«Al final todo se reduce a una cuestión de decibelios: a 47 llegaron los gemidos de los coitos de Steve y Caroline Cartwright. Un registro que los ha convertido en el hazmerreír de los tabloides y en la peor pesadilla de sus vecinos, que los han denunciado por quebrantar el silencio de su urbanización.» continuar a ler aqui.
« El gobierno de Erdogan critica a Suiza cuando en Turquía es casi imposible construir un templo que no sea mezquita. » continuar a ler aqui.
Fran Martínez, El Mundo, 06/12/2009
Minaretes, Índia
«O voto contra os minaretes na Suíça é só um sinal. Dos palcos políticos à Internet, por toda a Europa emergem manifestações de medo ou desconfiança em relação aos muçulmanos. Há indicações de que a discriminação está a aumentar, dizem especialistas ouvidos pelo PÚBLICO. » continuar a ler aqui.
« Obcecado por uma ideia fixa, à dúvida que já sentia sobre aquele casamento que em tempos lhe agradara, acrescentou amadurecidos instintos de cupidez. Raciocinando assim, ruminou solitário e sem descanso as mesmas reflexões, acabou por sabotar o seu próprio espírito e atribuir um valor enorme a factos que não tinham importância.»
Excerto de " O castelo do homem ancorado ", de J.K. Huysmans, Trd. Aníbal Fernandes, Ed.Livro B, 1985
Viemos do fundapique passámos no tudasaque não há mal que mal nos fique nem há cu que não dê traque mal a gente vem ao mundo logo a gente vai ao fundo
Andámos no malsalgado brigámos no daceleste e o escorbuto mal curado com tratamento indigesto mal a gente vem ao mundo logo a gente vai ao fundo
Natação obrigatória na introdução à instrução primária natação obrigatória para a salvação é condição necessária não há cu que não dê traque não há cu que não dê traque mal a gente vem ao mundo logo a gente vai ao fundo
Pusemos a cachimónia em papas de sarrabulho e quando as noites são de insónia damos voltas ao entulho mal a gente vem ao mundo logo a gente vai ao fundo
Aprendizes da política só na tática do "empocha" vem a tempestade mítica e s cabeça dá na rocha mal a gente vem ao mundo logo a gente vai ao fundo
«Trás-os-Montes, o primeiro filme que assinou com António Reis, tornou-se uma referência para toda uma geração, e 33 anos depois da estreia continua a ser a súmula de algo português. "Para um povo e para um país à procura de si próprios", escreveu João Bénard da Costa, "é uma das poucas pedras do caminho que nos pode ajudar a reencontrar a direcção".»
São razões pessoais, privadas. Não é por gosto. Senti-me no dever de vir há anos, estou arrependida, gastei dinheiro a recompor a casa e outras coisas, mas não foi uma escolha, foi por obrigação, pronto. Gostava de ter ido para Bragança, e a segunda escolha era dar a volta a vários pontos do mundo, porque adoro viajar. Tanto posso estar sozinha muito tempo, e estive aqui cinco anos sozinha, como posso andar a correr pelo mundo. Gosto de extremos.» continuar a ler aqui.
Entrevista de Alexandra Lucas Coelho a Margarida Cordeiro, fotografias de Nelson Garrido, Pública de 29/11/2009
«"As pessoas dizem para ter fé em Deus que tudo se há-de resolver", disse, revelando "sentir-se abandonada pelo Estado português" que, acrescentou, "devia zelar pelos nossos interesses".» ler aqui no Jornal de Notícias.
Isabel Freitas, cliente do BPN, em greve de fome junto ao balcão da Boavista-Porto
«Uma grande parte dos clientes que esta manhã está concentrado no balcão do BPN é proveniente de Fafe, e chegou a ouvir-se, por várias vezes, a intenção de enveredar pela proverbial justiça daquele município: “Ainda vamos reaver o dinheiro, nem que seja à paulada”, dizia uma mulher, irada. José Lemos, a seu lado, pedia calma, e contava: “Fizemos um depósito a prazo, de 365 dias, com 5,5 por cento de juros. Venceu a 12 de Setembro. Não pagaram nada. Nem juro nem capital. Disseram-nos que tínhamos de esperar que ficasse resolvida uma situação na Marina Park, que nem sabemos o que é”. “Deve ser uma casa de alterne”, ripostava, de novo a mulher. Que não, diz José Lemos: “pelos vistos é uma marina em Albufeira, mas ninguém nos disse que o dinheiro ia ali ser aplicado”, terminou.» ler aqui na íntegra.
«Crescer impostos é uma afronta aos portugueses (mesmo que pareça inevitável) e ainda mais desconsiderante para cada um dos habitantes deste país é ouvir o Governo dizer que não vai subir impostos - quando o Governador sabe muito bem que Sócrates terá de o fazer. Sucede que o mesmo Governador sabe bem que os portugueses já são os europeus a quem é exigido o maior esforço fiscal (faça Zoom nas páginas 14 a 17), e que esse esforço é entendido quase sempre como dinheiro deitado à rua - uma vez que em cima dele têm ainda de comprar seguros de saúde, pagar propinas de escolas privadas e deixar dinheiro nas portagens da auto-estrada. Pagam, mas começam a não perceber para quê. E quando o esforço privado de cada um serve para financiar os erros de gestão políticos e as trapalhadas financeiras do Estado, então o caldo tem tudo para se entornar. O país está a chegar onde nunca chegou - e não culpem só a crise. A fatia pública que mais cresceu em Portugal (desde 1985) foram os impostos: mais do que a economia, mais do que despesa. É quase ultrajante: a preços acumulados e correntes, os impostos nacionais engordaram 964% entre 1985 e 2008. Pode dizer-se: o país está melhor, vive-se hoje um nível de conforto inimaginável no Portugal dos anos oitenta. Sim, mas se o custo é a banca rota que absurdo de país é este? Seria como se cada um de nós mudasse, em 20 anos, de apartamentos para sumptuosos palácios à beira-mar apenas para descobrir que... abriria falência. Que raio de políticos permitiram que isto acontecesse?» ler aqui na íntegra.
" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. "
Robert Walser