de Henri Tincq, Trd. Público, Ed. Gradiva/Público

The Stone Roses -" Waterfall "

Urban Species - " Spiritual Love "

El arte de la felación *


*Blog Camara Redonda, por Josep Tomás, ilustração de Ricardo Fumanal, El Mundo Online de 15/10/2008

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A minha discoteca: " Curtis " - Curtis Mayfield (CD)




We Are The People Who Are Darker Than Blue

Other Side Of Town

The makings of you

Ver aqui na Wikipédia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

As meninas

« A que nos vinga, a que nos enche de vida?

O quadro que eu prefiro é " As Meninas ", do Velasquez. Aquilo é um grande livro, um grande tudo. Mas onde é que está o livro? Não há livro, há vida. Aquele quadro ou o Vermeer: enquanto houver pessoas destas, a nossa vida não foi em vão. Não acabou com o absurdo final e a injustiça final da morte.

Excerto de entrevista efectuada por Anabela Mota Ribeiro a António Lobo Antunes, publicada na Pública de 12/10/2008

Infância traumática...

« A Maria Adelaide parece a encarnação de qualquer coisa boa, um desejo da infância.

A infância é boa retrospectivamente. Na realidade é um período dramático, de grande sofrimento, como a adolescência é. A maior parte das crianças são infelizes. Estão sempre a frustrá-las. Por que carga de água tenho de estar sempre a lavar os dentes?, porque é que tenho de comer a sopa?

Excerto de entrevista de Anabela Mota Ribeiro a António Lobo Antunes, publicada na Pública de 12/10/2008

Bofetada lúdica!


«Quando é que, realmente, andou à pancada a última vez?


Há uns meses dei um estalo a um gajo de mão aberta, de propósito. Não foi com muita força, mas foi um estalo - e isso humilha. Um murro não humilha. Porque é que foi? Não me lembro. Aquilo é feito com sentido lúdico. Como se fosse um miúdo. »
Excerto de entrevista efectuada por Anabela Mota Ribeiro a António Lobo Antunes, publicada na Pública de 12/10/2008

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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