Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

The Steep Canyon Rangers


Video Biography

"I Can't Sit Down "

"Waiting to Hear You Call My Name (full)"

Ver aqui site dos The Steep Canyon Rangers, magnifico grupo de Bluegrass.


domingo, 12 de agosto de 2007

NINA SIMONE-" DON'T LET ME BE MISUNDERSTOOD" (1964)

Sonic Youth -" Diamond Sea "

Leonard Cohen




Leonard Cohen: foram reeditados os três primeiros albúns da sua discografia. Amo a sua música, sendo estes os discos que me marcaram mais. Marcelo Costa, no seu blogue Revoluttion, cultura Pop, partilha a mesma opinião.





Leonard Cohen - Isle of Wight 1970

Famous Blue Raincoat
from
Songs Of Love And Hate

LYRICS

It's four in the morning, the end of December
I'm writing you now just to see if you're better
New York is cold, but I like where I'm living
There's music on Clinton Street all through the
evening.

I hear that you're building your little house deep in the
desert
You're living for nothing now, I hope you're keeping
some kind of record.

Yes, and Jane came by with a lock of your hair
She said that you gave it to her
That night that you planned to go clear
Did you ever go clear?

Ah, the last time we saw you you looked so much older
Your famous blue raincoat was torn at the shoulder
You'd been to the station to meet every train
And you came home without Lili Marlene

And you treated my woman to a flake of your life
And when she came back she was nobody's wife.

Well I see you there with the rose in your teeth
One more thin gypsy thief
Well I see Jane's awake --

She sends her regards.
And what can I tell you my brother, my killer
What can I possibly say?
I guess that I miss you,
I guess I forgive youI'm glad you stood in my way.

If you ever come by here, for Jane or for me
Your enemy is sleeping, and his woman is free.

Yes, and thanks, for the trouble you took from her eyes
I thought it was there for good so I never tried.

And Jane came by with a lock of your hair
She said that you gave it to her
That night that you planned to go clear --

Sincerely, L. Cohen

Leonard Cohen - "Famous Blue Raincoat" - Germany, 1979

Leitores incomuns

O observador sabe que lá no alto, sentado num galho, alguém olha para um livro

por Milton Hatoum

Há tanta diferença entre a “atitude” de quem lê e a de quem escreve? Um dos problemas cruciais do leitor e do escritor é a falta de tempo, decorrente da pressão do dia-a-dia. Os escritores que vivem de sua pena não podem escolher uma hora do dia ou da noite para trabalhar. Mesmo os que tiveram ou têm a sorte de não depender do trabalho da escrita, revelam-se compulsivos, ávidos para narrar. O que deve ser escrito é inadiável. Deixar para escrever mais tarde, amanhã ou outro dia qualquer só atrapalha o andamento da narrativa. Adiar um trabalho pode ser um alívio para um burocrata, não para um escritor. Ainda assim, há momentos de pausa e reflexão, de pesquisa e anotações, e, às vezes, de interrupções forçadas, um verdadeiro castigo para quem escreve. E há também pausas para leitura: a urgência de escrever não é menor nem menos intensa do que a urgência de ler. “Escrevo porque leio”, afirmam alguns escritores. Mas um leitor poderia dizer: não escrevo nada, mas é como se a leitura fosse um modo de escrever, de imaginar situações, diálogos e cenas que a memória registra no ato da leitura. O pior leitor é o passivo, resignado, que aceita tudo e lê o livro como uma receita ou bula para o bem viver. Este é o não-leitor. Porque o texto de auto-ajuda é um compêndio de trivialidades, palavras que não questionam, não intrigam nem fazem refletir sobre o mundo e sobre nós mesmos.

II
Um bom leitor reescreve o livro com a imaginação de um escritor. Alguns vão mais longe. Com os olhos no texto e um lápis na mão, eles fazem anotações nas margens das páginas, sublinham frases, cravam aqui e ali pontos de interrogação. Há os que elaboram fichas com resumos ou esquemas do enredo, árvores genealógicas, comentários sobre o tempo da narrativa, posição do narrador, personagens, idéias, metáforas, ambiente político, social etc. Esse leitor incansável seria o leitor ideal, mencionado por Umberto Eco no ensaio Seis passeios pelo bosque da ficção.No Tempo redescoberto – último volume do Em busca do tempo perdido –, o narrador de Proust faz uma reflexão sobre esse tema. Um livro, diz o narrador proustiano, pode ser sábio demais, obscuro demais para um leitor ingênuo. A imagem que Proust evoca é a de uma lente embaçada entre o olhar e as palavras: um anteparo à leitura. Mas o inverso também acontece quando o leitor astucioso revela capacidade e talento para ler bem. De acordo com o autor francês, “cada leitor é, quando está lendo, o leitor de si próprio”. Ou seja, uma obra literária permite ao leitor discernir tudo aquilo que, sem a leitura dessa obra, ele não teria visto ou percebido em sua própria vida. No quarto capítulo de seu belo ensaio O último leitor, o argentino Ricardo Piglia lembra a figura de um leitor incomum: o revolucionário e guerrilheiro Ernesto Guevara. O comandante Che sonhava ser escritor, mas o compromisso político-social o conduziu a outras veredas. No entanto, ele escreveu diários de viagem, textos sobre técnicas e estratégias de guerrilha, relatos inspirados diretamente em sua experiência revolucionária em Cuba, na África e na América do Sul. O que não falta em suas incansáveis viagens – inclusive a última, pouco antes de morrer – é o livro, a leitura.

III
“A marcha, escreve Piglia, supõe leveza, agilidade, rapidez. É preciso desprender-se por completo, estar leve e andar. Mas Guevara mantém um certo peso. Na Bolívia, já sem forças, carregava livros. Ao ser detido em Ñancahuazu, quando é capturado depois da odisséia que conhecemos, uma odisséia que supõe a necessidade de movimento incessante e de fuga ao cerco, a única coisa que ele conserva (porque perdeu tudo, não tem nem sapatos) é uma pasta de couro, que leva amarrada ao cinturão, sobre a ilharga direita, onde guarda seu diário de campanha e seus livros. Todos se desfazem daquilo que dificulta a marcha e a fuga, mas Guevara continua mantendo seus livros, que pesam e são o oposto da leveza exigida pela marcha.” (pág. 103)A capa do livro (da autoria de Angelo Venosa) foi inspirada numa fotografia de Ernesto Guevara lendo no alto de uma árvore. É uma imagem notável do guerrilheiro – homem de ação – que faz uma pausa para ler. Armas e letras, dois temas medievais explorados no Dom Quixote, parecem reviver nessa imagem em que o leitor, significativa e simbolicamente, situa-se no alto. Longe de ser uma posição de quem se sente elevado, a altura, aqui, é uma posição precária, que denota perigo e instabilidade. O inimigo pode estar por perto, pode surgir a qualquer hora e matar o guerrilheiro-leitor. Na fotografia é impossível reconhecer com nitidez a figura de Guevara, mas o observador sabe que lá no alto, sentado num galho, alguém olha para um livro. O fundo da fotografia é alaranjado, de uma tonalidade que evoca o fogo crepuscular: começo ou fim do dia. Ou luz que se esvai, anunciando a noite, o enigma do que vem por aí. Não sabemos se este livro é o último que Guevara leu. O último leitor é a metáfora de uma atitude diante da leitura: alguém que não pode viver sem livros.

IV
Narrar para não morrer é a mensagem de Sherazade ao rei Shariar (e ao leitor) em cada conto do Livro das mil e uma noites. Ernesto Guevara lê para viver. Ou suportar a vida: fado de um homem que vivia perigosamente à beira da morte. Mas ler é também o destino de tantos outros seres que não se lançam à aventura utópica de transformar o mundo por meio da ação revolucionária. Esse leitor apaixonado forma o duplo do escritor. E ambos justificam a literatura.

Henry Fonda, faleceu a 12/08/1982



Henry Fonda, ler aqui artigo no jornal " El Mundo ".

Henry Fonda - Young Mr Lincoln

sábado, 11 de agosto de 2007

Robert Musil

Um autor na janela
A vida e a obra de Robert Musil num instantâneo panorâmico

Marcelo Backes

Sessenta anos depois de sua morte – lembrados em 15 de abril –, Robert Musil continua ganhando em importância; ano a ano, ensaio a ensaio.
Quando o segundo milênio dava seus últimos suspiros a Alemanha fez o que todo mundo fez... Atendendo à necessidade dos registros – que é interessante e polêmica – e explorando o fim do milênio na justificativa de preservar a memória – e aproveitando para armar debates e aquecer as vendas –, a Alemanha também listou suas obras-primas... O resultado? O melhor romance alemão do século XX – na opinião de 33 autores, 33 críticos e 33 germanistas dos mais conhecidos e importantes do país; que votaram, cada um, em três títulos – é O homem sem qualidades (Der Mann ohne Eigenschaften) de Robert Musil.
Setenta e seis romances receberam voto. E o romance de Musil apareceu em primeiro lugar, com uma vantagem confortável sobre o segundo colocado: O processo, de Kafka. Pausa para a curiosidade... O terceiro da lista – e não vou promover contendas, apenas mencionar resultados – foi A Montanha Mágica, de Thomas Mann. Desculpem, mas não posso me furtar ao questionamento; o Doutor Fausto é muito mais romance, embora tenha aparecido apenas em décimo lugar, depois de Os Budenbrook, inclusive, sétimo colocado, também de Thomas Mann... Em quarto lugar ficou Berlim Alexanderplatz, de Alfred Döblin; o quinto colocado foi O tambor, de Günter Grass; o sexto, Aniversários (Jahrestage), de Uwe Johnson – 2000 páginas inéditas no Brasil.
Mas voltemos a Musil, primeiro na lista e foco desse texto...


A vida

Robert Edler von MUSIL (1880-1942) nasceu em Klagenfurt, na Áustria, e morreu pobre – quase esquecido e dependendo da ajuda de amigos – em Genebra, na Suíça, em plena II Guerra Mundial.
Aos dez anos Musil entrou para a Escola Militar em Eisenstadt, destinado à carreira de oficial. Estudou durante mais de cinco anos em instituições do exército até chegar à Academia Militar de Viena, em 1897. Um ano depois, Musil decidiu largar a carreira de oficial e passou a estudar Engenharia em Brünn, obtendo o diploma da graduação em 1901. Depois de uma temporada em Stuttgart, cursou Filosofia e Psicologia experimental na Universidade de Berlim, doutorando-se em 1908 com tese sobre Ernst Mach (1838-1916),[1] físico e filósofo austríaco. Os estudos de Mach sobre o fenômeno da descontinuidade e da dissociação, assim como suas teses a respeito do “eu condenado” (unrettbares Ich), seriam decisivos na formação de vários escritores vienenses, entre eles Arthur Schnitzler e o próprio Musil.
De 1914 a 1918, Musil participou ativamente da I Guerra Mundial na condição de oficial de Infantaria do exército austríaco. Ao final dos combates chegou a capitão, condecorado com a principal ordem de guerra do moribudo império (Ritterkreuz des Franz-Josephs-Ordens). Só a partir de 1923, e já morando em Berlim, é que Musil passaria a viver exclusivamente de sua condição de escritor.
A ascensão do nazismo, em 1933, obrigou o autor a se mudar para Viena e, mais tarde – depois de se sentir numa ratoeira, conforme ele mesmo chegou a escrever em seu diário –, para Genebra, onde veio a falecer em 15 de abril de 1942.


A arte

A publicação da primeira obra de Musil – O jovem Törless (Die Verwirrungen des Zöglings Törless, 1906) – só foi levada a cabo através do incentivo do crítico berlinense Alfred Kerr. O sucesso posterior, e também a aprovação da crítica, foi imediato. No romance, Musil detém-se – com admirável agudeza psicológica – na consciência de um estudante de internato, às voltas com situações que antecipam – de maneira genial e visionária – o sadismo e a opressão nazistas. O filme baseado no livro, realizado sessenta anos depois da publicação da obra, foi um grande êxito na Alemanha envolvida com a expurgação de um passado tenebroso.
As reuniões, de 1911 – duas novelas – e Três mulheres, de 1924 – três contos esticados –, foram as outras duas obras ficcionais publicadas por Musil antes de O homem sem qualidades. O drama Os entusiastas (Die Schwärmer, 1921) e a comédia Vicente ou A amiga dos homens importantes, de 1923, provaram que a pena de Musil também era afiada no teatro. O espólio literário do autor ainda revelaria várias obras de qualidade, entre elas o conto O melro (Die Amsel).
O homem sem qualidades é a síntese final, tanto da obra quanto da vida de Robert Musil. Todas as obras anteriores do autor são uma espécie de preparação ao Homem sem qualidades, toda sua vida parece ter sido direcionada para a escritura final do romance. Contando apenas o tempo ativo, Musil trabalhou em sua obra-prima durante cerca de 15 anos, de 1927 até o dia da morte. A primeira parte foi publicada em 1930. Logo depois de ter sido lançada a segunda parte – em 1933 –, a obra foi proibida tanto na Alemanha quanto na Áustria. A terceira parte, ainda organizada pelo autor, seria publicada em 1943, na Suíça. A edição de 1952, traria o acréscimo de um quarto volume, organizado por Adolf Frisé e baseado nas notas deixadas pelo autor.
A ação de O homem sem qualidades transcorre na Áustria imperial, dissimulada sob o nome de Kakânia. O romance constitui um vigoroso painel da existência burguesa no início do século XX e antecipa, de certa forma, as crises que a Europa viveria apenas na segunda metade daquele mesmo século. A obra é – em suma – o retrato ficcional apurado de um mundo em decadência.
Elaborado com fortes doses de sátira e humor, O homem sem qualidades é uma bola de neve de ações paralelas, que rola pela montanha do século abaixo, abarcando tempo e espaço, para ao fim engendrar um romance inteiriço, ainda que multiabrangente, pluritemático e panorâmico. Ulrich – o homem sem qualidades – faz três grandes tentativas de se tornar um homem importante. A primeira delas é na condição de oficial, a segunda no papel de engenheiro (vide a carreira do próprio Musil) e a terceira como matemático, exatamente as três profissões dominantes – e mais características – do século XX. Os três ofícios são essencialmente masculinos e revelam o semblante de uma época regida pelo militarismo, pela técnica e pelo cálculo que, juntos, acabaram desmascarando o imenso potencial autodestrutivo da humanidade. O relato acerca da busca “desencantada” de Ulrich lembra a velha busca – ainda sagrada – do Santo Graal.
A compreensão da realidade característica da obra e do pensamento de Musil é rematadamente satírica. A índole “ensaística” do autor arranca máscaras e sua ficção trabalha na confluência dos gêneros. Musil é um escritor “contemplativo”, de “postura clássica”, situado à janela do mundo e atento a seus movimentos. (Tanto que, em várias situações de suas obras, seus personagens aparecem à janela). Ao utilizar vários elementos do ensaio, e inclusive ensaios inteiros no corpo da ficção, além de fazer uso livre do discurso falsamente científico – ainda carregado de poesia – na compleição do romance, Musil dá vida à hibridez de sua narrativa. A frialdade da linguagem, a formalidade da postura do narrador são apenas superficiais. Se à primeira vista o olhar do narrador é marcado pelo intelectualismo – frio e impessoal –, logo se descobre que isso é apenas um meio apolíneo contra o perigo dionisíaco do mundo, e que a indiferença gelada da superfície apenas mascara a paixão ardente do interior.
Adotando uma atitude fundamentalmente irônica diante da sociedade, e decidido a lutar contra a estultice do século – contra “a imensa raça das cabeças medíocres e estúpidas” –, Musil muitas vezes foi compreendido como utopista, ou até místico, por alguns críticos, decididos a dinamitar o vigor de sua obra. O autor que foi tão corrosivo ao representar o mundo em sua realidade distorcida e deformada na figura mítica de uma Kakânia caquética, é transformado assim num sujeito extravagante e pouco afeito à realidade. Um leão sem garras nem dentes...
Já em 1972, Helmut Arntzen – crítico da obra de Musil – dizia que os críticos pareciam fazer gosto em apresentar o autor na condição de animal exótico, místico e de movimentos graciosos. Dessa forma, o escritor combativo e heróico – conforme Musil se compreendia – era transfigurado num metafísico dócil, no homme de lettres que ele sempre renegou, num autor distanciado da realidade, provido de alguns requintes matemáticos na linguagem e de outros tantos talentos psicológicos na análise da alma humana.
A postura “contemplativa” de Musil foi entendida como passiva, a “utopia do ensaísmo” pregada por Ulrich – seu personagem – como uma visão utópica do mundo. Na verdade, Musil fez apenas lutar pela recuperação da atividade de mensurar melhor, quantitativa e qualitativamente, os sentimentos e o “volume espiritual” das relações humanas; sem a ingenuidade do romantismo, mas sem a secura do realismo bruto. De quebra, deu nova fisionomia ao sujeito, nova potência ao “eu”, tornando-o estética e radicalmente consciente, ainda que fazendo-o perambular no âmbito daquilo que um outro crítico – Wolfgang Lange – chamou de “loucura calculada” ou “suspensão calculada da razão”.
A intuição poética de Musil, enriquecida por seu aguçado espírito científico, proporcionou ao autor a capacidade de traçar um vasto panorama ficcional de sua terra e da Europa do século XX. Postado à janela do mundo, Musil examina, em última instância, o valor da inteligência objetiva do homem diante das casualidades mundanas.


[1] Ernst Mach inventou também aquele que conhecemos por “número de Mach” ou “número Mach”: o quociente da velocidade dum corpo que se move num fluido pela velocidade do som no mesmo fluido.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Pérolas Pop ( 5 )


Paul Haig -" Something Good "

Billy Bragg - "Sexuality "

Au Revoir Simone - " Sad Song "

Buffalo Springfield -" For What It's Worth/Mr Soul "

Erotismo


Erotismo no século XIX e XX, em fotografia. Ver aqui no site do " La Repubblica ", fotos do site da Amea.

George Clinton -" Atomic Dog "

Curtis Mayfield - "Superfly " (Live)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Os bravos chineses do Oeste americano

Vendedora no Bairro chinês de S. Francisco, Estados Unidos, Aut. J. Maillard


Ler artigo critico sobre a edição de " Driven Out ", de Jean Pfaelzer.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Lee Hazlewood morreu


DPA
NUEVA YORK LAS VEGAS.
- El productor musical y compositor estadounidense Lee Hazlewood murió este sábado, 4 de agosto, a los 78 años tras una larga enfermedad en Henderson, cerca de Las Vegas.
Hazlewood —autor de canciones, productor y cantante de música country— tenía cáncer de riñón. Se dio a conocer a nivel internacional sobre todo en los años 60 por su colaboración con Nancy Sinatra. Para la hija de Frank Sinatra, escribió grandes éxitos como 'These Boots Are Made For Walkin' y 'Some Velvet Morning'. Más adelante incluso actuó con ella.
"Era mi amigo y mi manager. Siempre me sentí segura con él", ha dicho Nancy Sinatra al canal británico BBC. El representante de Hazlewood, Wyndham Wallace, afirmó que el músico había sido "sin duda una de las personas más fuera de lo común y talentosas" que jamás conoció.
Nació en 1929 en Mannford, en el estado norteamericano de Oklahoma, como hijo de un empleado de una gasolinera. Primero estudió medicina y comenzó a trabajar como 'discjockey' en una pequeña radio de Arizona. A mediados de los 60 comenzó su intensa colaboración con Nancy Sinatra. "Ya no puedes cantar como la simpática señora Nancy. Debes cantar para los camioneros", le dijo alguna vez. Siempre negó un vínculo más íntimo con ella.
En 1967 fundó su propio sello de música —Lee Hazlewood International— y trabajó con Dean Martin y Duane Eddy. Con la Gram Parsons' International Submarine Band sacó el primer álbum de country-rock, 'Safe at Home'.
Cuando en 2005 le fue detectado un cáncer de riñón, regaló sus discos de oro y de platino a amigos y comenzó a trabajar en su último álbum, 'Cake for Death', publicado el año pasado. Hazlewood estaba casado por tercera vez y deja esposa y tres hijos.


Nancy Sinatra e Lee Hazelwood -" Some Velvet Morning"

Scarlett Johansson canta Tom Waits


La actriz ha grabado un disco de versiones de Tom Waits
ELPAIS.com - Madrid - 07/08/2007


Scarlett Johansson no se conforma con ser la musa de un director de cine como Woody Allen. Como él, se ha decidido a saltar a la música, aunque de forma diferente. En lugar del clarinete, Scarlett prefiere cantar y, según cuentan los que han escuchado sus versiones del músico estadounidense Tom Waits, no lo hace nada mal. La sensual actriz suena a algo así "como Marilyn Monroe".
Lo dice Steve Nails, el propietario del estudio donde Scarlett grabó el álbum, al Daily Advertiser de la localidad estadounidense de Lafayette en Luisiana. Nails considera que el disco, en el que la actriz invirtió 33 días de grabación, es como "un teatro, con montones de pesados tonos graves en él, sin utilizar un bajo".
"Utilizamos todo tipo de instrumentos diferentes para crear esos sonidos", añade. "Fue un gran experimento, de vanguardia".
El disco pudo grabarse en ese estudio, entre rodaje y rodaje de Scarlett, en medio de la expectación local. Aunque se desconoce la fecha exacta de lanzamiento del trabajo, ya se sabe que se llamará Scarlett canta a Tom Waits.
Las versiones de Johansson del músico de la voz rasgada harán las delicias de los aficionados a la música alternativa estadounidense, ya que en el debut musical de la joven actriz participan grupos de la escena indie como Yeah Yeah Yeahs o TV On The Radio.


Tom Waits - " Waltzing Matilda " (live 1977 )

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Fritz Lang - " M " ( 1931 )





































Fritz Lang, foi um dos melhores realizadores de cinema de sempre. " M " é um dos filmes da minha vida.

O nosso Portugal ( Óbidos )


Óbidos é uma das localidades mais bonitas de Portugal, ver aqui site da Alma de Viajante.

domingo, 5 de agosto de 2007

"Dreams"

Peter Murphy / Trent Reznor / TV On The Radio

June 13, 2006Washington D.C.

Scott Walker - " Jesse " (2006)

La bêtise

Ne berçons pas le lecteur d’illusions : la bêtise ne sort pas grandie de ce dossier. Qu’il s’agisse de littérature, de philosophie ou de politique, elle apparaît égale à elle-même. Monstre désolant, sournois, implacable, qui ligote les esprits et les entraîne vers les abysses. Le règne de la bêtise commence avec la mort de Dieu et de ses anges, quand l’Histoire et l’opinion publique s’emparent du monde. Exit l’idiot et le fou. Place aux bêtes et aux brutes, aux demeurés et aux stupides, aux imbéciles des plaines et aux crétins des montagnes. Ce n’est pas un retour vers le Moyen Âge mais bien une plongée dans l’âge moderne, dont Tocqueville fut le premier à pressentir les périls. Le pouvoir démocratique, prophétisait-il, « ne tyrannise point, il gêne, il comprime, il éteint, il hébète, et il réduit enfin chaque nation à n’être plus qu’un troupeau d’animaux timides et industrieux dont le gouvernement est le berger ». Tout est en ordre pour que la bêtise triomphe et devienne, confite dans ses torpeurs, ses ruses et sa bouffonnerie, l’obsession des romanciers. Flaubert en fit son ennemi préféré, et chercha à la museler. « Nous ne souffrons que d’une chose : la Bêtise, confiait-il à George Sand. Mais elle est formidable et universelle. » Tel le monstre blanc poursuivi par Achab, la Bête, qu’il avait traquée à travers son œuvre entière, lui échappa. Le Dictionnaire des idées reçues devait servir de fosse commune à toutes les conneries enfantées par l’humanité. Las. Ce travail d’ensevelissement demeura inachevé, comme si la bêtise était un sujet trop vaste et proliférant pour pouvoir être ainsi contenu. D’autres, après Flaubert, ont rêvé d’un catalogue qui engrangerait toutes les inepties, propos inutiles et dilatoires, âneries et bourdes encombrant ce bas monde. Ambition titanesque, tant les ruses et les visages de la bêtise sont multiples. Elle procède par métastases, jeux de miroir, mises en abyme. Elle est prodigieusement bavarde, et quasi intarissable quand elle parle d’elle-même. Tout comme le néant télévisuel, qui procède par le même jeu de répétitions et de montages narcissiques pour mener le plus grand nombre à l’abrutissement, la bêtise aime s’autocélébrer. « Dans le gros con, tout est bon », assène l’un des imbéciles anonymes dont Jean-Marie Gourio s’est fait le fidèle rapporteur dans ses Brèves de comptoir. Et encore : « Quand tu as une vie de con, faut surtout pas être intelligent, tu souffres plus. » Ou : « La connerie, c’est que la partie immergée de l’iceberg. En dessous, on voit pas ce que tu penses. » On aimerait citer, jusqu’à plus soif, car la bêtise ainsi ingurgitée par petits verres est comme le chant des sirènes, elle fascine et pétrifie. Laissons-la donc étaler sa suffisance dans un long cortège de propos de comptoirs, de lieux communs, de blagues éculées. Et faute de pouvoir la faire crever, prenons le parti d’en rire.

Une histoire bête, Par Jean-Louis Hue

Le Magazine littéraire, n°466. Juillet-août 2007

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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