Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

sábado, 25 de julho de 2009

Venus

Andy Warhol, Mural (Venus on Rollerskates). Black and White Photo, c. 1985. All artwork ©2002 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts.

Hard Times

Hard Times

Hard Times

terça-feira, 21 de julho de 2009

Time For Love

Nicarágua







«Treinta años después del inicio de la revolución sandinista, "el Gobierno [del aún sandinista Daniel Ortega] ha concentrado las pautas publicitarias en medios de comunicación afines a su política y utiliza la publicidad oficial como un mecanismo de castigo contra la prensa crítica", según un informe de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP). Al respecto, Douglas Carcache, jefe de Información del diario nicaragüense La Prensa, afirma que en su país sí hay libertad de expresión, pero matiza que es una libertad bajo acoso: "El temor a las amenazas del Gobierno han conducido a algunos medios a la autocensura".» ler aqui artigo completo.
I. Benito/V.Calderon, El País.Com, 21/07/2009, fotografias de Rafael Trobat.
« Os usos evoluem mais lentamente do que os costumes, ou antes, os costumes não evoluem, parecem sujeitos às bruscas e profundas mutações que assinalam a origem e o declínio dos períodos históricos, do mesmo modo que os das espécies animal ou vegetal. O mundo está maduro para qualquer forma de crueldade, como para qualquer forma de fanatismo ou superstição. Bastaria que respeitássemos certos desses usos e, por exemplo, nos abstivéssemos de violar o seu curioso sentimento de solicitude para com os animais, talvez uma das raras aquisições da sensibilidade ocidental moderna. Creio que os Alemães se habituariam muito depressa a queimar publicamente os seus judeus, e os estalinistas os seus trotskistas. Eu vi, vi com os meus olhos, eu que vos falo vi, vi um pequeno povo cristão, tradicionalmente pacífico, de uma extrema e quase excessiva sociabilidade, tornar-se de repente duro, vi aqueles rostos endurecer, até mesmo os das crianças. É, pois, inútil pretender que se podem controlar certas paixões, uma vez desencadeadas. »

Excerto de " Os grandes cemitérios sob a Lua "(1938), de Georges Bernanos, Trd. Fernanda Pinto Rodrigues

domingo, 19 de julho de 2009

Arthur Melville




Arthur Melville, ler aqui na Wikipédia.

domingo, 12 de julho de 2009

Grizzly Bear - Knife


Georges de La Tour



Ver aqui na Wikipédia.

«Há uma atitude no Ocidente que é dizer: "Ah, o problema dos americanos foi tentarem impor a democracia a um povo que não estava preparado para ela." Acredito firmemente no contrário. Os iraquianos queriam democracia, esperaram prosperidade, paz, modernização, e os americanos não trouxeram nada disso.

Todos os dias ouço essa atitude no Ocidente: "Sabe, essas pessoas são assim, nós também éramos, com o tempo as coisas mudarão." É a atitude de considerar que não precisamos de ter princípios quando atravessamos o mar, porque respeitamos a especificidade. Isto é profundamente hipócrita. Não é verdadeiro e é contraproducente. A aspiração das nações, das pessoas em toda a parte, é praticamente a mesma. As pessoas querem viver melhor, querem vidas melhores para os filhos, mandá-los para a escola. Em toda a parte querem viver com dignidade.

O que acontece às vezes é que não lhes é dada alternativa. Há um ditador e a forma de as pessoas se organizarem é a religião. E todo o discurso se desenvolve a partir daí. Quando a verdadeira aspiração não é essa.

Não penso que haja no islão algo que impeça as sociedades de se tornarem democráticas, modernas, avançadas.

Precisamos de olhar para "o outro" como um vasto mundo de diferentes línguas, tradições, crenças. Há países islâmicos com eleições abertas, por exemplo, hoje mesmo, a Indonésia. A vasta maioria dos indonésios não vê contradição entre democracia e crença, e é a mais populosa nação islâmica do mundo. Isto pode acontecer em qualquer lado. A Indonésia teve uma mulher presidente, o Bangladesh, o Paquistão, a Turquia tiveram mulheres primeiras-ministras. Podemos empurrar as pessoas para o pior de si, mas é mais responsável empurrá-las para o melhor.

Se resolvermos o problema do Médio Oriente e as relações entre Ocidente e mundo islâmico, talvez as pessoas mais teimosas fiquem isoladas e não sejam capazes de mobilizar massas.» ler aqui entrevista completa.

Entrevista de Alexandra Lucas Coelho a Amin Maalouf, publicada no P2(Público) de 10/07/2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009


«Em tempos, o lavrador do Douro era alguém muito especial,que não precisava de ter uma psicologia, bastava significar um cargo dentro de um território. A Marca era esse território, e dentro dele tudo se passava sem muitas surpresas; interessado nas obrigações, o lavrador era uma espécie de místico que a filoxera estremeceu, mas que sobrevive ainda numa certa alegoria onde lampeja o espírito rácico. Talvez isto aconteça com todos os territórios e as suas populações e os seus clãs; mas no Douro é particularmente evidente essa convulsão de opiniões que expulsam tudo o que não se refere aos seus costumes e à sua organização modelada pelo clima, a sedentariedade, a minúcia de uma cultura e o método que repudia transformações e crescimento. Diferente do que pensam os economistas, uma área produtiva não se destina apenas a ser rentável; sobretudo é uma área onde a vida se condensa e se transmite. Representa uma condição histórica que se reflecte e se repercute, pondo a tónica principal, não no lucro, mas sobretudo na circulação da energia, que implica o lucro também, mas que acentua a persuasão da inteligência, do investimento moral. Pode acontecer que, mercê de uma imobilidade sentimental, mais do que motivada por carência material, um território se degrade e a crise se instale irremediavelmente. O perigo de uma civilização local é o de ela se tornar incomunicável; com o Douro, com o Nordeste Transmontano, com o País inteiro talvez, passa-se isto: ama a sua anexão ao hábito, á energia que não dinamiza e que se circunscreve a uma intriga momentânea e suburbana. Nada mais, tudo se converte em rotina. E, com ela, procede-se à sensibilidade barroca, ao apanágio do pormenor, ao retraimento cívico em favor da gesta privada. Enquanto se degusta a passividade, cai-se no arcaico. E a pessoa provincial dificilmente se recupera para universalidade da esperança, ficando-se no diálogo com os mortos e o colóquio com os antepassados, elevados à qualidade de monitores pelo conforto que a sua distância ministra.»

Excerto de " Os meninos de ouro ", de Agustina Bessa Luís, Ed. Guimarães Editores, 7ªEdição, 1987

Linha do Corgo em Alvações







quinta-feira, 2 de julho de 2009

Los cuernos que hicieron dimitir al ministro portugués*

Caricatura de Fernando Vicente

«El Ministro de Economía e Innovación de Portugal, Manuel Pinho, presentó este jueves por la noche su dimisión, ya aceptada por el jefe de Gobierno, el socialista José Sócrates, tras hacer en el Parlamento un gesto indecoroso hacia el portavoz del Partido Comunista.» El Mundo

«La fragilidad política del primer ministro portugués, José Sócrates, ha aumentado con un escándalo mayúsculo en el Parlamento, que provocó la dimisión del ministro de Economía, Manuel Pinho. Pésima señal en la recta final de la Legislatura, a poco más de dos meses de las elecciones. La Asamblea de la República, en sesión plenaria, realizaba el último debate parlamentario antes de vacaciones sobre el Estado de la Nación, en el que la oposición en bloque, derecha e izquierda, condenó la política del Gobierno socialista.» El País

«O ministro da Economia e Inovação português, Manuel Pinho, apresentou nesta quinta-feira sua renúncia, já aceita pelo primeiro-ministro, o socialista José Sócrates, depois de ter feito um gesto ofensivo ao porta-voz do Partido Comunista em pleno Parlamento de Portugal.» Folha de S.Paulo

«Manuel Pinho é desde hoje o ex-ministro da Economia do Governo de José Sócrates na sequência de um gesto no Parlamento. Uma situação que lamenta mas que deu por encerrada numa entrevista à SIC onde admitiu não querer fazer carreira na política. Sobre o futuro não quis abrir o jogo. “Agora o que quero passar é umas belíssimas férias”, disse Pinho, que aproveitou para elogiar as reformas do Executivo e dizer que ainda há muito a mudar.» Público

«Quem demitiu Manuel Pinho? O PCP ou o Bloco de Esquerda? A disputa entre os dois partidos à esquerda do PS deu nas vistas. Mas o gesto que matou o ministro da Economia teve um simbolismo global.» Expresso

«Na sequência do seu gesto durante o debate do Estado da Nação, Manuel Pinho pediu demissão do cargo de ministro da Economia: simulou um par de chifres com os dedos, gesto dirigido a Bernardino Soares, líder da bancada parlamentar do PCP. O primeiro-ministro confirmou e aceitou a demissão.» Diário de Notícias

* Título do El Mundo

domingo, 28 de junho de 2009

Escola Ramalho Ortigão






















Escola Ramalho Ortigão no Porto, 21/06/2009
Passados 35 anos!

domingo, 21 de junho de 2009

Oh Lord, Give Us More Money

El hombre blanco enloquece con la tierra*


«Davi Kopenawa está luchando para que en Brasil no haya revueltas como las que han sacudido Perú. Hace dos semanas visitó Madrid poco antes de que llegaran las primeras noticias de los levantamientos en Bagua, que produjeron la muerte de 24 policías y entre nueve y cien indígenas, según las distintas fuentes. Se encuentra de gira por Europa defendiendo la causa de su pueblo, los yanomamis. Tras el estallido del conflicto en Perú, utiliza el correo electrónico para opinar sobre este hecho: "Lo que están haciendo con los indios allí es un crimen. Nosotros sufrimos el mismo problema con blancos que vienen a por nuestros recursos naturales".» ler aqui artigo completo.
* Joseba Elola, El País, 21/06/2009
Fotografia de Luis Sevillano

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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