Luís António Cardoso da Fonseca Mail: luiscardosofonseca@hotmail.com

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Na residência de Verão!!!

A franco-colombiana Ingrid Betancourt, ex-refém das Farc, encontrou-se hoje com o Papa Bento XVI, numa audiência privada na residência de Verão do Sumo Pontífice, em Castelgandolfo .

Bauhaus-" Who killed Mr Moonlight "

Guerra?!

Excerto de " O Ritual dos sádicos "( O penico), de José Mojica Marins

Raymond Scott - "Lightworks"

Pablo Picasso -" Old Guitarist "

domingo, 31 de agosto de 2008

What a wonderful world

Shane Macgowan & Nick Cave

Pintura de Felicien Rops

Verdades antigas

" Ama a Humanidade como a ti próprio! Isto é tudo; isto é tudo e nada mais é preciso; saberás depois como hás-de viver. E, além disso, só há uma verdade... uma verdade antiga, antiquíssima, mas que é preciso repetir uma e mil vezes, e que até agora não se arreigou nos nossos corações. O conhecimento da vida está acima da vida; o conhecimento da lei da felicidade... está acima da própria felicidade... Eis aqui aquilo contra que se deve lutar. E eu contra isso lutarei! Se todos quisessem, tudo mudaria sobre a Terra num momento."

Excerto do conto " O sonho dum homem ridículo", de Fiódor Dostoiévski, Trd. Natália Nunes, Ed. Quasi

Creedence Clearwater Revival - "Have You Ever Seen The Rain?"(legendado)

A propósito de Manoel de Oliveira

« Mas ainda falta muito para o fim do mundo!

Como é que sabe isso? Ninguém sabe de nada. O futuro é uma incógnita. Sabe que o conhecimento dá-nos o que se conhece, as leis que se tiraram da natureza para aplicar cá em baixo, mas a experiência dá-nos a sabedoria. A sabedoria vem daquilo que se sofreu e viveu. Eu não deito a mão numa chapa porque vejo que está quente, é a experiência. A experiência é o que nos fica, é essa acumulação de conhecimentos vividos e sofridos, mas o que acontece é que hoje as mudanças são são tão rápidas que já é difícil ser-se sábio. É uma vida tão acelerada que vai mais rápida que os nossos sentidos, que estão sempre atrasados face à realidade. É claro que a gente nova é predisposta a aceitar e a receber as coisas porque as recebe de outro modo, mas quando chegada à minha idade, o mundo terá dado tantas voltas que estará como eu, já não sabe nada.

Mas acha que o mundo não tem muito futuro?

Futuro há-de ter, mas toda a matéria é para morrer. Eu estive no México para receber uma medalha e soube que era de prata. E, curiosamente, perguntei: "Então aqui, a medalha é de prata?Isto é um segundo prémio?" E disseram-me: "Não, este é o prémio mais de topo, a prata foi descoberta aqui no México." Então fui ver os maias e havia lá um texto que dizia o seguinte, entre outras coisas: "Semeia para colheres, colhe para comeres, come para viveres." Isto parece simples, mas é profundíssimo, e foi preciso a recente falta de milho para as pessoas ficarem todas aflitas porque não podiam comer dinheiro.»

Excerto do filme "Aniki Bobó"(1942), e excerto de entrevista realizada por João Céu e Silva a Manoel de Oliveira, e publicada no Diário de Notícias de 31/08/2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Smashing Pumpkins -" Disarm "


Beck - "The New Pollution"

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Resende, terra de múltiplas cores e aromas
























João Domingos Bomtempo - Sinfonia Nº 2 (Minueto - Allegro), 3º andamento (Minueto - Allegro) da Sinfonia Nº 2, em Ré Maior, numa interpretação da Orquestra Sinfónica de Bamberg sob a direcção de Claudio Scimone

Uma mulher no apogeu do apogeu

" Faunia Farley: pernas magras, pulsos magros, braços magros, costelas claramente desenhadas na camisola e omoplatas salientes. No entanto, quando o esforço lhe retesava o corpo, víamos que os seus membros eram duros; quando se esticava ou estendia os braços para qualquer coisa, víamos que os seus seios eram surpreendentemente firmes e robustos, e quando, por causa das moscas e dos mosquitos que zumbiam à volta da manada naquele abafado dia de Verão, dava uma palmada no pescoço ou nas costas, entrevíamos como era capaz de ser brincalhona, apesar do estilo aparentemente sério. Percebíamos que o seu corpo era algo mais do que eficientemente magro e severo, que ela era uma mulher de constituição firme, em equilíbrio precário no momento em que já atingiu a maturidade mas ainda não iniciou o declínio, uma mulher no apogeu do apogeu..."

Excerto de " A Mancha Humana ", de Philip Roth, Trd. Fernanda Pinto Rodrigues



Sergio Mendes- "Magalenha"

Linhas do destino...!

Anna Karina e Jean-Paul Belmondo, em " Pierrot le Fou ", de Jean-Luc Godard(1965)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008




Anne Sofie von Otter / Bach - BWV 244 No.39

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Espelho de vida(s)


Ponte sobre o Rio Cabrum, em Panchorra(Resende)
Fotografia de Luís Fonseca(2008)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Selecção olímpica portuguesa parodiada em blogue chinês*


* Sol Online, 15/08/2008

Leituras dispersas(3)


" - O senhor pensa que lavar-se muito é saudável para a pele e para as entranhas?
O vagabundo, depois de pensar um pouco, deu a sua opinião.
- Pois não, senhor, eu penso que as águas provocam reumáticos, e tifo, e vesânias, e outros males do corpo e da alma, como lombrigas, e sarampo, e paralisia, e que Deus não criou o homem para andar a meter-se nas águas, pois para isso já existem os caranguejos e os besugos, mas sim para andar em terra firme, como as lebres e os cavalos, sem subir pelos ares como a águia, nem percorrer as águas como o tubarão, nem mergulhar nas sementeiras como a toupeira. É isso o que eu penso e posso jurar-lhe, meu amigo, que nunca senti nem soberba nem tentações de sair dos lugares que me foram marcados pela divina Providência.
Dupond concordou com tudo o que o vagabundo dizia e ambos voltaram ao pó donde tinham saído e no qual acabariam por se transformar, talvez para não desencadearem as iras dos céus."

Excerto de " Vagabundo ao serviço de Espanha ", de Camilo José Cela, Trd. Cristina Rodriguez e Artur Guerra, Ed. Asa, Colecção Pequenos Prazeres, 2ª Edição

R.Stevie Moore

« Editada pela Cherry Red, mítica casa editorial britânica, "Meet The R.Stevie Moore" é a primeira antologia séria e com distribuição alargada da sua obra.
Compreendendo as centenas de discos que lançou entre 1974 e 1986-a fase mais brilhante e mais produtiva da sua carreira -...»

Pedro Gomes, Ípsilon de 15/08/2008




Ill (Worst) (1968)

Goodbye Piano (1975)

I Love All The Girls (1974)

Here Comes Summer Again (1977)

Ver aqui site de R.Stevie Moore

O Beijo

Ainda toda quente da roupa tirada
Fechas os olhos e moves-te
Como se move um canto que nasce
Vagamente mas em toda a parte


Perfumada e saborosa
Ultrapassas sem te perder
As fronteiras do teu corpo


Passaste por cima do tempo
Eis-te uma nova mulher
Revelada até ao infinito.


Paul Éluard, Trd.Egito Gonçalves


Lee Hazlewood e Nancy Sinatra -" Ladybird "

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Leituras dispersas(2)


" Como é que este coronel Bernardes nos aparece instalado, ao reflexo azul e espúrio duma piscina, num monte restaurado, nas espessuras dum Alentejo em que ainda correm abetardas, se levantam perdizes e melharucos, pairam águias de pólo em pólo e jazem restos de dólmens e menires, encobertos entre os alecrins? O coronel recolheu-se a este monte isolado, por largas temporadas, numa atitude de protesto, num brado de carácter. Fora humilhado.
É que o coronel Bernardes, que daqui a nada levantará a voz contra os faladores deste país, sem que o autor o contrarie, revela-se, ele mesmo, um conversador compulsivo e isso teve as suas consequências menos fastas. Mas como é que pode ser, isto de um homem praticar precisamente aquilo contra que levanta bandeira? Dolorosa resposta: a alma humana, a contraditória, paradoxal e desamparada alma humana. Meditemos durante uns largos segundos e compenetremo-nos de quão frágeis somos e dignos de comiseração."
Excerto de " Fantasia para dois coronéis e uma piscina", de Mário de Carvalho, Ed. Caminho,1ª Edição

Todos nascemos nus

Todos nascemos nus
- condição dos vermes,
dos punhais
e da luz.


Os filhos só têm a mais
o terror das diferenças
das mães a vesti-los com os braços
- destinos feios
de mijo a chorar nas rendas
e violinos em trapos.


Todos nascemos nus
- condição dos seios,
das açucenas
e dos sapos.


Mas até os seios das mães
são diferentes.
Uns cheiram a sedas quentes,
outros, a urina de cães.


Bem. Agora devia sofrer
cuspir nos espelhos
dos remorsos.
E esbofetear o céu
com gritos de mãos de ossos.


Mas não. Sorrio.
Todos nascemos nus
- condição dos mortos
despidos pelo frio.


Álbum/XII, de José Gomes Ferreira

Leituras dispersas(1)


" Drogo ficou só e sentiu-se praticamente feliz. Saboreava com orgulho a sua determinação de ficar, o gosto amargo de abandonar as pequenas e certas alegrias por um grande bem a longo e incerto prazo(talvez a isso subjazesse o pensamento consolador de que estava sempre a tempo de partir).
Um pressentimento - ou seria só esperança? - de coisas nobres e grandiosas levara-o a ficar, mas também podia ser apenas um adiamento, no fundo nada ficava comprometido. Tinha muito tempo à sua frente. Tudo o que há de bom na vida parecia estar à sua espera. Que necessidade havia de se preocupar? Mesmo as mulheres, criaturas encantadoras e estranhas, previa-as como uma felicidade certa que lhe era formalmente prometida pela ordem natural da vida.
Quanto tempo diante de si! Mesmo um só ano já lhe parecia longuíssimo, e os anos bons tinham apenas começado; pareciam formar uma sequência muito longa da qual era impossível vislumbrar o fim, um tesouro ainda intacto e tão grande que uma pessoa até se podia enfadar.
Não havia ninguém que lhe dissesse: «Tem cuidado, Giovanni Drogo!» A vida parecia-lhe inesgotável - obstinada ilusão - muito embora a juventude tivesse já começado a fenecer. Mas Drogo não conhecia o tempo. Mesmo que tivesse diante de si uma juventude de centenas de anos, como os deuses. mesmo assim teria sido pouco. E ele, pelo contrário, dispunha de uma vida simples e normal, de uma curta juventude humana, avaro dom que os dedos das mãos chegavam para contar e que se dissiparia ainda antes de se dar a conhecer."
Excerto de " O Deserto dos Tártaros", de Dino Buzzati, Trd. Margarida Periquito, Ed. Cavalo de Ferro, 3ª edição

Limões...


terça-feira, 12 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

O real e o imaginado


" Eram os acontecimentos que surgiam no livro que estava a ler; é verdade que as personagens por eles afectadas não eram «reais», como dizia a Françoise. Mas todos os sentimentos que a alegria ou o infortúnio de uma personagem real nos fazem experimentar só acontecem em nós por intermédio de uma imagem dessa alegria ou desse infortúnio; o engenho do primeiro romancista consistiu em compreender que no aparelho das nossas emoções, como a imagem é o único elemento essencial, a simplificação que consistiria em suprimir pura e simplesmente as personagens reais seria um aperfeiçoamento decisivo. Um ser real, por muito profundamente que simpatizemos com ele, é em grande parte apreendido pelos nossos sentidos, o que quer dizer que permanece para nós opaco, que apresenta um peso morto que a nossa sensibilidade não pode levantar. Se é atingido por uma infelicidade, só numa pequena parte da noção total que ele tem de é que podemos comover-nos com isso..."
Pintura:Jackson Pollock - "Composition"
Excerto de " Á procura do tempo perdido ", de Marcel Proust, Trd. Pedro Tamén

Cien escritores en español eligen los 100 libros que cambiaron su vida*

« El ser humano es un animal que nace, crece, se reproduce y hace listas. Será porque no podemos resistirnos a transformarlo todo en una competición o porque el mundo necesita ganadores a los que admirar, envidiar o discutir, según la naturaleza de cada uno, y perdedores a los que compadecer, en el mejor de los casos; pero lo cierto es que no hay nadie que esté a salvo de las comparaciones ni oficio que no tenga su olimpiada, y por ese motivo, sin querer oír al escritor Mark Twain, que ya nos avisó de que en este mundo hay tres tipos de mentiras que son los embustes, las patrañas y las encuestas, nos pasamos la vida haciendo precisamente eso, encuestas y sondeos: quién es el político más influyente del país, el más fiable, el que merece menos crédito; quienes son las 10 personas más poderosas, las más admiradas, las más guapas; quiénes son los más ricos, los menos amables, los más deseados, los peor vestidos... »
* Benjamín Prado, 10/08/2008 , El País Semanal
Fotografia da biblioteca de Camilo Castelo Branco, na Casa de Camilo, em Seide/V.N.Famalicão

Igreja românica de S.Pedro de Rates(1)










Música: La Folia - Jordi Savall

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Já não se pode ser livre!

« La extraña desaparición del 'gourmet' suizo en el restaurante de Ferran Adrià da un giro de 180º. La policía suiza ha localizado a Pascal Henry, el 'gourmet' suizo que desapareció en El Bulli, el restaurante de Ferran Adrià. En concreto, se encuentra en una localidad suiza, pero no ha sido arrestado ya que, según apuntan las primeras informaciones, no existe denuncia de desaparición por parte de la familia.»

Ler aqui artigo publicado no " El Mundo", 07/08/08

terça-feira, 5 de agosto de 2008

No mundo não há crimes sem testemunhas...


" O livro desapareceu. O enorme e pesado volume, que estava pousado num banco, desapareceu aos olhos de dezenas de doentes. Os que viram o roubo não disseram nada. No mundo não há crimes sem testemunhas, sejam pessoas ou objectos. Mas poderá haver semelhantes crimes? O roubo do romance de Marcel Proust é um mistério que é melhor esquecer depressa. Além disso, todos ficaram calados pela ameaça. Foi lançada para o ar, mas mesmo assim teve um efeito garantido. Quem viu, ficou calado porque tinha medo. O benefício de semelhante silêncio é confirmado por toda a vida no campo de concentração, e não só do campo, mas por toda a experiência da vida civil. O livro podia ter sido roubado por um preso qualquer a mando de algum criminoso mais forte a fim de provar a sua coragem, o seu desejo de pertencer ao mundo do crime, aos donos do campo. O livro podia ter sido roubado por estar mal pousado: na extremidade de um banco que se encontrava no enorme pátio do hospital, um edifício de dois andares."


Excerto do conto " Marcel Proust ", de Varlam Chalamov, Trd. José Manuel Milhazes Pinto

Música: Fun Boy Three -" The Lunatics Have Taken Over the Asylum"

Kinks -" Come Dancing "

The Kinks -" Days "

Lloyd Cole & The Commotions -" Perfect Skin "

The Go-Betweens - "Right Here"

The Divine Comedy - "Generation Sex"

Berlusconi tapa seio de pintura*

Giovanni Battista Tiepolo - "Woman with a parrot"(1760/1761)

«Para não ferir sensibilidades, o primeiro-ministro italiano decidiu fazer um retoque e mandar tapar um seio a descoberto numa pintura do século XVIII. »


* Expresso Online, 05/08/08

Monkey, journey to the West (Mono, viaje hacia el Oeste)




«Monkey, journey to the West (Mono, viaje hacia el Oeste) es una ópera cantada en mandarín y la última colaboración de Damon Albarn, ex cantante del grupo de brit-pop Blur, con Jamie Hewlett, creador de Tank Girl. No es la primera vez que el dúo de artistas lleva a la práctica ideas que de primeras suenan descabelladas.





Albarn y Hewlett son los humanos detrás de Gorillaz, una banda de dibujos animados que terminó resultando más convincente que la mayoría de los grupos de pop comercial.
Albarn, una de las figuras musicales clave en la década de los noventa, podría vivir de las rentas. O haberse convertido, por ejemplo, en granjero y fabricante de quesos, como el ex bajista de Blur Alex James. Pero su curiosidad y afán de experimentación no le han permitido dormirse en los laureles. Además de Gorillaz, ha formado la banda The Good, The Bad and The Queen junto al bajista de The Clash Paul Simonon, y dirige la iniciativa Africa Express, donde une a músicos africanos con artistas de rap, djs y grupos de rock. Monkey es, hasta la fecha, su proyecto más arriesgado.»
Brenda Otero - Londres - 05/08/2008 , El País Online

domingo, 3 de agosto de 2008

A propósito de milagres e de sexo...

«Assim se entende o meu recente ordálio numa sala de cinema. Por motivos de promessa religiosa, assisti a "O sexo e a cidade", versão filme, e posso garantir que teria sido preferível ir a Fátima. O filme pretende fechar a série, retomando o destino das Spice Girls alguns anos depois. A morena está casada e feliz. A ruiva está casada e infeliz. A loira não está casada mas está feliz. E a intermédia, personagem central que narra o destino das outras, quer casar para ser feliz. »

Excerto do filme " O milagre segundo Salomé" baseado no romance homónimo de José Rodrigues Miguéis.

Excerto de artigo " O sexo oral " de João Pereira Coutinho, publicado na Folha de S.Paulo.

As pessoas apenas precisam de amor!


" A indiferença foi seguida pelo medo, por um medo não muito forte: temia perder esta vida salvadora, este trabalho salvador de aquecer água, este céu alto e frio e as dores nos músculos gastos. Compreendi que tinha medo que me mandassem para as minas, tinha medo e não havia nada a fazer. Na minha vida, quando me sentia bem, nunca procurava sentir-me melhor. A carne nos meus ossos aumentava de dia para dia. Inveja, eis o sentimento a seguir que se apoderou de mim. Tinha inveja dos meus camaradas que morreram em 38. Tinha também inveja dos vizinhos vivos que possuíam alguma coisa para comer e fumar. Só não tinha inveja do chefe, do contramestre, do responsável pela brigada, porque isso era outro mundo.
O amor não voltou a mim. Que distância separa o amor da inveja, do medo, da raiva! As pessoas apenas precisam de amor! O amor chega quando todos os sentimentos humanos já voltaram. O amor é o último a chegar, o último a regressar. Mas regressará ele ? A indiferença, a inveja e o medo não foram as únicas testemunhas do meu regresso à vida. A piedade para com os animais voltou antes da piedade para com os homens. "

Excerto do conto " A sentença", de Varlam Chalamov, Trd. José Manuel Milhazes Pinto

Pulp Magazine




Ler aqui artigo na Wikipédia.

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Gil Scott Heron

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Pete Seeger


Bruce Springsteen

Richard Avedon


Ver aqui site oficial dedicado a Richard Avedon.

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" Muitas vezes, meu caro senhor, as aparências iludem, e quanto a pronunciar uma sentença sobre uma pessoa, o melhor é deixar que seja ela o seu próprio juiz. " Robert Walser

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