
Alone Again Or
Maybe the People Would Be the Times or Between Clark and Hilldale
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Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

Pintura " Bad Boy ", de Eric Fischi
Obama conversa com a mulher após terem votado numa escola perto de Chicago. O candidato democrata, acompanhado pelas filhas, demorou cerca de 10 minutos a votar o que parece indicar que o sistema electrónico de voto não é o mais simples. ©AP Sol Online,04/11/2008Crónica " O ponto do Capitalismo ", de Victor Cunha Rego, publicada em 28/06/1998, no Diário de Notícias

3) « Não só Adão e Eva se fizeram expulsar do Éden, mas também a paisagem desgastada pela erosão que deixaram para trás preparou o palco para o Dilúvio de Noé. Nos tempos iniciais, quando os montículos da cidade eram baixos e facilmente transformáveis em pântanos, o único refúgio teria de ser um barco. A versão suméria da lenda, contada na primeira pessoa por um homem chamado Utnapishtim, soa como sendo real, com pormenores vívidos sobre o mau tempo invulgar e as barragens destruídas. Nesse relato podemos ver não apenas o antecedente da história bíblica, mas também o primeiro relato por uma testemunha ocular de uma catástrofe ambiental provocada pelo ser humano:
Nesses dias a terra era abundante, o povo multiplicava-se...Enlil ouviu o clamor e disse aos deuses reunidos em conselho que «o estrondo da humanidade é intolerável e já não se consegue dormir...» Portanto, os deuses concordaram em exterminar a humanidade.
Enlil, o deus das tempestades, é o instigador; outros, incluindo Ishtar, deusa do amor e rainha do céu (uma predecessora menos virginal de Maria) concordam. Mas Ea, o deus da sabedoria, avisa Utnapishtim num sonho: «Deita abaixo a tua casa, digo-te, e constrói um barco, abandona as tuas posses e procura a vida...Leva para o barco a semente de todas as criaturas vivas».
1) Sol Online,29/10/2008
2) José Saramago, no blogue O Caderno de Saramago
3) Excerto de " Breve história do progresso ", de Ronald Wright
John Maynard Keynes
Fotografia de Alfred Cheney
Fotografia de Dorothea Lange


« A que nos vinga, a que nos enche de vida?
O quadro que eu prefiro é " As Meninas ", do Velasquez. Aquilo é um grande livro, um grande tudo. Mas onde é que está o livro? Não há livro, há vida. Aquele quadro ou o Vermeer: enquanto houver pessoas destas, a nossa vida não foi em vão. Não acabou com o absurdo final e a injustiça final da morte.
Excerto de entrevista efectuada por Anabela Mota Ribeiro a António Lobo Antunes, publicada na Pública de 12/10/2008
« A Maria Adelaide parece a encarnação de qualquer coisa boa, um desejo da infância.A infância é boa retrospectivamente. Na realidade é um período dramático, de grande sofrimento, como a adolescência é. A maior parte das crianças são infelizes. Estão sempre a frustrá-las. Por que carga de água tenho de estar sempre a lavar os dentes?, porque é que tenho de comer a sopa?
Excerto de entrevista de Anabela Mota Ribeiro a António Lobo Antunes, publicada na Pública de 12/10/2008
